Amanati revela ‘Omen’, uma jornada ritualística da escuridão à ascensão
O produtor grego Amanati leva sua visão ao limite

Amanati (divulgação)
Amanati nunca foi um artista de meios-termos. Com o lançamento de “Omen”, o produtor grego leva sua visão ao limite, moldando um álbum que soa menos como uma coleção de músicas e mais como um universo inteiro construído. Nascido em Creta e formado em piano clássico desde os oito anos, Amanati cresceu entre a disciplina da música sinfônica, o pulso da cultura eletrônica e os ecos da tradição folclórica grega. Esses mundos colidem no que ele agora define como Exotic Electronic Music. Trata-se de um som que parece, ao mesmo tempo, ancestral e futurista.
O conceito de “Omen” começou a ganhar forma no final de 2024. O título, a paleta de cores e toda a atmosfera visual foram definidos antes mesmo de a primeira faixa ser finalizada. Sob a direção criativa de Vasiliki Katsoura, o projeto se expandiu em uma mitologia completa, inspirada na identidade de Amanati e em sua sonoridade característica. O álbum se desenrola através de oito círculos simbólicos de existência dentro de um reino espiritual: nascimento, iniciação, desejo, conflito, morte, vazio, renascimento e ascensão. Cada um é representado por um sigilo, formando a espinha dorsal da narrativa e do universo visual do álbum.
The 8 Circles Of Life
Musicalmente, “Omen” reúne uma arquitetura criativa internacional. Amanati compôs e produziu o álbum em Thessaloniki. A californiana Roniit colaborou em duas faixas, enquanto Tianora, de Atenas e Santorini, interpretou a maior parte das músicas.
A mixagem e masterização ficaram nas mãos de Kevin Carafa, em Portland, Oregon, conferindo ao disco sua dimensão cinematográfica expansiva. As artes visuais também atravessam o mundo: ilustrações criadas em Bali, fotografias feitas na Grécia, visuais desenvolvidos em Charleroi e design gráfico produzido em Thessaloniki.
A imagem do álbum se inspira fortemente na mariposa-da-morte, símbolo de transformação. A capa, resultado de longos dias de produção, retrata o Omen suspenso entre o terreno e o divino, capturado no instante entre a queda e a ascensão. Tentação, desejo, mortalidade, caos, apego, transcendência: tudo está presente em uma linguagem visual que convida o público a transitar entre dualidades. A escuridão nunca é o ponto final; é o caminho necessário para a iluminação.
O trabalho de Amanati já alcançou projeção global: “Mohë Mohë” integrou a trilha sonora oficial do filme “The Killer’s Game”, estrelado por Dave Bautista e Sofia Boutella, e suas músicas já foram usadas pela Vogue Grécia, Playboy e marcas internacionais. No palco, ele levou seu som imersivo a cidades como Thessaloniki e São Paulo, fortalecendo sua crescente conexão com o público brasileiro.
Com “Omen”, Amanati se posiciona como uma das vozes mais visionárias da música eletrônica contemporânea, criando um projeto que não pede ao ouvinte que apenas consuma, mas que entre. Que caia, ascenda e encontre seu próprio presságio.
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