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Lollapalooza Brasil

Lollapalooza Brasil acontece desde 2012 (Divulgação)

Lollapalooza Brasil: vitrine de estrelas, laboratório de descobertas

Treze anos depois de desembarcar em São Paulo, o Lollapalooza Brasil segue como vitrine de gigantes e laboratório de descobertas. Na edição de 2026, que acontece dias 20, 21 e 22 de março, entre nomes globais como Sabrina Carpenter e Tyler, The Creator, quem roubou a cena foi uma surpresa caseira: Foto Em Grupo, banda formada por rostos já conhecidos da música nacional, mas que chegou ao line-up como incógnita absoluta.

Ana Caetano, do duo Anavitoria, Pedro Calais e Otávio Zani Cardoso, do Lagum, e João Ferreira, da banda Daparte, estão na formação dessa novidade. 

Pedro explica que ele e Ana Caetano se conheceram quando trabalharam juntos na série “Tá Tudo Certo” (Disney). “Nos aproximamos muito nesse momento e, um dia, andando no parque, a gente jurou ‘de dedinho’ que faríamos algo juntos”, disse em entrevista à Billboard Brasil Naquela época, ele morava em Belo Horizonte com João, que acabou embarcando na promessa. 

Durante os últimos anos, o quarteto trocou muita figurinha musical. João já colaborou como compositor tanto para AnaVitória como para a Lagum. No duo das meninas, ele assina algumas faixas do “Esquinas”, como “Minto Pra Quem Perguntar” e “Se Eu Usasse Sapato”. Já para a banda, ele assina “As Desvantagens de Amar Alguém Que Mora Longe” e “Vida Novela”, de seu álbum mais recente, “As Cores, As Curvas, e as Dores do Mundo”. “A gente já estava cruzando os nossos caminhos e vontades há algum tempo.” 

O Foto Em Grupo acabou surgindo quando o quarteto decidiu se unir para compor juntos e dividir os louros no fim de tudo. “As coisas começaram a ficar com uma cara meio específica, uma unidade muito grande. Não estava saindo com cara de Lagum, Anavitória ou Daparte. A gente percebeu que tinha uma unidade na nossa junção”, avalia Pedro Calais.

Para Marcelo Beraldo, diretor artístico do Lollapalooza Brasil, a presença de bandas como a Foto Em Grupo é parte da essência do festival, que não só aposta em gêneros indie, como também abre as portas para quem está começando. 

Apesar de considerar que o público do Lolla não vai ao festival para prestigiar artistas nacionais –dado o preço dos ingressos e o peso dos headliners gringos–, Beraldo conta que a organização vê uma oportunidade de apresentar rostos novos para a galera. “Eu acho que isso é parte fundamental do objetivo social de um festival. Ele tem esse papel de ser uma categoria de base dentro da música ao vivo.”

Da novidade ao consagrado, da primeira vez ao repeteco, do pop ao underground, o Lollapalooza Brasil 2026 é feito de contrastes. Para guiar o público nessa viagem sonora, a Billboard Brasil reuniu cinco pontos altos da programação que merecem atenção especial. Confira e divirta-se.

+Leia mais – Guia completo do Lollapalooza Brasil 2026: line-up, horários, como chegar, mapa e dicas

Shows inéditos

A rapper Doechii, que vem ganhando os charts da Billboard nos últimos anos, vem ao país pela primeira vez. Ela já havia sido confirmada em outro festival brasileiro, mas acabou cancelando sua vinda de última hora –o que não aconteceu com o Lolla, ainda bem. Ela chega por aqui com a bem avaliada “Alligator Bites Never Heal”, sua terceira mixtape, e deve incluir no setlist faixas como “Anxiety” e “DENIAL IS RIVER”. 

+Leia mais: Doechii sobre Lollapalooza: ‘Estou animada, especialmente com o Brasil’

Outro nome inédito é Chappell Roan, a estrela global da música pop que ganhou o mundo com um estilo irreverente de se vestir e um show extremamente performático, com vocais que devem estremecer o Autódromo de Interlagos. Ela é dona de hits como “Red Wine Supernova”, “Hot to Go” e o mais recente “The Subway”, que lhe garantiram o prêmio de artistas revelação no Grammy 2025.

Marcelo Beraldo revela que ele e seu time costumam acompanhar o que há de mais quente  para compor um line-up com a ideia de entregar “o que há de mais relevante na música global”  –por isso tantas novidades no line-up. “Eu sinto que a gente conseguiu essa capacidade de antever o sucesso de alguns artistas. Nós somos a plataforma que é o espelho de uma época em termos musicais”.

Chappell Roan no Rock en Seine (Iwi Onodera/Billboard Brasil)
Chappell Roan no Rock en Seine (Iwi Onodera/Billboard Brasil)

O K-pop chegou para ficar?

Enquanto o assunto ainda são estreias, outra novidade para o Lollapalooza 2026 é a chegada com os dois pés na porta do K-pop. A música coreana já havia dado seu ar da graça no festival antes, representada pelos rockeiros do The Rose. 

Agora chegou a vez do pop da Coreia do Sul, que vai aterrissar no Autódromo de Interlagos com um show inédito do RIIZE, grupo masculino que está em atividade desde 2023. 

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Para completar, as meninas do KATSEYE, que trazem uma mistura do K-pop com pop ocidental, vão levar seus hits virais para o festival neste ano. Essa será a primeira vez delas no Brasil, e a promessa é que o Lollapalooza se transforme em “Gnarly” (gíria popularizada por elas, que descreve algo ‘muito intenso’).

Beraldo conta que o K-pop é um gênero desejado pelo Lollapalooza Brasil há alguns anos, mas “não é tão fácil”. Ele conta que os grupos normalmente têm muitas especificidades e contam com equipes enormes, o que dificulta trazê-los ao Brasil. 

“Acho que tivemos sorte de conseguir trazer dois nomes neste ano. Batemos na trave algumas vezes, e agora marcamos dois gols.” Segundo Beraldo, a ideia é que o gênero passe a ser mais presente nas próximas edições.

RIIZE
O grupo de K-pop RIIZE (SM Entertainment)

Edson Gomes, o rei do reggae

Para além dos novos nomes no line-up, o Lollapalooza Brasil deste ano também traz uma homenagem a um dos grandes nomes da música brasileira, o Edson Gomes. 

O cantor, considerado o maior representante do reggae no país, nasceu em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e terá um papel de destaque na programação do festival. Seu trabalho se sobressaiu nos anos 1980, mas Beraldo acredita que o Sudeste ainda o não o conhece como ele merece.

Essa será a primeira vez do artista em um festival do porte do Lollapalooza, inclusive. “É uma homenagem que a gente faz para ele, de certo modo. Acho que esse será um dos shows mais diferentões do festival, de um jeito bem brasileiro.”

+Leia mais: Edson Gomes: saiba mais do reggae de resistência no Lollapalooza Brasil 2026

O Rei do reggae Edson Gomes (Instagram @edsongomesreal)
O Rei do reggae Edson Gomes (Instagram @edsongomesreal)

O rock indie-alternativo está vivo!

Assim como a banda Foto Em Grupo, o rock indie-alternativo também está muito bem representado no Lollapalooza Brasil 2026. Lá no topo do line-up estão nomes como Turnstile e Deftones em destaque, mas nas linhas de baixo também tem uma galera boa.

Formada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a banda Hurricanes vai fazer sua estreia no festival. Eles chegam com dois álbuns lançados, “Hurricanes”, de 2023 e “Back To The Basement”, de 2024, e prometem resgatar raízes do rock e do blues.

A galera do Papangu é outra novidade. Eles são de João Pessoa e trazem uma pegada mais tradicional do gênero, com muito black metal e rock progressivo.

Representando o México, estão as garotas do The Warning. A banda, que se destacou com um cover de “Enter Sandman”, do Metallica, traz a pegada hard rock para sua estreia no Lollapalooza Brasil.

Foto em Grupo
A banda Foto Em Grupo (Livia Rodrigues/Divulgação)

Cena eletrônica

Outro gênero que se firmou no Lollapalooza é a música eletrônica, que conta com um palco dedicado para si. Neste ano, no entanto, um dos grandes representantes desse estilo vai se apresentar no palco principal. Skrillex, DJ e produtor dos Estados Unidos, tem um som abrangente e costuma cair nos gostos de quem curte rap e rock.

Já no palco dedicado à eletrónica teremos apresentações de grandes nomes, como Peggy Gou, nascida na Coreia do Sul e radicada em Berlim. Ela tem uma forte conexão com a moda e já mostrou seu amor pelo funk brasileiro —que deve ser integrado ao seu set no Lolla Brasil 2026.

Outro destaque da programação feita para quem curte um ‘tunts-tunts’ é a presença do DJ alemão BUNT, que tem um repertório enérgico e bem diverso. Ele costuma misturar desde o drum’n’bass até o hard techno. Também nunca esteve no país.

Essa reportagem foi publicada na 21º edição da Billboard Brasil. Compre a sua aqui. 

Skrillex
O DJ Skrillex (Grosby Group)