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Johnnie Walker caminha ao lado de Paulinho da Costa

Paulinho da Costa (Divulgação)

Paulinho da Costa (Divulgação)

Há histórias que não pertencem apenas a uma pessoa — pertencem à cultura. Paulinho da Costa é uma delas. Durante décadas, seu som atravessou fronteiras, moldou gerações, definiu épocas. Ele está em mais de seis mil gravações, de quase mil artistas, trilhas que marcaram o cinema e álbuns que mudaram a música mundial. E, ainda assim, seu nome permanece menos conhecido no país onde nasceu.

Para Johnnie Walker, essa é exatamente a definição de progresso: trajetórias que transformam o mundo mesmo quando não estão no centro do palco. Por isso, a marca escolheu caminhar ao lado de Paulinho da Costa neste momento histórico em que ele se torna o primeiro brasileiro nato a receber uma estrela na Calçada da Fama. Um marco que celebra não apenas um artista, mas a força da música brasileira no planeta.

A seguir, trechos da conversa com Guilherme Martins, Diretor de Marketing da Diageo Brasil, sobre a campanha e o documentário sobre o percussionista que Johnnie Walker patrocina.

Como esse projeto se conecta ao propósito global da marca?
Johnnie Walker sempre esteve associada ao progresso — e progresso é cultural. A música molda comportamentos, cria identidade coletiva. Quando olhamos para o Paulinho, falamos de alguém que literalmente ajudou a moldar o som da música mundial. Celebrar essa história é ser coerente com quem somos. É a essência do nosso propósito: amplificar trajetórias que transformam cultura e continuam ecoando.

Por que a trajetória de Paulinho era incontornável para a marca?
Ele é quase uma infraestrutura da música global. Está em “Thriller”, em discos que definiram gerações e em trilhas que marcaram o cinema: “A Cor Púrpura”, “Dirty Dancing”, “Purple Rain”, “Jurassic Park”, entre tantas outras. E, mesmo assim, ainda não tem o reconhecimento proporcional no Brasil. Essa tensão nos mobilizou. Não era só uma boa história — era uma história necessária.

Como foi construída a relação entre Johnnie Walker e Paulinho?
Começou com escuta e respeito. Antes de qualquer campanha, houve conversa. Paulinho construiu uma carreira baseada em consistência, excelência e colaboração, valores que têm tudo a ver com a jornada de progresso que a Johnnie Walker representa há quase dois séculos. Ele construiu sua história passo a passo, atravessando fronteiras culturais e levando o ritmo afro-brasileiro para o centro da música global. A relação foi sendo construída de forma muito orgânica. Não é uma marca se apropriando de uma história. É uma marca se colocando a serviço de uma trajetória que já era gigante.

Qual o limite entre amplificar uma história e se tornar protagonista dela?
Nosso papel aqui não é ser protagonista. O protagonista é o Paulinho. A marca entra como amplificadora, como agente cultural. A narrativa parte sempre da obra, da trajetória, dos números, das conquistas dele. O filme, o documentário, todas as ações são construídas para colocar luz na história dele — não na marca. Quando você entende que alguém tem mais de cinco décadas de carreira, mais de seis mil músicas, mais de 350 filmes no currículo, 161 projetos indicados ao Grammy com 59 vencedores… você percebe que não precisa inflar nada. Basta dar visibilidade. A gente escolheu a posição de quem segura o holofote.

Por que a marca apoiou esse documentário?
Um filme de campanha não daria conta dessa trajetória. A Nuclear vem produzindo este documentário há 11 anos, aprofundando, contextualizando e revelando processos criativos. É uma extensão natural do projeto e reforça nosso compromisso cultural. Antes de começar as filmagens, o Oscar Rodrigues Alves, diretor do filme, passou 6 anos convencendo o Paulinho a contar sua história. Chegou com legitimidade, com escuta, com afeto, e conquistou o Paulinho. Reuniu um time extraordinário e realizou este filme que agora vai emocionar muita gente.

Qual é o principal comportamento que vocês esperam despertar no público brasileiro ao final da campanha?
Queremos que as pessoas procurem o nome dele, revisitem músicas que já conhecem sob uma nova perspectiva, assistam ao documentário, conversem sobre isso. Mas existe um aspecto que é muito nosso: Keep Walking é sobre histórias de pessoas que foram resilientes. Queremos inspirar pessoas para que sigam em frente nas suas próprias jornadas.

Qual foi o momento mais emocionante desse projeto para você?
Conhecer o Paulinho e ouvi-lo falar da própria trajetória com tanto orgulho foi algo muito marcante. Ele contando como começou ainda criança, batucando na mesa da sala, explorando sons em qualquer superfície… e, de repente, ali na nossa frente, transformando uma mesa, uma cadeira — até uma garrafa de Johnnie Walker — em instrumento. Você entende que aquilo não é apenas técnica, é essência. É alguém que carrega o ritmo no corpo.

Paulinho da Costa caminhou o mundo levando o ritmo do Brasil. Agora, o Brasil caminha ao lado dele. Keep Walking.