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Morre Bira Haway, produtor musical e pai de Anderson Leandro, do Molejo

Ele tinha 74 anos de idade

Bira Haway

O produtor musical Bira Haway (Reprodução/Instagram)

Bira Haway, um dos grandes produtores de samba e pagode no Rio de Janeiro, morreu neste domingo (25). A causa da morte do profissional não foi revelada.

No entanto, segundo informações do “G1”, ele havia sido diagnosticado com insuficiência cardíaca e estava internado no Hospital Carlos Chagas, na zona oeste do Rio de Janeiro. O produtor foi o responsável por álbuns de grupos como Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação.

A informação da morte foi confirmada pelas redes oficiais do Grupo Molejo. Ele era pai do vocalista Anderson Leonardo, que morreu em 2024.

O grupo fez uma publicação nas redes sociais lamentando a morte de Bira. “Hoje nosso coração se despedaça. Perdemos quem mais acreditava em nós: nosso paizão, nosso guia, nosso mestre, produtor e diretor”, escreveu o Molejo.

“O samba está de luto — e nós, do Molejão, choramos sua partida e celebramos sua vida. Mestre e pai de todos nós,descanse em paz; sua música e seu amor viverão para sempre dentro da gente. Vamos sempre te amar pra todo o sempre.”

Quem foi Bira Haway

Natural do Morro de Laranjeiras, Bira começou a tocar na noite da capital paulistana com apenas 13 anos como ritmista, tocando instrumentos de percussão, como surdo, repique, tantã e pandeiro.

No início dos anos 1970, acompanhou nomes na Boate Cartola como Elis Regina, Luís Carlos Vinhas, Jair Rodrigues, Wando, Os Originais do Samba e Trio Mocotó, além de participar do  musical “Brazilian Follies”, dirigido por Caribé Rocha, que ficou um ano e meio em cartaz, no Rio de Janeiro.

Bira cantou ao lado de nomes internacionais como Dionne Warwick, Lisa Ono e Al Jarreau. Também fez parte do  grupo de samba chamado Sambrasil, ao lado de Mauro Diniz, Claumir Jorge (pai de Claumirzinho, também do Molejo) e Carlinhos Werneck.

O músico passou a frequentar e gravar constantemente no moderno Estúdio Haway , no Rio de Janeiro. Bira ficava tanto no prédio que acabou recebendo o apelido de Bira Haway. Seu tempo no espaço o fez entender o quanto apreciava a produção musical. Em 1983, fez sua primeira produção, com o disco “Brasileirinho no Samba”, de Silas de Andrade. Além disso, Bira integrava a ala de compositores e, mais tarde, assumiu o microfone no carro da escola de samba Estácio de Sá.

Depois do Carnaval de 1989, Bira assumiu a produção musical. Produziu a demo do grupo do filho, Anderson, que se chamava Nosso Samba antes de se tornar Molejo. O resto é história.