Mamonas Assassinas: memorial será criado após exumação dos corpos
Restos mortais dos músicos passam por processo de cremação parcial

A banda Mamonas Assassinas (Reprodução/Instagram)
A exumação dos restos mortais dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas será realizada nesta segunda-feira (23), no município de Guarulhos (SP). O procedimento faz parte do projeto de implementação de um memorial vivo, idealizado em uma parceria entre as famílias dos artistas e o BioParque Cemitério de Guarulhos.
A iniciativa ocorre às vésperas do trigésimo aniversário do acidente aéreo que vitimou todos os componentes da banda. O projeto consiste na cremação de uma fração dos restos mortais dos músicos para a produção de adubo, que será utilizado no plantio de cinco árvores. Cada espécime representará um integrante específico: Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.
Segundo Jorge Santana, CEO da marca ligada à banda e primo do vocalista Dinho, a decisão pela homenagem foi aprovada consensualmente por todos os núcleos familiares.
Relembre Mamonas Assassinas, o meteoro da alegria
Formado em Guarulhos, o grupo surgiu das cinzas da banda Utopia, que focava em rock progressivo. Ao perceberem que o público reagia melhor ao humor, os integrantes transformaram a irreverência em sua marca registrada.
O único álbum de estúdio, autointitulado e lançado em junho de 1995, foi uma explosão comercial sem precedentes. Com sucessos como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira”, “Robocop Gay” e “Chopis Centis”, a banda conquistou todas as faixas etárias.
Estima-se que, na época, o disco tenha vendido mais de 3 milhões de cópias, de acordo com dados da Pró-Música Brasil. Com esses números, a obra tornou-se um dos álbuns de estreia mais vendidos da história do Brasil e recebeu o certificado de diamante pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).
A sonoridade do grupo era um “caldeirão” de gêneros, fundindo o rock e o heavy metal a ritmos populares como forró, pagode, brega e vira. Suas composições carregavam influências técnicas de bandas como Rush e Dream Theater, mas as paródias eram o ponto alto: “Chopis Centis” referenciava abertamente “Should I Stay or Should I Go”, do The Clash, enquanto “Pelados em Santos” trazia nuances de “Crocodile Rock”, de Elton John. Essa mistura de virtuosismo musical com letras escrachadas cimentou um legado que permanece vivo três décadas após o trágico acidente aéreo de 1996.
O grupo Mamonas Assassinas teve sua carreira meteórica encerrada tragicamente em 2 de março de 1996, após a aeronave em que viajavam colidir contra a Serra da Cantareira durante a aproximação para o pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Ouça o àlbum “Mamonas Assassinas”
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