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Referência da guitarra, Steve Hackett toca o melhor de seu repertório no Brasil

O ex-guitarrista do Genesis se apresenta hoje no Rio e amanhã em São Paulo

Steve Hackett Divulgacao

O guitarrista inglês Steve Hackett (Divulgação)

Há vários predicados que transformaram o Genesis num dos grupos de rock mais importantes da história. Por exemplo, seu amálgama de rock com música erudita e folk britânico, muitas vezes com intrincadas passagens musicais; o apelo de seus vocalistas, o teatral Peter Gabriel e o simpático Phil Collins, que se tornou um popstar, ou a sólida base instrumental fornecida pelo tecladista (e dono do grupo) Tony Banks e pelo baixista e guitarrista Mike Rutherford

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A guitarra de Steve Hackett, nessa receita, é um elemento de extrema importância –um estilo diferenciado, que une o virtuosismo (ele foi um dos propagadores iniciais do “hammering”, aquela técnica de dar “tapas” na corda da guitarra, que tempos depois seria aperfeiçoada pelo holandês Eddie Van Halen) e um senso melódico incomum. Em carreira solo desde 1977, Hackett recria alguns de seus principais momentos em duas apresentações no país: sábado, dia 21, no Vivo Rio, e domingo, dia 22, no Espaço Unimed (São Paulo). Ele será acompanhado pela banda argentina Genetics.

“Eles são muito bons, caras muito legais, ótimos músicos e capazes de fazer coisas fora do Genesis, assim como eu. Mas o público prefere escutar composições da boy band na qual fui integrante anos atrás”, brinca o músico, utilizando toda a ironia britânica a qual tem direito. “O setlist será uma espécie de coletânea com os melhores sucessos e algumas coisas que chamamos de trabalhos solo”, confessa o músico, que costuma trabalhar com instrumentistas de diversas partes do mundo. “Eu dirijo uma espécie de Nações Unidas”, brinca. “Sou um embaixador da paz e da indústria pornô”, brinca o músico mais uma vez.

Nascido em 1950 em Pimlico, região central de Londres, Hackett entrou no Genesis depois de colocar o seguinte anúncio no jornal: “Guitarrista e compositor criativo busca colaboração com músicos receptivos, determinado a ir além das formas musicais estagnadas existentes.” “Eu buscava criatividade, mas o que uniu foi o nosso amor pelos Beatles. O movimento britânico estava surfando na onda deles, mas com a preocupação de trazer outros elementos para a música.” No caso do músico, a receita incluiu ainda cantautores como Joni Mitchell e Jimmy Webb

O Genesis, cuja carreira Hackett ajudou a cristalizar, é um dos pilares do chamado rock progressivo, ao lado de Yes e Emerson, Lake & Palmer. “Eu prefiro o termo música inclusiva porque absorvemos, sem preconceito, diversos elementos musicais”, diz o guitarrista. À frente do grupo, o músico criou alguns dos clássicos do gênero, como “Nursery Cryme” (1971), “Foxtrot” (1972) e, acima de tudo, “Selling England By the Pound”. Ele deixou o conjunto logo depois do trabalho ao vivo “Seconds Out”, de 1977. O título desse disco, aliás, é uma piada com a partida de Hackett. “Fui o segundo a sair do Genesis, o primeiro foi Peter Gabriel.”

A nova chegada do músico coincide com uma nova leva de artistas de rock progressivo –ou música inclusiva, como ele prefere– do tipo RPWL e os bons momentos de veteranos como o guitarrista e produtor Steven Wilson. “Acho que provavelmente existem dois tipos diferentes de ouvintes. Há aqueles que são o equivalente a mim quando eu tinha 12 anos, por exemplo, e nessa idade você está muito aberto a novas músicas, não importa de onde venham. Depois, há outro tipo de ouvinte, que já está na estrada há um tempo e está familiarizado com todos os diferentes estilos musicais. Estamos sempre buscando a inocência da época e somos forçados a aceitar canções que refletem nossa experiência. Bem, estou feliz por já estar na estrada há um tempo e por ser capaz de compor coisas que não conseguiria fazer antes, e feliz por poder tocar de uma maneira que não conseguiria antes. Então, a técnica, claro, é importante, mas a única coisa que você não pode fazer é ser inovador. A música pode ser inovadora, mas você não pode ser inovador”, explica.

Seja qual for a sua opção, assistir a Steve Hackett é sempre uma experiência enriquecedora.

STEVE HACKETT NO BRASIL

RIO DE JANEIRO

Onde: Vivo Rio 

Horário: 21h

Ingressos: Ticket360

SÃO PAULO

Onde: Espaço Unimed

Horário: 19h30

Ingressos: Ticket360