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Ryu, The Runner critica ‘mesmice’ no trap e quer conquistar outros gêneros

Músico está com álbum no forno e quer alcançar novos gêneros

O trapper Ryu, The Runner

(Reprodução/Deezer)

Ryu, The Runner está cansado de correr. O trapper, um dos principais nomes da cena na atualidade, quer investir cada vez mais na calmaria. O cantor, que lançou mais de 50 músicas no ano passado, pretende colocar o pé no freio, investindo mais no acabamento. Já com um novo álbum no forno previsto para o próximo mês, o rapper lança nesta quinta-feira (25) o single “Embalo”, parceria com Yunk Vino e Teto.

“Quando você começa a olhar para o mercado, os grandes artistas não lançam 50 músicas no ano, não fazem 30 shows no mês. Tem aquela coisa de querer fazer tudo ao mesmo tempo, e nem sempre isso faz bem”, diz o cantor para a Billboard Brasil.

Recentemente, a faixa “Qual É O Seu Desejo”, parceria de Ryu com TZ da Coronel, esteve na primeira posição entre as músicas mais ouvidas do Brasil, segundo o Billboard Brasil Hot 100. Atualmente, a música ocupa a 11ª posição na lista.

Billboard Brasil acompanhou as gravações do videoclipe e conversou com Ryu sobre seus objetivos com o novo álbum, que ainda não teve o nome revelado.

“Acredito que na cena do rap eu já consegui meu espaço. Agora, com o álbum, eu quero chamar a atenção de outros gêneros, espero que seja uma virada de chave. Vou estar no festival com Lulu Santos, por exemplo. Quero chamar a atenção dessa galera”, afirmou.

Visão da cena

Apesar de fazer sucesso nos charts, o trapper faz uma autocrítica que é comum entre quem acompanha o mundo do trap no Brasil, principalmente no mainstream: as músicas soam muito parecidas.

“Acho que entrei nessa caixa também, de ficar meio engessado porque estava dando certo com o público, mas o pessoal está cada vez mais crítico. Não tem como não olhar os comentários. E também se estão falando, não é à toa. Acho que estava ficando um pouco acomodado”, afirma.

Crescimento

O trap é um dos gêneros mais consumidos do Brasil na atualidade e vem chamando a atenção de grandes festivais. The Town e Rock in Rio, por exemplo, dedicaram um dia ou um palco só para o gênero. No entanto, nenhum dos headliners desses eventos é brasileiro.

Mas se engana quem pensa que para Ryu isso se deve a algum preconceito ou falta de conhecimento dos curadores. Para o cantor, ainda falta amadurecimento para os artistas locais. O que, segundo ele, é normal.

“Acho que é uma questão de tempo [para um trapper brasileiro ser headliner]. Querendo ou não, eu, por exemplo, ainda sou meio underground. Olha a galera do sertanejo, olha os números, o quanto eles movimentam de público. Falando de trap, o pessoal da gringa, a gente fala de Travis, Ne-Yo, por exemplo. Ainda não temos a estrutura para sermos headliners. Mas é uma questão de tempo”.