NewJeans e ADOR não chegam a um acordo (de novo)
Reunião de conciliação durou mais de uma hora
O grupo NewJeans e sua antiga agência, ADOR, estão envolvidos em uma disputa judicial que expôs uma das maiores crises recentes da indústria do K-pop. Em mais uma sessão de mediação, não foi possível uma solução.
No dia 14 de agosto, a Divisão de Conciliação Civil 41 do Tribunal Distrital Central de Seul realizou uma sessão de mediação referente ao processo movido pela ADOR contra as integrantes do grupo integrado por Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein buscando a validação dos contratos exclusivos firmados com o grupo.
O conflito teve início após a demissão da então CEO da ADOR, Min Hee Jin, figura central na criação e no sucesso do grupo. Pouco tempo depois, as cinco integrantes anunciaram a rescisão unilateral de seus contratos exclusivos com a empresa, alegando quebra de confiança. A ADOR, por sua vez, contestou a legalidade da decisão e entrou com uma ação para validar os contratos e impedir que o grupo continuasse suas atividades de forma independente, marcando o início de uma batalha judicial que se arrasta por meses e ainda está longe de uma resolução definitiva.
Minji e Danielle compareceram à audiência e apenas disseram “Desculpa” para a imprensa antes de seguirem para a sala do tribunal. A mediação, realizada a portas fechadas, durou cerca de 1 hora e 20 minutos, mas foi relatado que as duas partes não chegaram a um consenso.
O tribunal marcou uma nova sessão de mediação para o dia 11 de setembro. Caso novamente não haja acordo, a decisão judicial será anunciada em 30 de outubro.
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Entenda a disputa judicial entre NewJeans e ADOR
A disputa entre NewJeans e ADOR começou após a demissão da ex-CEO Min Hee Jin em agosto do ano passado. Em novembro, as integrantes anunciaram a rescisão dos contratos exclusivos com a ADOR e posteriormente mudaram o nome do grupo para NJZ, declarando que continuariam com as atividades de forma independente.
No entanto, em dezembro de 2024, a ADOR entrou com uma ação judicial pedindo que o tribunal confirmasse a validade dos contratos, alegando que as integrantes haviam encerrado os vínculos unilateralmente. Em janeiro de 2025, a justiça atendeu ao pedido de liminar da ADOR para “preservar o status da agência” e impediu o grupo de assinar novos contratos de publicidade, suspendendo assim suas atividades independentes.
Enquanto a ADOR mantém que os contratos ainda são válidos e busca um acordo, o NewJeans afirma que a relação de confiança foi completamente rompida e não pretende retornar à agência.








