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Voz e compositora de ‘Golden’ fala pela 1ª vez sobre indicação ao Oscar

Cantora é a voz cantada de Rumi em 'Guerreiras do K-pop'

EJAE compôs 'Golden', hit de 'Guerreiras do K-pop' (Divulgação/YouTube)

EJAE compôs 'Golden', hit de 'Guerreiras do K-pop' (Divulgação/YouTube)

Após oito semanas em primeiro lugar na Billboard Hot 100 e 18 no topo da Billboard Global 200, “Golden”, da série de sucesso da Netflix, “Guerreiras do K-pop”, era uma forte candidata ao Oscar de Melhor Canção Original deste ano — mas EJAE ainda não conseguia acreditar quando viu seu nome entre os indicados.

A cantora e compositora contou à Billboard poucas horas depois da divulgação das indicações de 2026 na manhã de quinta-feira (22), que ainda não consegue “digerir” o sucesso que “Golden” alcançou, muito menos a indicação ao Oscar.

“Eu gritei muito alto”, disse EJAE, que coescreveu a música e a interpretou como um dos três vocalistas do HUNTR/X, ao lado de REI AMI e Audrey Nuna, sobre sua reação imediata à notícia. “Foi surreal.”

A artista coreano-americana estava na sala de estar de sua casa em Nova York, nos Estados Unidos, com seu noivo, conversando por FaceTime com Mark Sonnenblick, coautor de “Golden”, quando todos descobriram que sua composição tinha sido indicada, ao lado de faixas de “Pecadores”, “Sonhos de Trem”, Diane Warren: Relentless” e “Viva Verdi!”.

Ouça a ‘Golden’, do HUNTR/X de ‘Guerreiras do K-pop’

Os diretores Maggie Kang e Chris Appelhans estavam em suas camas quando viram, às 5h30 da manhã, horário de Los Angeles, que haviam sido indicados tanto na categoria de canção quanto na de Melhor Filme de Animação. Appelhans contou à Billboard que teve uma reação semelhante à de EJAE.

“Eu soltei um gemido, então meu filho veio ver o que estava acontecendo”, lembra Appelhans, rindo. “E eu tentei explicar para ele o que era o Oscar, e ele não entendeu completamente, mas ele é obcecado por troféus, então ele só perguntou: ‘Papai, você ganha um troféu?’ E eu respondi: ‘Não sei.’ Mas agora me sinto mal se não ganho.”

Com base no sucesso de “Guerreiras de K-pop” até agora nesta temporada de premiações, não é uma aposta ruim que o filho de Appelhans ainda terá a oportunidade de brincar com uma estatueta do Oscar.

No início de janeiro, o musical animado ganhou o Globo de Ouro de Melhor Animação e Canção Original por “Golden”, que também concorrerá a Canção do Ano, Melhor Performance pop de dupla/grupo e Melhor Canção Escrita para Mídia Visual no Grammy em fevereiro.

Guerreiras do K-pop
Cena do filme ‘Guerreiras do K-pop’ (Reprodução/Netflix)

Mesmo assim, EJAE — que falou sobre o tempo que dedicou para obter reconhecimento na indústria musical em seu discurso no Globo de Ouro — diz que às vezes ainda tem dificuldade em sentir que “chegou lá”. Após uma década treinando como idol de K-pop na SM Entertainment antes de ser dispensada em 2015, a artista mudou o foco para trabalhar nos bastidores como compositora, desejando um dia “ter um hit na Hot 100”.

“Ter os dois sonhos meio que realizados de uma forma indireta é muito estranho e fortuito, para ser honesta”, reflete ela. “Quando criança, sabe, crescendo em Nova Jersey, eu era meio que alvo de piadas [por gostar de K-pop]. Era algo meio nichado, que só eu e minhas amigas coreanas entendíamos. É incrível… ver isso crescendo cada vez mais e fazer parte de um filme que realmente mostra isso da forma mais autêntica possível.”

Tanto EJAE quanto Kang concordam que foi significativo contribuir para a evolução do K-pop para o mainstream, como fãs de longa data do gênero, especialmente porque idols de K-pop da vida real os elogiam por “abrirem novas portas”, para citar JOSHUA, do SEVENTEEN, no Globo de Ouro.

“Desde o início, o sonho com este filme era simplesmente: ‘Como podemos pegar toda a cultura coreana e englobá-la em um filme?’”, diz Kang. “Agora os coreanos podem olhar para isso e pensar: ‘Isso encapsula nossa cultura’, e podem celebrar isso.”

Appelhans observa: “Minha esposa é coreana, e a mãe dela foi ao mesmo show do BTS no Rose Bowl [em 2019] que a Maggie, e ambas descreveram aquele momento em que todas aquelas pessoas em Los Angeles, de todas as etnias, cantavam as letras… Elas estavam provando a todos que o K-pop transcende fronteiras, e isso nos deu muita confiança em nosso conceito, em nosso filme.”

Audrey Nuna, EJAE e Rei Ami
Audrey Nuna, EJAE e Rei Ami – as vozes das integrantes do HUNTR/X de ‘Guerreiras do K-pop’ (Grosby Group)

“É lindo ver crianças de todas as raças nos Estados Unidos, em todo o país, vestidas de mulheres coreanas para o Halloween”, acrescenta EJAE sobre os jovens fãs que imitam HUNTR/X. “Elas não são princesas, são mulheres poderosas, sabe? Ver aquela trança coreana que inspirou a trança da [minha personagem] Rumi por toda parte nas ruas de Nova York e pessoas cantando letras coreanas no mundo todo é um sonho lindo.”

O trio se mostrou evasivo sobre qual será a direção musical do HUNTR/X na tão comentada, porém ainda não anunciada, sequência de “Guerreiras do K-pop” — “A definir”, dizem Kang e EJAE simplesmente — mas, seja qual for o rumo que a franquia tomar, as três artistas afirmam não ver seus prêmios como uma “pressão” para se superarem.

Aliás, EJAE diz que, como compositora, o sucesso de “Golden” apenas confirmou que ela deve continuar fazendo exatamente o que sempre fez.

“Sou minha pior crítica”, compartilha. “Então, já tenho padrões muito altos. Continuar crescendo como compositora sempre foi meu objetivo… O que é mais diferente [agora] é ser coreano-americana e, além disso, ser compositora. Não vejo muitas mulheres coreano-americanas na indústria, então minha motivação [se tornou] abrir portas para isso.”

A cerimônia do Oscar 2026 acontece no domingo, 15 de março.

[Esta entrevista foi traduzida da Billboard. Leia o conteúdo original, em inglês, aqui]

Oscar 2026: 'Guerreiras do K-pop'
Oscar 2026: ‘Guerreiras do K-pop’ (Netflix)