Rage Against The Machine: uma mistura necessária de rock, punk, hip hop e política
Banda, que anunciou aposentadoia dos palcos, influenciou a música atual

Show da banda Rage Against the Machine em Nova Orleans, em 2007 (Lee Celano/Reuters)
O quarteto angeleno Rage Against the Machine anunciou a aposentadoria definitiva dos palcos. E, nesse momento, não há um fã da banda que acredite que isso não signifique seu fim definitivo. O legado do grupo, contudo, permanece. Zak de la Rocha (vocais), Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria) deixa uma mistura especial de hard rock e rap com letras políticas, que foi amplamente imitada, mas que nunca chegou a ter seguidores à altura –no máximo, clones bem executados: sucesso no começo dos anos 2000, por exemplo, Audioslave reunia os três músicos do grupo, mas com o vocalista Chris Cornell no lugar de la Rocha.
O surgimento do Rage Againt the Machine vai de encontro às teorias propagadas no livro “Generation X: Tales from an Accelerated Culture”, do escritor canadense Douglas Coupland, no qual descrevia a juventude dos anos 1990 como apática, cínica e sem paciência para os assuntos que envolviam política. Uma visão escancarada em canções como “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, no qual o cantor, letrista e guitarrista Kurt Cobain criticou a bunda molice de sua geração.
Pois o disco de estreia do quarteto, lançado em 1992, trazia uma visão completamente diferente: musicalmente, era um encontro do peso e do virtuosismo de um Led Zeppelin com a militância do grupo de hip hop Public Enemy. O disco chegou às lojas seis meses após os protestos que sacudiram a cidade de Los Angeles (pesquisem o caso de Rodney King, por favor) e trazia um combinado de letras sobre racismo, pobreza, violência e desigualdade social cuspidas por Zack de la Rocha. A guitarra de Tom Morello se destaca pela economia de solos em prol de efeitos. Ele era praticamente um Jimmy Page da geração curtida em punk e hip hop.
A combinação de gêneros tão diversos ajudou na criação de outros grupos especializados em alquimias sonoras. Deftones, System of a Down e o brasileiro Charlie Brown Jr. estão entre os muitos filhotes do Rage Against the Machine.
O disco de estreia foi sucedido por “Evil Empire”, de 1996, “Battle of Los Angeles”, de 1999, e pelo EP de covers “Renegades”, de 2000. O quarteto passou por períodos de longa ausência, entrecortados por aparições esporádicas –uma delas em São Paulo, em 2010, no festival SWU. Mas sempre havia uma esperança de que eles voltariam à ativa com seus shows explosivos. Esperança que se findou com o comunicado oficial do grupo. Mas seu legado é incontestável.
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