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Conheça espaço com pista e relaxamento do Rock The Mountain

Visuais 360°, puffs e redes oferecem imersão sensorial no Rock The Mountain

MOV.DOME do Rock The Mountain (Davi Maia)

MOV.DOME do Rock The Mountain (Davi Maia)

Desde 2024, o MOV.DOME é um espaço de conexão entre os palcos que os principais nomes do Rock The Mountain subiram.  Uma cúpula envolta por visuais 360°, puffs e redes, que oferece ao público uma imersão sensorial entre os momentos principais do festival. 

Em sua segunda edição dentro do circuito de Petrópolis, a curadoria se volta para DJs e VJs que assinam um trabalho artístico para a atmosfera. Em sons que transitam entre o house introspectivo e outras vertentes eletrônicas, com liberdade total para explorar texturas e imagens, neste ano, o palco apresentou ainda uma novidade: o Vinil Mov Dome, um registro físico da curadoria sonora que transforma o ambiente do dome em um disco de vinil. 

MOV.DOME do Rock The Mountain (Davi Maia)
MOV.DOME do Rock The Mountain (Davi Maia)

Disponível na lojinha do festival, o LP funciona como uma cápsula do tempo da pista — com faixas de artistas como Gaspar Muniz, Lysia, Gui Scott, Tyv, Baby Marcelo e Guerrinha, entre outros.

Para Miguel Arcanjo, DJ carioca e cofundador do coletivo Escola de Mistérios, o Mov Dome representa um território de liberdade e experimentação dentro do festival.

“Tem um espaço pra você criar com liberdade, e isso é muito valoroso. É legal que o Rock The Mountain tenha vários palcos com propostas diferentes, e o Mov tem essa de ser um chill-out que, em algum momento, vira pista. Conversando com os curadores, percebi que a proposta é ser algo propositivo, de unir DJ e VJ, e isso faz ter uma criação mútua que é muito legal”, conta.

MOV.DOME do Rock The Mountain (Davi Maia)
MOV.DOME do Rock The Mountain (Davi Maia)

Miguel explica que a dinâmica do espaço o inspira a tocar de outra forma. “Tocar ali me permitiu criar um set diferente, mais da arte mesmo. Não precisava ser só pista, galera dançando — era sobre experienciar o que tava rolando ali. E isso engrandece muito o artista, te dá um olhar novo sobre o que é tocar num festival.”

A relação com o público também é diferente: mais fluida, espontânea, quase orgânica.

“O festival é um grande organismo, e o Mov é esse lugar de trânsito. A galera vem, às vezes sem saber o que tá acontecendo, e se conecta ali — mesmo que por 10, 15 minutos. Isso é muito maneiro de sentir, ver o movimento, as pessoas chegando, ficando, indo embora. Pra mim, isso é ótimo”, diz Miguel.

Enquanto os grandes palcos recebiam nomes como Ney Matogrosso, Liniker, Chico César e Ajuliacosta, o Mov Dome mantinha seu próprio fluxo — com gente dançando sobre o tablado, deitada nos puffs ou apenas observando as projeções do teto da cúpula.

Eduardo, um dos frequentadores, resume a experiência: “A gente vem no chill-out entre um show e outro e sempre acaba curtindo uma batidaça.” Já Felipe, deitado num puff em meio às projeções, ri ao tentar explicar o que sente: “Cara, o som é muito bom, um eletro que às vezes puxa pro funk. Eu tô extrema de tão confortável aqui. É bom demais ficar ouvindo essa música e conhecendo a galera.”