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Veja os enredos das escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio 2026

Carnaval de 2024 na Sapucaí

Carnaval de 2024 na Sapucaí (Anadolu via Reuters Connect)

O Carnaval carioca em 2026 consolida o modelo de três noites de desfiles para o Grupo Especial. Com a inclusão da Acadêmicos de Niterói, vinda da Série Ouro, doze agremiações cruzam a Marquês de Sapucaí entre os dias 15 e 17 de fevereiro. Os temas deste ano mergulham em biografias de ícones brasileiros, religiosidade de matriz africana e movimentos culturais de resistência.

Confira o roteiro oficial com os enredos e horários previstos para cada apresentação.

Acadêmicos de Niterói – Domingo (15/02)

A escola que subiu para a elite do samba abre o espetáculo com o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”. A narrativa foca na trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, desde sua saída do Nordeste até a liderança sindical no ABC paulista, utilizando a árvore mulungu como símbolo de resistência e renascimento.

Imperatriz Leopoldinense – Domingo (15/02)

A agremiação de Ramos homenageia a vida e a estética de Ney Matogrosso com o tema “Camaleônico”. O desfile explora a natureza mutável do artista e sua coragem em desafiar normas sociais, revisitando canções fundamentais como “Sangue Latino” e sua fase no grupo “Secos & Molhados”.

Portela – Domingo (15/02)

A azul e branco de Madureira leva para a avenida “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”. A história é centrada em Príncipe Custódio, nobre africano exilado no Brasil que se tornou figura central na fundação das religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul.

Estação Primeira de Mangueira – Domingo (15/02)

A Verde e Rosa encerra o primeiro dia com “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”. O desfile celebra Raimundo dos Santos Souza, o xamã e curandeiro do Amapá que dedicou a vida ao estudo das ervas medicinais, unindo a sabedoria dos povos da floresta à ancestralidade negra.

Mocidade Independente de Padre Miguel – Segunda (16/02)

A Estrela Guia abre a segunda noite com “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”. A escola faz uma celebração psicodélica da rainha do rock brasileiro, exaltando a irreverência de Rita Lee e sucessos que marcaram gerações, como as músicas “Ovelha Negra” e “Lança Perfume”.

Beija-Flor de Nilópolis – Segunda (16/02)

A atual campeã busca o bicampeonato com o enredo “Bembé do Mercado”. O tema retrata a centenária cerimônia religiosa de Santo Amaro, na Bahia, reconhecida como o maior candomblé de rua do mundo, celebrada desde 1889 em comemoração à abolição da escravidão.

Unidos do Viradouro – Segunda (16/02)

A agremiação de Niterói presta um tributo ao seu próprio pulsar com o enredo “Pra Cima, Ciça”. A apresentação é uma homenagem em vida a Mestre Ciça, uma das figuras mais respeitadas do Carnaval, destacando sua longa carreira e a inovação que trouxe para as baterias cariocas.

Unidos da Tijuca – Segunda (16/02)

O Morro do Borel encerra a segunda-feira com a história de Carolina Maria de Jesus. O desfile foca na força literária e na vivência da escritora mineira, autora do célebre livro “Quarto de Despejo”, transformando seus relatos de resistência em poesia visual na Sapucaí.

Paraíso do Tuiuti – Terça (17/02)

A escola de São Cristóvão inicia o último dia de desfiles com “Lonã Ifá Lukumi”, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos. O enredo traça o caminho do oráculo de Ifá da África até Cuba e sua conexão com as práticas religiosas afro-brasileiras.

Unidos de Vila Isabel – Terça (17/02)

Sob o comando de Paulo Barros, a Vila Isabel apresenta “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”. A escola propõe uma viagem lúdica pela ancestralidade, imaginando um continente africano moldado pelos sonhos e pela arte de um sambista brasileiro.

Acadêmicos do Grande Rio – Terça (17/02)

A Tricolor de Caxias traz “A Nação do Mangue”, unindo a ecologia dos manguezais ao movimento Manguebeat. O desfile exalta a genialidade de Chico Science e a cultura pernambucana, mostrando como a lama dos estuários produz vida, arte e revolução social.

Acadêmicos do Salgueiro – Terça (17/02)

A Academia encerra o Grupo Especial com o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”. É uma homenagem póstuma à carnavalesca Rosa Magalhães, celebrando sua carreira erudita e sua capacidade de transformar a história do Brasil em grandes óperas populares.