Thiago Martins completa ‘Quintal do TG’ e fala em nova fase como compositor
No quarto e último volume, o cantor grava com Mart'nália e Nego Noronha

Thiago Martins (Junior Guedes)
Thiago Martins colhe os frutos de um projeto que nasceu de forma despretensiosa. Com o lançamento do quarto volume do projeto “Quintal do TG”, o cantor consolida uma fase marcada por encontros, referências e celebração do samba e do pagode.
Em entrevista à Billboard Brasil, ele reflete sobre o crescimento do projeto, a importância de reverenciar os mestres e os próximos passos da carreira.
“Sou amigo dos meus ídolos e aprendo diariamente com eles. Reverenciar e respeitar quem veio antes de nós é obrigação. Esses caras são a mobília do nosso seguimento. Para mim é uma honra máxima poder chamar esses caras de amigos e poder aprender ainda mais com eles”, explica Thiago.
O quarto volume do “Quintal do TG” traz participações especiais de Mart’nália e Nego Noronha.
Billboard Brasil: “O Quintal do TG” chegou ao quarto volume. Em que momento você percebeu que esse projeto tinha se tornado algo maior do que imaginava?
Thiago Martins: O projeto foi crescendo ao poucos, como um trabalho de formiguinha. As pessoas iam comentando, encaminhando umas para as outras, muita gente colocando para tocar em suas festas, churrascos, bares, restaurantes, pousadas… a quantidade de gente que me para na rua para falar que o projeto é vitorioso é surreal. O “Quintal” é um disco que traz verdade, amizade e leveza, tudo o que a gente precisa para os dias de hoje. De um lado, os mais velhos estão elogiando o repertório e, do outro, a garotada pode conhecer, através de mim, nossas grandes referências, o que me enche de orgulho. É um privilégio ter todos esses grandes artistas comigo nesse projeto.
Você fala muito sobre o “estado de espírito” do “Quintal”. Como definiria essa essência hoje?
Leveza, amizade, referência e respeito. Poder ser ouvido ao lado de grandes mestres me deixa muito feliz. Mostra que desistir não é o caminho. Honro e respeito quem veio antes de mim e sempre serei porta-voz dessas vozes para outras gerações.
“Morena” foi escolhida como a principal faixa de trabalho. O que ela tem de especial que representa bem esse encerramento?
“Morena” é uma música leve, solar, uma música para cima. Nela, estou mais uma vez exaltando as mulheres e falando sempre de amor. “Morena” vem para deixar os dias mais felizes e positivos.
A participação de Nego Noronha carrega uma história de amizade. Como essa conexão pessoal impacta o resultado musical?
Ter Nego Noronha comigo foi especial! Nego é um amigo de longa data, e um cara que respira pagode e samba. Compositor de primeira mão, ele trouxe seu talento e deixou a música ainda mais solar. Ter artistas locais era uma vontade minha e tem muita gente boa nesse Brasil. Se através do meu trabalho eu puder dar mais visibilidade a eles, estarei bem feliz. Temos que nos ajudar, é sobre não soltar a mão de ninguém.
Como foi revisitar “Mulheres” ao lado de Mart’nália? Existe um peso maior ao reinterpretar um clássico?
Sempre amei a Mart’nália e essa música. Somos amigos há anos e quando ela topou participar do Quintal, pensei: “Não vou deixar Mart’nália cantar só duas músicas” [risos]. Então sugeri e ela topou na hora! Foi tudo no improviso, mas deu muito certo!
“O Quintal do TG” começou como uma homenagem a Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho. O que você aprendeu com esses mestres que carrega até hoje?
Que o samba é feito de verdade. Hoje sou amigo dos meus ídolos e aprendo diariamente com eles. Reverenciar e respeitar quem veio antes de nós é obrigação. Esses caras são a mobília do nosso seguimento. Para mim é uma honra máxima poder chamar esses caras de amigos e poder aprender ainda mais com eles.
Como você enxerga o papel da nova geração na preservação e renovação do samba e pagode?
O pagode dos anos 1980, 1990 e 2000 está em alta novamente, então acredito que a minha geração está empenhada em trazer essas obras para a nova geração. Eu sempre fui um artista muito exigente com o meu trabalho e sempre gostei das coisas mais antigas. Quero poder fazer a música desses mestres ir ainda mais longe e, quando falo isso, quero dizer que pretendo fazer uma geração que não acompanhou, acompanhar, ouvir, se emocionar com as letras. Essas obras são imortais e, se depender de mim, continuarão sendo.
Qual foi o momento mais marcante ou inesperado durante as gravações desse volume?
Poder gravar em Noronha e Vitória me enche de felicidade, são dois lugares que fazem parte da minha vida. Confesso que me emocionei muito quando o Moska e a Mart’nália toparam fazer parte e ainda conseguimos cantar uma música todos juntos. Somos amigos há anos, sou compadre do Moska… juntamos um pouco de tudo: música, admiração e amizade.
Agora que o ciclo do “Quintal do TG” está completo, qual é o próximo passo?
Estava ansioso em poder ouvir tudo junto, a espera foi longa [risos]. Quero continuar levando o “Quintal” para esse Brasilzão e, se Deus quiser, para outros países também. Quero continuar me divertindo pelos palcos da vida e continuar encontrando meu público. Também pretendo gravar um novo disco. Há muito trabalho pela frente. Agora que já estou na fase de escolha de repertório, também voltei a compor. Tenho certeza que este ano será um muito especial. Caminhos abertos para nós… axé!

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