Phil Collins: conheça a trajetória do gênio que conquistou o mundo duas vezes
Com o Genesis, solo ou nas trilhas da Disney, musico tem sua marca

No dia 30 de janeiro de 2026, o mundo da música celebra os 75 anos de uma lenda viva que redefiniu o conceito de sucesso comercial e resiliência artística. Phil Collins não é apenas um músico talentoso, mas uma força da natureza que dominou as paradas mundiais por décadas, tanto como líder de banda quanto como artista solo. Sua trajetória é marcada por uma metamorfose impressionante: de baterista de rock progressivo a ícone global do pop, embora os últimos anos tenham trazido desafios de saúde que testaram seu espírito indomável.
Phill Collins no Genesis
A carreira de Collins é um estudo de caso sobre superação de expectativas. Ele entrou para o Genesis em 1970, assumindo as baquetas, e rapidamente se estabeleceu como um virtuoso. Quando Peter Gabriel deixou o grupo em 1975, muitos previram o fim da banda. Collins contrariou os críticos ao assumir os vocais e conduzir o grupo a uma nova era de ouro. Sob sua liderança, o Genesis trocou as longas suítes instrumentais por sucessos radiofônicos inesquecíveis, transformando-se em uma das maiores bandas de estádio do mundo.
No período à frente do Genesis, Phil Collins foi a voz de mega hits como “Invisible Touch” e “Land of Confusion”, do disco “Invisible Touch” (1986), “Mama”, do álbum “Genesis” (1983), “That’s All”, do disco “Genesis” (1983), e “I Can’t Dance”, de “We Can’t Dance” (1991), entre outros.
A estrela solo de Phill Collins
Paralelamente, sua carreira solo explodriu de forma meteórica. O álbum de estreia “Face Value”, lançado em 1981, trouxe ao mundo “In the Air Tonight”, cuja virada de bateria permanece como um dos momentos mais icônicos da história da música gravada. O sucesso continuou com discos como “No Jacket Required” e “…But Seriously”, que geraram hinos como “Against All Odds” e “Another Day in Paradise”. Collins alcançou um feito raríssimo ao vender mais de 100 milhões de discos, tanto em carreira solo quanto como membro de uma banda, igualando-se apenas a lendas como Paul McCartney e Michael Jackson.
A última virada de bateria
A despedida dos palcos ocorreu em março de 2022, no encerramento da turnê “The Last Domino?” em Londres. Com a saúde debilitada, Collins cantou sentado durante toda a apresentação, enquanto seu filho Nic Collins assumia a bateria com maestria. Foi um momento de passagem de tocha emocionante. Ao final do show, Phil brincou com a plateia, dizendo que agora todos teriam que arrumar empregos de verdade.
Seus colegas de banda sempre reconheceram sua genialidade única. Mike Rutherford, guitarrista do Genesis, declarou durante a última turnê, em entrevista à Rolling Stone, que Phil sempre foi perfeito e que, mesmo sentado, ele conseguia segurar a atenção da multidão como ninguém, afirmando que ele é uma figura mais estacionária, mas ainda tem a voz e o carisma. Já Tony Banks, tecladista do grupo, ressaltou a importância de saber a hora de parar, embora a decisão tenha sido forçada pelas circunstâncias físicas, conforme relatado em entrevista à revista Mojo, na qual citou que a banda havia chegado ao fim natural.
Qual é o atual estado de saúde de Phill Collins?
O preço físico de décadas na estrada cobrou sua fatura. A saúde de Phil Collins tornou-se um tema delicado e central em sua narrativa recente. Em 2007, uma lesão na coluna durante uma turnê do Genesis causou danos nervosos permanentes, afetando sua capacidade de segurar as baquetas. O músico também enfrentou problemas como diabetes tipo 2 e pancreatite aguda. Em atualizações recentes de janeiro de 2026, fontes próximas e o próprio artista confirmaram que ele vive sob cuidados de enfermagem 24 horas por dia, descrevendo os últimos anos como difíceis e frustrantes, mas mantendo a sobriedade conquistada há dois anos.
Leia mais – Phil Collins diz que pode voltar a compor e fala sobre estado de saúde
O genial baterista Phill Collins
O próprio Collins, em um momento de franqueza dolorosa, admitiu em sua autobiografia “Not Dead Yet” e em entrevista ao The Guardian que não é um cantor que toca um pouco de bateria, mas sim um baterista que canta um pouco, lamentando profundamente não poder mais tocar o instrumento que foi sua primeira paixão.
Phil Collins é visto como um grande baterista porque conseguiu unir refinamento técnico e senso de canção, algo que poucos alcançam com tanta naturalidade. Em vez de apenas “marcar o tempo”, ele constrói narrativa: sabe quando deixar o arranjo vazio para aumentar tensão e quando preencher com viradas que soam quase como frases melódicas, especialmente pelos tons.
Isso aparece de forma emblemática em “In the Air Tonight”, do álbum “Face Value”, em que a bateria entra como ponto de virada dramática, com dinâmica controlada e impacto calculado. Além da execução, Collins também influenciou a estética do instrumento em estúdio, participando da popularização de um som mais expansivo e explosivo, associado ao efeito de reverb “cortado”, que marcou a linguagem da bateria nos anos 1980 e pode ser ouvido com força em “Intruder”, do disco “Peter Gabriel (Melt)”.
Baterista que canta e trilha da Disney: o legado de Phil Collins
O legado de Phil Collins aos 75 anos é intocável. De trilhas sonoras premiadas da Disney como “Tarzan” a baladas que definiram a década de 1980, sua obra continua a ressoar. Ele provou que é possível ser tecnicamente complexo e popularmente acessível ao mesmo tempo, deixando uma marca indelével na cultura pop que nem mesmo o silêncio dos palcos pode apagar.
Ouça grandes sucessos de Phill Collins
Último show do Genesis com Phill Collins
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