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Min Hee Jin propõe acordo milionário à HYBE para defender o NewJeans

Empresária quer abrir mão de R$ 93 milhões para encerrar brigas judiciais

Min Hee-jin

Min Hee-jin, ex-CEO da ADOR (Han Myung-Gu/Pool/Sipa USA via Reuters Connect)

Ex-CEO da ADOR, a empresária Min Hee Jin propôs que a HYBE encerrasse todos os processos judiciais em andamento envolvendo o NewJeans em troca da renúncia aos 25,6 bilhões de won que deveria receber da empresa – o valor chega a R$ 93 milhões na cotação atual.

A executiva fez uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25) para falar sobre a vitória na briga na Justiça contra a empresa.

A empresa argumentou que Min Hee Jin tentou “se apropriar do NewJeans”, causando danos substanciais à agência, e que já a havia notificado da rescisão do contrato em julho de 2024, extinguindo, assim, seus direitos de opção de venda.

“O tribunal deixou claro que a narrativa sensacionalista de ‘aquisição do controle gerencial’ e ‘adulteração’ não passava de uma ilusão, e reconheceu que as preocupações que levantei em relação à ética criativa eram, como chefe de uma empresa, julgamentos legítimos de gestão que eu tinha o dever de tomar”, disse Min Hee Jin.

“Este resultado do processo me trouxe alívio, aliviando as feridas dos últimos dois anos. Ao mesmo tempo, sinto-me em dívida pela fadiga que, involuntariamente, causei ao público durante todo este processo. Agora, pretendo pagar essa dívida com uma nova visão para uma nova era do K-pop”.

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NewJeans (Instagram)
NewJeans (Instagram)

Min Hee Jin propôs para a HYBE finalizar as disputas legais envolvendo o NewJeans.

No final de 2025, a HYBE confirmou a saída de Danielle do NewJeans. Hanni, Haerin e Hyein continuam na empresa, enquanto Minji segue em negociação com a agência. O NewJeans debutou em 2022 e tem hits como “Super Shy”, “OMG”, “Hype Boy” e “Supernatural”.

Em novembro de 2024, as artistas declararam que deixariam a ADOR (subsidiária da HYBE), alegando que os problemas que haviam solicitado à agência para corrigir não haviam sido resolvidos. Eles também exigiram a reintegração de Min Hee Jin, que foi destituída do cargo em agosto daquele ano.

As artistas até abriram novas contas nas redes sociais e anunciaram um novo nome para o grupo, NJZ. No entanto, em março de 2025, elas anunciaram uma pausa no grupo após uma decisão da Justiça. Em outubro, o tribunal deliberou que os contratos das integrantes com a ADOR/HYBE permaneciam válidos.

Na coletiva, Min Hee Jin busca resolver essa questão de forma definitiva.

“Em troca da renúncia aos 25,6 bilhões de won, proponho que suspendamos imediatamente todos os processos judiciais cíveis e criminais em andamento e encerremos completamente todas as disputas. Esta proposta inclui não apenas a mim pessoalmente, mas também os membros da NewJeans, nossas empresas parceiras terceirizadas, todos os ex-funcionários da ADOR — e até mesmo o encerramento de todas as reclamações e acusações direcionadas ao fandom que foi arrastado para essa briga e sofreu ao longo do caminho.”

NewJeans
NJZ, ex-NewJeans (ADOR/Divulgação)

“Não posso mais ficar de braços cruzados assistindo à realidade em que cinco integrantes, que deveriam estar felizes no palco, são forçados a uma situação em que alguém está no palco enquanto o outro está no tribunal. Elas sofrerão no palco, e não apenas os fãs que assistem a isso, mas ninguém consegue encarar essa situação com alegria. E com corações despedaçados assim, nunca se pode criar uma boa cultura”, argumentou a ex-CEO da ADOR.

“Por favor, criem um ambiente onde todas as cinco integrantes da NewJeans possam se reunir e perseguir seus sonhos livremente, à vontade. Abrir caminho para que as artistas brilhem novamente — esse é o único papel que os adultos devem desempenhar. Para mim, 25,6 bilhões de won não são mais importantes do que o valor de restaurar um ecossistema saudável para o K-pop e a vida cotidiana pacífica das artistas. Agora, espero que todos nós nos esforcemos ao máximo em nossos respectivos caminhos para que possamos oferecer aos fãs um palco ainda melhor.”

“Proponho que nós, adultos, retornemos ao nosso devido lugar — competindo não em tribunais, mas por meio de nossas habilidades na música e no palco. Quanto mais essa disputa se arrastar, mais os artistas — os verdadeiros protagonistas desta indústria — sofrerão juntos.”

“HYBE e Presidente Bang Si Hyuk: agora, vamos nos encontrar não nos tribunais, mas no local da criação. Em uma era em que a responsabilidade corporativa se tornou mais rigorosa — como com a emenda de julho de 2025 à Lei Comercial — optar pela reconciliação e eliminar os riscos da indústria do entretenimento será a decisão de gestão mais sábia tanto para os acionistas quanto para os fãs”, finalizou Min Hee Jin.

Ao fim da coletiva, a empresária anunciou sua nova gravadora, a ooak records.

Min Hee Jin, ex-CEO da ADOR
Min Hee Jin, ex-CEO da ADOR (Reuters)