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KOMCA defende compensação mais justa aos criadores no K-pop

Estudo revelou diferenças entre as indústrias musicais em vários países

Indústria musical e o uso de inteligência artificial

O uso da IA na música (Lee Campbell/Unplash)

A Korea Music Copyright Association (KOMCA) divulgou um novo relatório sobre os mercados de streaming de música nacional e internacional na Coreia do Sul.

Segundo os dados, o tamanho do mercado doméstico de música digital quase dobrou, de cerca de US$ 700 milhões em 2019 para US$ 1,32 bilhão em 2023 – superando o Japão.

Em particular, o setor institucional de streaming cresceu cerca de 100% nos últimos cinco anos, impulsionando o crescimento geral do mercado digital.

No entanto, apesar do crescimento explosivo do tamanho do mercado, a fatia que recai sobre os criadores permanece em um nível baixo.

Nos Estados Unidos, 12,3% da receita de streaming é distribuída aos detentores de direitos autorais, 16% no Reino Unido e 15% na Alemanha, enquanto na Coreia é de apenas 10,5%.

Isso representa uma redução de 1,8% a 5,5% em comparação com os principais países do exterior, o que para a KOMCA é um nível inadequado para um país que abriga o K-pop.

A questão da baixa distribuição de receita para criadores nacionais torna-se ainda mais evidente quando se analisa a estrutura da receita de streaming.

A participação das operadoras de plataformas de streaming na receita é de 29,4% nos Estados Unidos, 29% no Reino Unido, 30% na Alemanha e 22% no Japão. Na Coreia, é a mais alta, com 35%, o que significa que a parcela devolvida aos detentores de direitos autorais é menor.

Além disso, as principais plataformas de streaming na Coreia têm uma estrutura vertical que abrange produção, distribuição e vendas, representando mais de 83% da receita de streaming.

Considerando que os detentores de direitos autorais que de fato criaram a música recebem apenas 10,5% da receita, essa “disparidade é avassaladora”, de acordo com a associação.

Um representante da KOMCA observou: “À medida que o mercado de música digital continua a crescer, proteger os direitos legítimos dos criadores é a maneira de criar um ecossistema sustentável. Responderemos ativamente à necessidade de aumentos de taxas e melhorias nas políticas para os direitos dos detentores de direitos autorais”.

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