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Guitarras ‘serra elétrica’ e voz de elfo: conheça Udo Dirkschneider

O vocalista alemão traz ao festival disco clássico do Accept, seu antigo grupo

Udo Dirkschneider Divulgacao

O vocalista alemão Udo Dirkschneider (Divulgação)

Em 1983, não havia um fã de heavy metal sequer que não estivesse apaixonado por “Balls to the Wall”. Quinto disco do quarteto alemão Accept, ele se notabilizou pelas guitarras estilo “serra elétrica” de Wolf Hoffmann e Herman Frank, o peso de canções como a faixa-título e “Losers and Winners” e, acima de tudo, por causa dos gritos do vocalista Udo Dirkschneider, que se assemelham a um elfo no cio.

Dirkschneider deixou o grupo em definitivo no ano de 1996 (já tinha saído em 1987 e retornou cinco anos depois, mas dessa vez foi para valer). Dez anos atrás, criou o grupo Dirkschneider, onde toca apenas sucessos do Accept. É este combo que se apresenta no Bangers Open Air, festival dedicado a todas as escolas do rock pesado, que acontece nos dias 25 e 26 de abril. “Vamos tocar ‘Balls to the Wall’ na íntegra e clássicos do nosso repertório como ‘Princess of the Dawn’, ‘Fast as a Shark’, ‘Midnight Mover’, ‘Burning’…”, resume o cantor (e o adolescente que sabia de cor todas as letras dessa maravilha do Accept está salivando desde já).

A importância de “Balls to the Wall” vai além da qualidade das músicas e da produção, que uniu peso a um estilo mais radiofônico. Este foi o disco com o qual o grupo conquistou os Estados Unidos, o mercado mais disputado e importante do mundo. “Foi uma surpresa para todos nós, especialmente porque a canção título chegou a tocar 120 vezes nas rádios americanas”, diz Udo. “Foi incrível, sabe? A gente excursionou como Kiss, Motley Crue, Ozzy… Ou seja, tocamos com os grandes.” 

“Balls to the Walls”, aliás, é tão importante que durante a pandemia foi utilizada como um ato de filantropia. Udo regravou a música e os direitos autorais dessa execução foram utilizados para ajudar os roqueiros que passaram por dificuldades financeiras. “Sim, foi importante”, diz Udo, sem se estender muito sobre o assunto.

Surgido nos anos 1970 inicialmente com o nome de Band X, o grupo criado pelo vocalista Udo Dirkschneider adotou esse nome depois de se apaixonar por “Accept”, disco da banda inglesa de blues rock Chicken Shack. Mas a sonoridade com a qual o grupo se tornou conhecido foi melhor burilada no terceiro disco, “Breaker” (1981), um dos primeiros a causar um certo burburinho nos roqueiros brasileiros. “Foi o trabalho no qual chegamos à combinação ideal entre a minha voz e o som das guitarras, sabe? Receita que foi aprimorada no disco seguinte, ‘Restless and Wild’, que traz a canção ‘Fast as a Shark’. Para mim, ela é a pioneira do speed metal.”

Dirkschneider, grupo que Udo criou depois de sua partida do Accept, traz em sua formação velhos colaboradores do cantor alemão. O baixista Peter Baltes tocou no Accept de 1976 a 1996, os guitarristas Fabian Dee Damers e Mathias Dieth pertenceram ao U.D.O., grupo de música autoral do vocalista. A curiosidade fica por conta do baterista Sven Dirkschneider, nada menos que o filho de Udo. “Temos uma ótima relação. E, claro, não agimos como patrão e empregado, embora qualquer assunto que não seja música é tratado no particular”, diz Udo. “Mas normalmente ele está muito envolvido compondo músicas. “Faz dez anos que Sven faz parte da banda e estou muito feliz com isso. Além disso, é um ótimo baterista”, diz o “pai patrão”.

O  vocalista lançou, em 2002, o disco “My Way”. É um trabalho de recriações musicais, no qual ele desfilou as suas influências –há releituras do cantor americano Billy Squier, do Led Zeppelin, do Judas Priest e de Scorpions. “Eu gravei ‘He’s a Woman, She’s a Man. Os Scorpions são importantes porque foi a primeira banda alemã a adentrar no mercado americano”, diz Udo. “São músicas que gosto. Mas o mais importante foi que imprimi meu estilo. Não queria cantar como Klaus Meine, dos Scorpions, ou Rob Halford, do Judas Priest”, comenta. “A ideia surgiu durante a pandemia, um período realmente tedioso. Foi então que meu produtor sugeriu fazer um disco de covers. No final das contas, eu achei que ficou muito bom”, diz o cantor.

A prioridade, no entanto, é o Bangers Open Air. Serão uma hora e meia de apresentação, com o melhor do heavy metal alemão da década de 1980. “É uma festa de peso, grandes melodias e ótimas letras”, diz Udo.

 

Sobre o Bangers Open Air

A terceira edição do Bangers Open Air acontece dias 25 e 26 de abril no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP). Os primeiros nomes divulgados foram Black Label Society, Primal Fear, Tankard, Feuerschwanz, Korzus, Nevermore, Project46, Within Temptation e Crypta. Entre as atrações, estão Killswitch Engage, Jinjer, e o tão requisitado pelo público In Flames. Também foram confirmadas as presenças de Winger, Fear Factory, Onslaught, Evergrey, Amaranthe, Arch Enemy, Lucifer, Crazy Lixx, Roy Khan, Seven Spires, Silver Dust, Visions Of Atlantis, e Smith/Kotzen, de Adrian Smith (Iron Maiden) e Richie Kotzen

Os ingressos estão disponíveis pelo site Clube do Ingresso. Consulte valores, condições e setores disponíveis aqui.