8 de março: mulheres no sertanejo celebram a força feminina no palco
Maiara e Maraisa, Mari Fernandez e mais artistas falam sobre protagonismo

Mari Fernandez, Maiara e Maraisa, Yasmin Santos (Divulgação)
No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8 de março, o sertanejo também se torna espaço de reflexão sobre conquistas e desafios. Historicamente dominado por vozes masculinas, o gênero vem passando por uma transformação na última década, impulsionada por artistas que abriram caminho para que mais mulheres ocupem os palcos, as rádios e as plataformas de streaming.
Nomes como Maiara e Maraisa, Simone Mendes e Ana Castela ajudaram a consolidar uma nova fase do sertanejo, marcada por letras que falam de independência, relacionamentos sob a perspectiva feminina e maior protagonismo das mulheres na indústria musical.
Artistas do gênero celebram os avanços conquistados, ao mesmo tempo em que destacam a importância de ampliar ainda mais a presença feminina em um dos estilos musicais mais populares do Brasil:
Maiara: “A gente sempre busca trazer na essência das músicas, mensagens que atinjam mulheres reais da sociedade, com temas que dão esse ‘poder’, para elas sentirem que são capazes. Foi isso que nos moveu no início e nos ajudou a nos mantermos firmes, mesmo diante de muitos nãos e de muita gente desacreditando na nossa capacidade”.
Maraisa: “Nada foi fácil, no passado era difícil encontrar espaços para mulheres na música, mas resistimos e mostramos com outras grandes mulheres como a nossa eterna irmã e rainha da sofrência, Marília, que é possível. Hoje vemos muitas mulheres representando e levando esse legado, principalmente no sertanejo”.
Mari Fernandez: “Por muito tempo, o mercado da música, principalmente quando envolve os ritmos mais populares, era predominado por homens. Atualmente temos ganhado muito espaço com grandes nomes surgindo e conquistando espaço. A Marília Mendonça, que aliás é uma grande inspiração minha, foi uma grande divisora de águas. Hoje sou grata de poder ser inspiração para outras mulheres, já que lá atrás segui vários exemplos também. No meu trabalho, quero sempre trazer esse empoderamento, para que muitas mulheres conquistem cada vez mais notoriedade”.
Maria Marçal: “Para mim, é uma responsabilidade muito grande e ao mesmo tempo um privilégio. Eu sei que ser jovem no meio gospel é viver num equilíbrio constante: entre crescer, aprender, amadurecer… e ao mesmo tempo ser exemplo. O maior desafio é não me perder nas expectativas das pessoas. Existe muita cobrança sobre postura, maturidade, aparência, palavras e eu ainda estou vivendo processos. Mas eu entendo que não represento mulheres por perfeição, e sim por dependência de Deus.”
Yasmin Santos: “Por muito tempo, as mulheres tiveram maior dificuldade de ocupar seus espaços merecidos e, para mim, é uma honra e um privilégio poder contribuir com o sertanejo. Existem tantas mulheres talentosas no mundo e que só precisam de uma oportunidade, tanto na música, quanto em outros cenários. Sou muito grata a Deus por minha voz fazer a diferença!”.
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