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SP House retorna ao SXSW 2026 com foco em negócios e economia criativa

Festival nos EUA acontece entre os dias 12 e 18 de março

SP House

SP House (Divulgação)

O Governo do Estado de São Paulo volta ao South by Southwest (SXSW) 2026, maior festival de inovação do mundo, com foco em novas oportunidades de negócios e atração de investimentos ligados à economia criativa. Entre os dias 13 e 16 de março, em Austin, no Texas (EUA), a SP House ocupará uma estrutura de 2.200 m² na Congress Avenue, reunindo painéis, encontros institucionais, gravações de conteúdo e ativações que conectam o ecossistema paulista de inovação, cultura e economia criativa a profissionais e empresas de diferentes países.

A SP House deve reunir mais de 15 mil visitantes ao longo do evento, funcionando como um hub para networking e internacionalização de startups e empresas paulistas que participam de programas estaduais de fomento. Entre eles, destacam-se o CreativeSP, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e a InvestSP, e o SP Global Tech, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, ambos geridos em parceria com a Invest SP.

Com o tema “We are borderless”, a edição deste ano propõe refletir sobre a circulação de ideias, talentos e oportunidades em um cenário cada vez mais conectado. Ao longo de quatro dias, a SP House funcionará como um espaço de encontros e trocas entre empreendedores, executivos, investidores, pesquisadores, gestores públicos e criadores, com uma agenda voltada ao compartilhamento de experiências e à construção de parcerias.

“Levar a SP House ao SXSW é parte da estratégia do Governo de São Paulo de posicionar o estado como um dos principais polos globais da economia criativa. Este é um espaço para mostrar ao mundo a capacidade que temos de produzir conhecimento, tecnologia, arte e negócios, e, ao mesmo tempo, abrir novas conexões para nossos profissionais e empresas. A SP House funciona como uma plataforma de encontros, onde apresentamos o que São Paulo faz e construímos pontes com quem está pensando o futuro da inovação e da criatividade”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

A presença do estado no festival também reforça a estratégia de posicionar São Paulo como um polo internacional de inovação e economia criativa, aproximando empresas, instituições e profissionais que atuam nesses setores.

“O crescimento da SP House ao longo das últimas edições elevou naturalmente as expectativas para este ano. A iniciativa se consolidou como o maior espaço de promoção internacional do Estado de São Paulo, uma vitrine estratégica para mostrar ao mundo a força da nossa economia criativa, da inovação e das oportunidades de negócios que o estado oferece”, destaca Rui Gomes, presidente da InvestSP.

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Curadoria e programação de conteúdo

Pela primeira vez, a agenda de conteúdos da SP House será estruturada por um squad de curadores, responsável por organizar os debates e encontros da casa a partir de diferentes áreas de atuação. A curadoria geral é liderada por Franklin Costa e reúne Simone Kliass e Ronaldo Lemos no eixo Tech & Innovation; Dilma Campos e Gustavo Pacete em Creativity & Marketing; Luciane Coutinho e Jandaraci Araujo em ESG & Impact; e Caire Aoas e Aninha de Fátima em Culture & Arts.

A estrutura da SP House foi concebida para integrar ambientes de conteúdo, negócios e convivência. O espaço é formado por um conjunto de módulos arquitetônicos — o Containers Village — que compõem a casa na Congress Avenue e abrigam diferentes ambientes voltados a debates, encontros profissionais e ativações.

Um dos palcos será o Ideas Stage, ambiente climatizado com capacidade para cerca de 100 pessoas, equipado com captação audiovisual e tradução simultânea. Ao longo do evento, o espaço receberá conversas e painéis sobre tecnologia, criatividade, impacto e novos modelos de desenvolvimento ligados à economia criativa.

O Business Stage será dedicado a encontros institucionais, apresentações de parceiros e atividades voltadas à troca de experiências entre empresas, organizações e representantes do ecossistema de inovação presentes no festival.

A SP House contará ainda com dois estúdios de videocast, destinados à gravação de entrevistas e conversas realizadas durante o evento. Os conteúdos produzidos nesses espaços ampliam o alcance das discussões realizadas na casa e ajudam a projetar internacionalmente os temas debatidos durante o festival.

No centro da estrutura estará o São Paulo Garden, pátio aberto que conecta os diferentes ambientes e funciona como área de convivência para visitantes e convidados, estimulando encontros informais e a circulação entre os espaços.

Experiências e ativações

Entre as ativações previstas estão os Brand Spots, ambientes destinados a experiências promovidas por parceiros da iniciativa, e o Flavours Space, área dedicada à gastronomia, com bar, coffee spot e food trucks que apresentam referências da culinária paulista.

Nesse espaço gastronômico, o Museu do Café, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, realiza uma ativação dedicada ao café paulista. A iniciativa inclui degustações conduzidas por especialistas e conteúdos sobre a história do produto e sua relevância para o desenvolvimento econômico e cultural do estado, destacando São Paulo como um dos principais polos da cadeia produtiva do café no mundo.

A programação inclui ainda a XR Exhibition, área voltada a experiências em realidade estendida, e o Artists Valley, espaço dedicado à produção artística contemporânea. Entre as novidades da edição de 2026 está também a Banca São Paulo, ambiente voltado à indústria criativa, que receberá lançamentos editoriais, produtos fonográficos e iniciativas de diferentes setores criativos do estado.

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Arte urbana na fachada da casa

A presença da arte urbana também se destaca na arquitetura da casa. Pela primeira vez, a fachada da SP House será assinada por dois grafiteiros paulistas, Rafael Calazans, conhecido como HIGHRAFF, e André Gorobets, que levam ao SXSW diferentes leituras visuais sobre a energia e a complexidade de São Paulo em diálogo com o conceito desta edição, “We are borderless”.

Desde o final dos anos 1990, HIGHRAFF desenvolve uma produção marcada por composições geométricas que exploram profundidade e perspectiva, estabelecendo diálogo direto com a arquitetura e o espaço urbano. Em suas obras, cores vibrantes e estruturas em movimento traduzem a dinâmica de uma cidade em constante transformação.

Já André Gorobets constrói uma linguagem visual que combina referências da Op Art, do Cubismo e do Surrealismo com uma paleta intensa e marcada pelo movimento. Nascido em São Paulo, o artista desenvolveu trabalhos em diferentes cidades do Brasil e do exterior, com obras realizadas em países como Portugal, Holanda e Suécia. Em sua interpretação para a SP House, o concreto urbano aparece atravessado por formas orgânicas e fluxos de cor, sugerindo a convivência entre caos e criatividade que caracteriza a metrópole paulista.

Programação artística

13 de março
A programação, em parceria com a UBC, é iniciada por Mariana Nolasco, artista com mais de uma década de trajetória e colaborações com nomes como Jota Quest, Rael e Vitor Kley. Na sequência, o palco recebe a performance de Paula Lima — ex-integrante da banda Funk Como Le Gusta, com um repertório que transita entre o samba, soul, funk e MPB — que convida Wilson Simoninha.

14 de março
O palco recebe o show principal do cantor e compositor, vocalista da banda NX Zero desde 2004, Di Ferrero, apresentando vertentes do rock nacional para a audiência global do festival.

15 de março
Noite dedicada à renovação da MPB. A abertura será realizada por Unna X, ex-participante do reality Estrela da Casa, seguida pelo projeto ‘Canto Djavan’, em uma produção conjunta com o selo SLAP, que reúne Jota.Pê, Bruna Black — artista com formação em canto erudito pela EMESP Tom Jobim e destaque da 9ª edição do The Voice Brasil — e a cantora baiana Melly, indicada ao Grammy Latino em 2024 pelo seu álbum de estreia.

16 de março
O encerramento da jornada musical destaca a instrumentação e a regionalidade brasileira com a apresentação Dominguinho, projeto que conta com João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê, reforçando a maestria do cancioneiro nacional.