NandaTsunami reflete sobre sucesso e ‘lei da atração’
Cantora é destaque constante nos charts da Billboard Brasil

NandaTsunami é um dos grandes destaques do novo rap (Steff Lima/Divulgação)
Em mundo de dancinhas do TikTok, são poucas letras que permanecem ecoando fora do feed eterno da rede social. Este é o caso de “P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina)”, de NandaTsunami, rapper paulista que dominou a plataforma com a faixa feita no estilo “fala na lata”, que manda a real para o homem que se acha o bonzão e só consome o som de mulheres quando há interesse num romance: “Tipo, eu não vou ouvir seu som se você tiver namorada/ Eu não vou curtir seu reels se eu não te achar bonito”.
Para além do recado bem dado, ela também deixa claro o estilo do seu repertório para quem está conhecendo pela primeira vez. Ele é composto por letras que abordam o sexo sem tabus, a sexualidade desimpedida e a autonomia feminina como bandeira. Nanda confessa, em conversa com a Billboard Brasil, que sempre sonhou em chegar nesse lugar de destaque na música.
Ela começou de forma despretensiosa, com seu primeiro lançamento em 2021, e hoje tem colhido os frutos de uma ascensão astronômica. “Eu sou uma pessoa que prega a lei da atração, mas ver tudo acontecendo de um jeito tão palpável assim ainda é um pouco difícil de assimilar.” O papo com a rapper aconteceu em um evento promovido pelo Spotify, que abraçou o trabalho da cantora e a colocou no projeto Radar, que valoriza novos nomes da música.
Naquele dia, ela mostrou para a imprensa seu novo single de trabalho, “Faço Acontecer”. No meio desse turbilhão, Nanda tenta manter os pés no chão e entende que a mudança na sua rotina influencia o processo criativo. “Às vezes vou para o estúdio e sai uma putariazona, e depois sai tipo um mantra. Estou tentando entender os próximos passos.” Com “P.I.T.T.Y”, Nanda conseguiu um destaque constante no Billboard Brasil Hot 100, ocupando a 41ª posição na semana de referência desse texto.
A rapper não se sente pressionada com o recém-sucesso e segue no propósito de continuar sendo fiel ao que acredita, sem sufocar sua própria criatividade. “Eu sou apenas uma garotinha”, brinca Nanda, que tem 26 anos. “Está acontecendo tudo isso enquanto eu estou aprendendo a viver. Esse momento de virada rolou justamente quando eu consegui mostrar para o público quem eu sou, e eu sou assim, acredito que a revolução vai ser feminina e LGBTQIA+.”
Vale lembrar o discurso icônico de Ebony ao receber o WME 2025. Ao afirmar que não considerava justo ser chamada de “revelação” após 8 anos de carreira e três discos, ela aproveitou para dedicar o troféu a NandaTsunami, “a verdadeira revelação do rap em 2025”.
Essa nota foi publicada na 21º edição da Billboard Brasil. Clique aqui e compre a sua!
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