Como foi o primeiro show de Harry Styles com novo álbum
Ele acaba de lançar 'Kiss All the Time. Disco, Occasionally'

Harry Styles vai ganhar especial na Netflix (Divulgação)
Para um superastro nato que está em movimento desde que fez o teste para o The X Factor aos 16 anos, o quarto álbum de Harry Styles marca um retorno singular e íntimo —uma jornada de volta a si mesmo.
“Kiss All the Time. Disco, Occasionally” chegou ao mundo na sexta-feira (6), antes do enorme show One Night Only de Styles na Co-op Live, em Manchester, arena com capacidade para 23.500 pessoas da qual ele possui participação e que fica a cerca de 48 km ao norte de sua cidade natal, Holmes Chapel.
A apresentação foi gravada para um especial da Netflix, que será lançado neste domingo (8).
Ao chegarem à estação de trem Manchester Piccadilly, os fãs foram recebidos por um pop-up de Kiss All the Time, onde podiam deixar bilhetes escritos à mão para seu ícone querido. Anúncios do show estavam espalhados pelas ruas ao redor, deixando claro que a cidade se preparava para a ocasião. Enquanto isso, a BBC Manchester informou que Styles presenteou sua antiga escola, Holmes Chapel Comprehensive, com 100 ingressos gratuitos para o show. “Estou muito feliz que Harry tenha mantido um lugar em seu coração para suas raízes e para a vila onde cresceu e prosperou”, disse o diretor Nigel Bielby ao veículo.
“Kiss All the Time” chega após um hiato de três anos do artista de 32 anos, que encerrou sua gigantesca turnê “Love On Tour” em 2023. Flertando com aventuras noturnas, dança e prazer, o disco é em grande parte elegante e envolvente, enquanto, sob a superfície, há reflexões comoventes sobre autodescoberta e sobre os altos e baixos da indulgência. O álbum vibra com a emoção de se libertar pela primeira vez — um abraço vertiginoso de uma vida vivida plenamente.
Com tudo isso em mente, One Night Only Manchester pareceu um triunfo de reflexão e libertação. A setlist seguiu a fórmula de seus shows anteriores da série One Night Only, que anunciaram cada novo álbum ao longo de sua carreira solo.
Styles agora se prepara para levar sua “Together Together Tour” ao longo de 2026, com uma série de apresentações em formato de residência que o verá tocar por várias noites em grandes cidades, incluindo São Paulo, e em alguns dos maiores estádios de sua carreira.
Veja os melhores momentos do retorno de Harry Styles aos palcos
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Todos os olhos, nenhuma tela
Graças a uma rígida política de proibição de celulares no show, a arena pareceu viva de uma forma nova. Com Kiss All the Time lançado há menos de um dia, os fãs se viram naturalmente inclinados a mergulhar mais profundamente na música, cantando trechos dispersos e rindo juntos enquanto aprendiam as letras em tempo real. Gritos e momentos de dança eufórica se misturaram em uma única onda imparável — especialmente durante a intensa e vertiginosamente implacável “Ready, Steady, Go!” — enquanto Styles parecia completamente à vontade, vestindo um look descontraído com camisa estampada com margaridas e suéter azul-bebê.
Dançando a noite toda
Os movimentos de dança de Styles — antes encantadoramente tímidos — evoluíram do estilo solto e improvisado, com punhos erguidos e corridas pelo palco da era Love On Tour, para movimentos corporais mais fluidos. Para os fãs mais fervorosos, vê-lo girar, desfilar e dançar em músicas como “Aperture” ou “Dance No More” pode ter trazido de volta lembranças do meme persistente “never going back to the bakery”, referência ao período em que trabalhou na adolescência na W. Mandeville Bakery, em Holmes Chapel. Enquanto marchava pelo palco com urgência, ficava claro: aqui está um showman que continua se desafiando a alcançar alturas ainda maiores.
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Suspiros e mais suspiros
Será que a faixa central de Kiss All The Time, “Coming Up Roses”, traz a melhor performance vocal de Styles até hoje? A resposta do público na Co-op Live foi um retumbante “sim”. Acompanhada por um arranjo orquestral, sua voz ganhou nova força e nuance; uma balada delicada sobre permitir-se mergulhar em um novo amor. Styles demonstrou lindamente o quanto seu quarto álbum é essencial para seu crescimento, tanto como artista quanto como ser humano ainda tentando encontrar seu lugar no mundo — apesar das diferenças em relação ao restante de seu catálogo.
Surpresa: a era “Harry Styles” ainda vive
Poucos esperariam que Styles trouxesse “From The Dining Table”, faixa de encerramento de seu álbum de estreia homônimo e grande favorita dos fãs, de volta à setlist pela primeira vez desde 2018 — ainda mais como abertura do bis de “maiores sucessos”. Interpretada de forma acústica sob um suave foco de luz branca, a música continua sublimemente eficaz em seu minimalismo e impacto emocional. Pelo silêncio reverente da arena, ficou claro que a devoção de muitos fãs foi recompensada com essa decisão surpreendente.
“Leave America” continua vivo e forte
Dos passos marcados de “Satellite” ao Spitgate, a turnê Love On Tour de Styles foi alimentada por memes criados por fãs, interações e piadas internas — mas talvez nenhuma tenha gerado tanta atenção quanto os vídeos de milhares de fãs gritando “Leave America” todas as noites, uma brincadeira com a longa agenda de shows do cantor nos EUA. Quando Styles chegou a esse verso em “As It Was” esta noite, a arena explodiu. Algumas coisas nunca mudam.
Um encerramento poderoso
Antes de encerrar o show com o single de estreia de 2017 “Sign of the Times”, um hino de esperança e resiliência que parece mais pertinente do que nunca, Styles fez um discurso prolongado sobre a importância da comunidade que seus shows ao vivo criaram ao longo dos anos.
“Em um mundo tão caótico, é muito fácil perder a esperança”, disse ele. “Eu olho para essas salas e vejo o que vocês criam, e há esperança aqui. Obrigado por serem uma luz na minha vida e por espalharem alegria para as pessoas em suas próprias vidas: sejam a mudança no mundo.”
Perfeito.
“Aperture” (Reprise)
Quer mais uma? Justo quando os fãs pensaram que o show havia terminado, Styles voltou ao palco para encerrar a noite com uma segunda performance de “Aperture”, provavelmente depois que uma pequena falha no microfone afetou o som na primeira vez. Ainda tomado pela adrenalina da última hora, Styles gritou a primeira linha — “Take no prisoners!” — antes que o primeiro verso explodisse em vida. De pé atrás de um sintetizador, seu rosto era pura alegria.
Esse texto foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o original aqui.
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