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Relembre momentos inesquecíveis do Lollapalooza Brasil em todas as edições

Lama, shows épicos e fortes emoções

Letreiro no Lollapalooza 2025 (Sidnei Lopes/@observadordaimagem)

Letreiro no Lollapalooza 2025 (Sidnei Lopes/@observadordaimagem)

Falta pouco! A 13ª edição do Lollapalooza Brasil acontece nos dias 20, 21 e 22 de março de 2026, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. No line-up, Sabrina Carpenter, Chappell Roan Tyler, The Creator são alguns nomes que lideram o fim de semana de shows.

Além dos headliners, o evento promove o retorno de Lorde e a energia eletrônica de Skrillex. Estreias importantes como o grupo de K-pop RIIZE e o metal alternativo do Deftones completam a grade. A organização projeta um público de 100 mil pessoas por dia, reforçando a tradição de São Paulo como a capital dos grandes festivais.

A história do festival mais querido de São Paulo

O festival mais querido da cidade iniciou sua trajetória em 2012 e consolidou-se como um dos maiores eventos musicais do país. Após uma passagem marcante pelo Jockey Club, o festival encontrou sua casa definitiva no Autódromo de Interlagos, acumulando momentos inesquecíveis ao longo das edições. Com exceção do hiato em 2020 e 2021, o evento trouxe grandes nomes internacionais e nacionais para o solo paulista.

A transição do Jockey Club para Interlagos em 2014 marcou uma mudança de escala necessária para o crescimento do público. Enquanto as primeiras edições tinham um ar de festival boutique, a mudança para o autódromo permitiu uma infraestrutura maior. O relevo acidentado de Interlagos tornou-se uma marca registrada. Os famosos morrinhos do autódromo funcionam como arquibancadas naturais, o que permite uma visão privilegiada dos palcos mesmo para que quem está um pouco mais distante. Por outro lado, o público precisa encarar uma verdadeira maratona física, subindo e descendo ladeiras para não perder nenhuma atração.

Viver o Lolla exige preparo para as variações climáticas de São Paulo. A garoa típica da época costuma aparecer, transformando o gramado em lama e testando a animação dos fãs. Além dos shows, a experiência é movida pelas famosas ativações de marcas. Filas imensas se formam para conquistar brindes exclusivos, que vão de capas de chuva personalizadas a pochetes e óculos escuros. Consequentemente, o festival tornou-se um destino para pessoas de várias partes do Brasil e do mundo, que encaram horas de viagem para viver os três dias de imersão.

O transporte para o evento, historicamente um ponto de dificuldade, apresenta melhorias significativas com a operação 24 horas dos trens e metrô, facilitando o escoamento da multidão.

Veja momentos marcantes do Lollapalooza Brasil

2012: O batismo de chuva com Arctic Monkeys e Foo Fighters

A estreia brasileira ocorreu no Jockey Club e definiu o espírito de resiliência do público. O Foo Fighters entregou uma performance histórica. Dave Grohl comandou hits como “Everlong” para uma plateia que ignorou o frio. Além disso, o Arctic Monkeys fez um show especial debaixo de chuva.

2013: O grunge de Pearl Jam

A última edição no Jockey Club focou nas guitarras distorcidas. O Pearl Jam protagonizou um dos shows mais longos da história do evento. Eddie Vedder interagiu constantemente com os fãs em uma noite marcada por clássicos, especialmente do àlbum “Ten”. Por outro lado, o The Killers encerrou o festival com uma chuva de papéis picados ao som de “Mr. Brightside”.

2014: A estreia em Interlagos com Muse e Lorde

A mudança para Interlagos exigiu que o público aprendesse a lidar com distâncias maiores. O Muse trouxe uma produção visual impecável que preencheu o horizonte do novo local. No entanto, a jovem Lorde roubou a cena em sua primeira vinda ao Brasil. Ela apresentou o aclamado “Pure Heroine” para uma multidão que transbordava do palco secundário. O festival contou ainda com shows catarticos de Soundgarden, Arcade Fire e Nine Inch Nails.

2015: Jack White e o duelo de guitarras

A quarta edição refinou a logística de transporte, embora as ladeiras de Interlagos ainda surpreendessem os desavisados. No palco, Jack White entregou um show cru e virtuoso, mesclando sua carreira solo com sucessos do The White Stripes. Na mesma edição, o lendário Robert Plant provou que o festival sabia dialogar com diferentes gerações.

2016: O retorno triunfal de Eminem

O festival começou a flertar mais agressivamente com o mainstream. O rapper Eminem atraiu uma das maiores audiências do Palco Budweiser até então. Com um setlist repleto de sucessos de “The Marshall Mathers LP”, ele demonstrou o poder do rap. Além disso, o Tame Impala hipnotizou o público com suas projeções psicodélicas.

2017: A força do Metallica e a estreia de The Weeknd

O Metallica provou que o metal tem espaço cativo com uma apresentação épica e pirotécnica. Simultaneamente, o festival abria as portas para o R&B moderno  The Weeknd, que promovia o álbum “Starboy”. Essa mistura de gêneros tornou-se a nova marca registrada da curadoria.

2018: Red Hot Chili Peppers e o recorde de público

Esta edição é lembrada como uma das maiores em termos de volume de pessoas. O Red Hot Chili Peppers lotou Interlagos em uma noite de celebração ao funk rock.

2019: Kendrick Lamar e a aula de hip hop

Kendrick Lamar entregou uma performance minimalista e poderosa focada no disco “DAMN.”. Além dele, o Post Malone conquistou o público com sua simpatia característica. A edição consolidou o uso das pulseiras como único meio de pagamento no autódromo.

2022: O retorno após a pandemia e o luto por Taylor Hawkins

Após dois anos de silêncio em decorrência da pandemia de Covid-19, o festival voltou com uma carga emocional sem precedentes. O Foo Fighters cancelou sua apresentação devido ao falecimento repentino do baterista Taylor Hawkins. O domingo transformou-se em um grande tributo liderado por artistas nacionais como Emicida. Em outro show memorável, Miley Cyrus brilhou com a participação de Anitta em “Boys Don’t Cry”.

2023: Billie Eilish e a ausência de Drake

A edição de 10 anos em Interlagos trouxe Billie Eilish, que parou o festival com uma performance intimista. Entretanto, o evento ficou marcado pelo cancelamento de Drake poucas horas antes do show. O DJ Skrillex assumiu a vaga de última hora e transformou o autódromo em uma gigantesca pista de dança.

2024: A redenção do Blink-182

Após o cancelamento no ano anterior, o Blink-182 finalmente tocou para os fãs brasileiros. A banda de pop punk entregou um show nostálgico e cheio de energia para uma plateia que esperava décadas por esse momento. Além deles, a cantora SZA estreou no país com uma produção impecável baseada no álbum “SOS”.

2025: Olivia Rodrigo e o fenômeno “Guts”

A última edição foi dominada pela estética de Olivia Rodrigo. A cantora comprovou seu status de ícone com um coro ensurdecedor em “Vampire”. Além dela, Shawn Mendes retornou ao país com uma performance carismática, enquanto Justin Timberlake trouxe o brilho do pop clássico para o encerramento.