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Avesso a rótulos, Thundercat traz seu jazz/hip hop/soul para o Brasil

Avesso a rótulos, Thundercat traz seu jazz/hip hop/soul para o Brasil

A turnê do baixista e produtor americano passa por quatro capitais brasileiras

O baixista e proditor Thundercat (Divulgação)

“Quando sai o disco novo?” Durante a maratona de entrevistas concedidas por Thundercat deu na terça-feira (19), num hotel na zona sul de São Paulo, essa foi a pergunta mais comum –e necessária, visto que os quatro trabalhos do baixista e cantor americano abriram novos caminhos para o jazz, a soul music e o hip hop.

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“Estou trabalhando nele. Calma que está chegando”, diz Thundercat, cujo último lançamento da própria lavra foi “It is What it is”, de 2020. Mas entre uma gravação e outra ele aproveita para excursionar. O músico inicia hoje em São Paulo uma mini turnê que passa por Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba (confira abaixo os locais, datas e como adquirir ingressos). As três primeiras apresentações fazem parte do Queremos!

Stephen Lee Bruner nasceu em Los Angeles, em meio a uma família de músicos: seu pai foi baterista dos Temptations e de Gladys Knight, duas estrelas da Motown (a maior gravadora de soul music em todos os tempos) e seu irmão mais velho, Ronald Bruner Jr., foi músico de apoio do soberbo baixista Stanley Clarke. “Eu adoro tanto o Stanley que tatuei o rosto dele nas minhas costas”, confessa Thundercat. “Ele e Marcus Miller [baixista e produtor da lenda do jazz Miles Davis] são as minhas principais influências musicais porque transformam o baixo em protagonista da música, não apenas um instrumento de acompanhamento.”

O estilo abrangente de Thundercat o colocou ao lado de algumas dos artistas mais diferentes do universo –do hardcore/metal do Suicidal Tendencies ao hip hop soul de Erykah Badu.

Ele, no entanto, despontou de vez ao participar de “Cosmograma”, do produtor Flying Lotus, e “To Pimp a Butterfly”, do rapper Kendrick Lamar. Para Thundercat, o hip hop é herdeiro natural do jazz. “Os artistas de hoje se preocupam com os elementos que faziam parte do jazz: o ritmo (no caso deles, o do palavreado), a batida, a improvisação”, enumera.

Em “Drunk”, seu disco de 2017, Thundercat trouxe ainda dois artistas do chamado pop adulto –os cantores e compositores Michael McDonald e Kenny Loggins. Tempos depois, o estilo deles seria rebatizado como yacht rock e ganhou um documentário.

“São grandes músicos e as composições daquele período são um exemplo de produção. Eu mesmo passo horas tentando pegar as linhas de baixo de algumas daquelas canções.” Recentemente, o músico deu um pequeno vexame. “Fui assistir ao Steely Dan no Hollywood Bowl. Não aguentei e desafiei a ordem de ficar sentado na cadeira. Passei o show inteiro em pé, cantando aquelas músicas maravilhosas.”

E qual a outra pergunta mais comum que ele tem de responder? Sim, Thundercat é uma homenagem ao desenho Thundercats. “E amo gatos”, complementa.

THUNDERCAT NO BRASIL

Onde: Audio (São Paulo)
Quando: 20 de agosto
Ingressos: Ticketmaster
Onde: Circo Voador (Rio de Janeiro)
Quando: 21 de agosto
Ingressos: Ticketmaster

Onde: Bar Opinião (Porto Alegre)
Quando: 23 de agosto
Ingressos: Ticketmaster

Onde: Curitiba Jazz (Curitiba)
Quando: 24 de agosto
Ingressos: site do Curitiba Jazz 

 

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