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Leques em ação no Lollapalooza Brasil 2026 (Sidnei Lopes/Billboard Brasil)
Coisas estranhas aconteceram noLollapalooza Brasil 2026. E não foi apenas o show catártico de Joe Keery, ator de “Stranger Things”. O fato mais atípico foi três dias sem chuva e um calor que pegou desprevenido quem frequenta o festival há anos. No lugar da capa de chuva, entraram em cena milhares de leques coloridos vendidos por cerca de R$40 nas cercanias do Autódromo de Interlagos. O “tec tec” chamou a atenção nos shows do evento, realizado de 20 a 22 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.
Espalhados pela plateia, eles apareceram com dupla função: amenizar o calor do festival e acompanhar o ritmo das músicas, num gesto que já está virando tradição em grandes eventos. Eles foram presença garantida em meio às multidões que assistiram a nomes como Djo, Sabrina Carpenter,Chapell Roan e outros headliners. A bateção também funcionava como resposta da plateia às apresentações, marcando refrões, intervalos e momentos de maior excitação.
A publicitária Livia Teixeira, de 22 anos, veio do interior de Santa Catarina para os três dias de festival. Ela disse que decidiu adquirir o acessório depois de assistir o “show” da multidão no primeiro dia.
“É muito lindo ver o pessoal fazendo sincronizado. Você se sente muito parte de uma comunidade. Até por isso que a gente comprou”, disse Livia Teixeira.
Livia Teixeira, publicitária, com seu leque no Lollapalooza Brasil 2026. (Vitória Zane/Billboard Brasil)
Peso simbólico para LGBT+
Algo semelhante já havia sido visto em escala monumental na praia de Copacabana, no Rio, durante o megashow de Madonna (2024) e LadyGaga (2025). Na ocasião, a batida sincronizada dos leques virou um espetáculo à parte entre o público e ajudou a consolidar de vez o acessório como símbolo de festa, calor e pertencimento em grandes concentrações pop.
O leque também carrega um peso simbólico. Há anos, ele ocupa espaço em festas, pistas e multidões como objeto associado à expressão, ao pertencimento e à identidade, especialmente dentro da comunidade LGBT+. No festival, essa presença ficou evidente não só pelo uso constante entre um show e outro, mas pela maneira como o público transformou o farfalhar dos leques em parte da trilha sonora.
“Dá o close e ainda deixa a gente refrescado. Agora que virou moda, mas já é de muito tempo: da cultura ballroom, das fãs LGBT+, das trans principalmente. E agora viralizou, né? Que bom! Ótimo! Mas isso é das lendárias”, lembrou a estudante Giovana Mathias, de 27 anos.