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Pharrell Williams é processado novamente por ex-parceiro do N.E.R.D

Chad Hugo acusa o rapper de irregularidades legais

Shae Haley, Pharrell Williams e Chad Hugo formavam o N.E.R.D

Shae Haley, Pharrell Williams e Chad Hugo formavam o N.E.R.D (Grosby Group)

Pharrell Williams está enfrentando um processo movido por seu ex-parceiro do Neptunes, Chad Hugo, que alega que seu amigo de longa data o excluiu da empresa e lhe deve até US$ 1 milhão referente a um álbum do N.E.R.D.

Antes de Pharrell se tornar um astro solo, ele e Hugo formaram uma dupla prolífica de compositores por anos, produzindo grandes sucessos como “Hot in Herre” de Nelly, “Drop It Like It’s Hot” de Snoop Dogg, “Hollaback Girl” de Gwen Stefani e “Rock Your Body” de Justin Timberlake.

Eles também formaram dois terços do N.E.R.D., uma banda de hip-hop/rock que emplacou diversos álbuns de sucesso nas décadas de 2000 e 2010. Mas, em um processo contundente apresentado na sexta-feira (23), Hugo acusa Williams — seu amigo desde a infância — de cometer uma série de irregularidades legais.

“Williams agiu em benefício próprio, ocultou informações relevantes e desviou receitas devidas ao autor”, escreveu o advogado de Hugo, Brent J. Lehman, do escritório de advocacia Munck Wilson Mandala. “Tal conduta dolosa, fraudulenta e maliciosa justifica a imposição de indenização punitiva.”

Em um comunicado à Billboard, um representante de Pharrell disse: “Uma auditoria contábil padrão já está em andamento. O processo judicial é prematuro, pois pode nem haver disputa entre as partes. Se a auditoria contábil determinar que há valores devidos, a parte responsável fará o pagamento. Pharrell sempre agiu de boa-fé. Ele tem grande respeito por Chad e espera resolver isso de uma forma que honre a história que compartilham.”

O processo judicial de sexta-feira, obtido e divulgado inicialmente pela Billboard, não é a primeira batalha legal entre os dois colaboradores. Em 2024, Hugo entrou com outra ação acusando Pharrell de buscar “fraudulentamente” o controle exclusivo sobre o nome “Neptunes”. Essa disputa permanece pendente em um tribunal federal de marcas registradas.

Mas o novo caso amplia significativamente a batalha, com Hugo acusando Williams de reter royalties e se recusar a entregar documentos que o ajudariam a calcular o valor devido — parte do que seus advogados chamam de “negação sistêmica” de seus direitos como sócio. Em um trecho, os advogados de Hugo afirmam que ele pode ter direito a até US$ 1 milhão em indenização apenas pelo álbum “No One Ever Really Dies” do N.E.R.D., lançado em 2017.

Hugo e Pharrell ainda trabalhavam juntos entre 2020 e 2022, período em que o The Neptunes produziu músicas para artistas como Megan Thee Stallion, Rosalía e A$AP Ferg.

Em 2022, pouco antes da dupla ser incluída no Hall da Fama dos Compositores, Hugo declarou à Billboard que havia estado recentemente em estúdio de gravação “com meu colega dos Neptunes, o camarada Pharrell Williams”.

Mas, por trás dessa aparente normalidade, um conflito já se acumulava. Os advogados de Hugo afirmam que ele fez repetidas tentativas, a partir de 2021, para que Pharrell lhe entregasse “extratos mensais, livros contábeis e registros, além de comprovantes de royalties”, conforme exigido pelo contrato operacional. Em agosto de 2021, os advogados de Hugo começaram a enviar cartas de cobrança a Williams solicitando informações financeiras, fazendo isso repetidamente nos últimos quatro anos. Eles alegam, porém, que ele as ignorou em grande parte, oferecendo apenas documentos “limitados” e “incompletos”.

Em meio a essa crescente tensão, Hugo entrou com um processo de registro de marca em março de 2024, alegando que Pharrell e sua empresa estavam tentando registrar unilateralmente, de forma indevida, as marcas do nome Neptunes, que compartilhavam. Conforme noticiado inicialmente pela Billboard, Hugo afirmou que a parceria exigia que ambos compartilhassem os direitos sobre o nome: “O requerente cometeu fraude ao tentar obter as marcas registradas e agiu de má-fé”, alegou ele.

Na época, os representantes de Pharrell minimizaram a disputa, dizendo que haviam oferecido repetidamente a Hugo a oportunidade de participar e que sempre tiveram a intenção de que ambos “compartilhassem a propriedade” do nome.

No novo processo, os advogados de Hugo afirmam que a disputa só aumentou e que seu cliente tem direito a uma quantia substancial em dinheiro. Eles alegam não ter recebido nenhuma receita desde setembro de 2023 de uma parceria de merchandising com o N.E.R.D., por exemplo, e afirmam que lhe são devidos “pelo menos US$ 325 mil a US$ 575 mil” por No One Ever, com “danos potenciais” referentes ao álbum “superiores a US$ 750 mil a US$ 1 milhão”.

Em termos jurídicos técnicos, o processo acusa Williams de violar seu dever fiduciário, busca uma prestação de contas dos royalties tanto do The Neptunes quanto do N.E.R.D. e pede uma sentença declaratória esclarecendo seus direitos sob o contrato operacional.

[Esta matéria foi traduzida da Billboard. Leia a reportagem original, em inglês, aqui.]