Mulher processa Bad Bunny por voz sampleada em hits
Processo contra o cantor pede R$ 86 milhões de indenização
Bad Bunny está sendo processado por uma mulher que alega que sua voz foi sampleada em duas músicas de sucesso do astro porto-riquenho sem sua permissão.
O processo, aberto na segunda-feira (5 de janeiro) em Porto Rico (EUA), alega que Tainaly Serrano Rivera pode ser ouvida falando em “Solo de Mi”, música de 2018 do álbum de estreia de Bad Bunny, “X 100pre”, e também na faixa “EoO”, de seu mais recente álbum número 1, “Debí Tirar Más Fotos”.
O sample em questão supostamente apresenta Rivera dizendo em espanhol: “Mira, puñeta, no me quiten el perreo”, que se traduz aproximadamente na gíria porto-riquenha como: “Escuta, droga, não tirem a minha vibe”. Rivera afirma ter gravado essa frase a pedido do parceiro de produção de Bad Bunny, La Paciencia, quando ambos estudavam juntos na faculdade, em 2018.
“Na época do pedido, a finalidade do áudio não foi explicada, nem a autora foi informada de que sua identidade seria usada e explorada comercialmente”, diz o processo.
“Nenhuma compensação de qualquer tipo foi discutida. Nenhum contrato ou acordo foi assinado, nem qualquer licença ou autorização foi concedida.”
Rivera agora está processando por violação da lei de direito de imagem de Porto Rico e pedindo US$ 16 milhões (cerca de R$ 86 milhões na cotação atual) em indenização de Bad Bunny (Benito Martínez Ocasio), La Paciencia (Roberto Rosado) e da gravadora do artista, Rimas Entertainment.
De acordo com o processo, Bad Bunny e seus colaboradores usaram indevidamente a voz de Rivera não apenas nos lançamentos comerciais de “Solo de Mi” e “EoO” – que alcançaram o 93º e o 24º lugar na Billboard Hot 100, respectivamente – mas também em apresentações durante sua residência recordista em San Juan no ano passado.
Os representantes de Bad Bunny, La Paciencia e Rimas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre o processo.
Rivera é representada no caso pelos advogados Jose Marxuach Fagot e Joanna Bocanegra Ocasio. Essa é a mesma equipe jurídica que processou Bad Bunny em 2023 por supostamente usar a voz de sua ex-namorada nas faixas “Pa’ Ti” e “Dos Mil 16” sem o consentimento dela.





