Roger Waters encerra turnê no Brasil fazendo críticas à guerra em Israel
Cantor fez 'despedida' no Allianz Parque, em São Paulo

Show do cantor Roger Waters em São Paulo (Divulgação / Marcos Hermes)
Roger Waters encerrou sua turnê pelo Brasil neste domingo (12), com show no Allianz Parque, em São Paulo. A turnê “This Is Not A Drill” (Isso Não É Um Treinamento, em tradução literal) é uma brincadeira sugestiva sobre uma pausa definitiva na carreira.
Para surpresa de 0 pessoas, o ex-Pink Floyd fez uma apresentação carregada de teor político, com destaque para críticas ao conflito entre Israel e Hamas. Como está rolando pela internet, o show já começa mandando vazar para o bar quem gosta de Pink Floyd, “mas não suporta a política de Roger”.
Nos telões, foram exibidas as imagens dos ex-presidentes norte-americanos Barack Obama e Donald Trump, além do atual comandante do Executivo, Joe Biden, com a frase “criminoso de guerra”.

Como estamos em meio ao conflito entre Israel e Hamas, também foi exibida a mensagem “Pare com o Genocídio”. A referência é destinada ao número de palestinos mortos.
O set list do show não foi inovador. Além dos grandes hits do Pink Floyd, como “Another Brick In The Wall”, “Wish You Were Here” e “Outside The Wall”, que fechou a apresentação, foram raras as novidades.
Apenas algumas canções mais novas do músico fizeram parte do show, com destaque para “The Bar”, que você não vai encontrar nas plataformas de streaming e acabou permeando a identidade visual do show.
Estamos em 2023 e quem esperava um show de Roger Waters com menos política foi ingênuo. Durante sua passagem pela Alemanha, em junho, o cantor se apresentou com uma roupa em referência a soldados nazista, inclusive com uma braçadeira com o símbolo do regime, o que gerou críticas de que ele estaria fazendo discurso antissemita. A legislação brasileira diz que apologia ao nazismo é crime. Com a repercussão do caso da Europa e a proximidade dos shows no Brasil, o ministro da Justiça, Flávio Dino, chegou a dizer que as normas “valem para todos”, e que seu alerta não era uma censura prévia.
Por questões legais, não chegamos ao nível de o cantor se vestir como um soldado nazista. Mas as mensagens que ele quis passar foram passadas.
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