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Artista de cabaré processa Taylor Swift por marca registrada de ‘Showgirl’

Processo mira a venda de produtos do álbum, não a música

Taylor Swift

Taylor Swift para a capa de 'The Life of a Showgirl' (Divulgação)

Taylor Swift está enfrentando uma ação judicial por violação de marca registrada, alegando que seu mais recente álbum, “The Life of a Showgirl”, um sucesso estrondoso, ofuscou uma marca já existente chamada “Confessions of a Showgirl”.

A queixa, protocolada nesta segunda-feira (30) e obtida pela Billboard, foi movida pela artista Maren Wade, de Las Vegas, nos Estados Unidos. Desde 2015, Wade detém a marca registrada “Confessions of a Showgirl” para um show de cabaré itinerante sobre as aventuras humorísticas de uma artista contemporânea.

Wade alega que sua propriedade intelectual foi violada por uma frase semelhante em The Life of a Showgirl, o décimo segundo álbum de estúdio de Swift, um enorme sucesso que permaneceu 12 semanas no topo da Billboard 200 e vendeu um recorde de 4 milhões de cópias em sua primeira semana, em outubro passado.

Swift tentou registrar a marca do título do álbum, mas seus esforços foram rejeitados pelo Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos devido à “probabilidade de confusão” com a marca de Wade. Segundo Wade, os consumidores de fato ficaram confusos sobre a existência de uma conexão entre “The Life of a Showgirl” e “Confessions of a Showgirl”.

Mas ela afirma que isso não causou nenhum prejuízo comercial a Swift, dado o alcance comercial “substancialmente maior” da superestrela. Wade alega ter sido a única vítima da semelhança e que a nova era de Swift “ameaçou engolir” seu negócio, muito menor.

“Como artista solo atuando no mesmo segmento de entretenimento, ela se viu obrigada a navegar pela onda de atenção do consumidor gerada pelo programa de defesa dos direitos autorais e a tentar manter sua presença em uma conversa e em um mercado que os defensores haviam dominado”, diz o processo de Wade.

Wade agora está processando Swift, sua empresa TAS Rights Management, a Universal Music Group (UMG) e a Bravado, subsidiária de merchandising da gravadora, por violação de marca registrada e concorrência desleal.

O processo busca indenização por danos financeiros não especificados e uma liminar para impedir Swift de vender produtos relacionados ao álbum The Life of a Showgirl, incluindo roupas, utensílios para bebidas, velas e escovas de cabelo.

Vale ressaltar que as alegações de Wade sobre a marca registrada se concentram exclusivamente na venda de produtos relacionados ao álbum de Swift, e não na música em si. A queixa afirma: “A autora, como artista, respeita o direito de Taylor Swift à expressão criativa, e nada nesta ação contesta esse direito.”

Os representantes de Swift não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre o processo na segunda-feira. Um porta-voz da UMG se recusou a comentar.

[Este conteúdo foi traduzido da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui.]