Gilsons lança nova música com Caetano Veloso e família
Trio lançou dois singles nesta segunda-feira (19)

Gilsons (Marina Zabezi/Divulgação)
O trio Gilsons – comandado por José, João e Fran – começa 2026 com um novo capítulo da carreira. Abrindo caminhos para o novo álbum, que chega em breve às plataformas, eles lançam as faixas “Minha Flor”, escrita em parceria com Arnaldo Antunes e com participações de Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso; além de “Bem Me Quer”, escrita com Narcizinho Santos.
“A nossa intenção com essas duas músicas foi trazer um pouco da cara do que se pode esperar. ‘Bem Me Quer’ abraça a nossa história, abraça a nossa sonoridade, a construção, ao mesmo tempo que tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho, a referência do Olodum, da canção deles, tudo isso é um abraço a nossa história”, diz Fran.
“Já ‘Minha Flor’ é uma sonoridade diferente de tudo que a gente vem fazendo e que traz um pouco da sensibilidade das canções, da escrita, dos assuntos. Então, a gente achou uma coisa boa para começar a contar a história desse disco. Essas duas canções são esses dois lugares opostos, ao mesmo tempo, e que se complementam como o disco”, diz o cantor.
Após colecionar sold out pelo Brasil e pelo mundo – incluindo Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Holanda e Irlanda – com seu primeiro disco, “Pra Gente Acordar”, o trio prepara um novo álbum.
“O disco, que chega em breve, é um retrato de luz. Mesmo depois de tudo que a gente viveu nesse último ano, a forma como juntos atravessamos por tudo isso. A gente começou o disco logo depois que minha mãe [Preta Gil] faleceu, então foi um processo que colaborou muito para essa cura que a gente tem vivido”, completa.
Homenagem à Preta Gil
Retrato do vínculo entre famílias, Gil e Veloso, a nata da cultura brasileira, se unem na faixa “Minha Flor”.
“No primeiro disco a gente optou por não ter nenhum feat, a gente queria realmente solidificar o nosso trabalho como trio e garantir essa nossa identidade no disco de agora. Então, pra essa nova fase, a gente se permitiu ter esses convidados. E ter os Velosos é muito incrível! A gente é superfã do Caetano, do Moreno e do Tom. É uma grande realização, e ainda mais sendo de uma composição que é parceria com o Arnaldo Antunes, que é outro grande compositor. E tudo fez muito sentido nesse momento, nessa canção”, diz João Gil sobre a parceria.

“A forma como se deu tudo em relação a esse encontro, essa gravação, a fluidez de tudo, a forma como aconteceu, é o retrato desse vínculo que a gente tem, dessa conexão. Ainda mais nesse momento todo da minha mãe. É muito claro esse vínculo de família. Eu e Moreno, a gente tem essa coisa de primos. Então, o Caetano é um tio e Tom acaba também sendo uma espécie de primo. A gente cresceu juntos, se fortaleceu nesse momento”, diz Fran.
“Foi muito bom estarmos no estúdio juntos, falarmos da vida, de tudo. A música ela amarra muito bem esse encontro. A música começou a fazer um sentido muito específico. Eu me conecto muito com a minha mãe através dela. Eu sempre fui falando isso através dos dias de estúdio, do processo todo, eu já ia comentando isso. Para mim ficou uma coisa muito clara, muito pessoal”.
Revivendo o sucesso de “Várias Queixas”, o Gilsons convidou novamente o parceiro Narcizinho para a nova faixa. “‘Bem Me Quer’ é uma música com uma sonoridade um pouco mais familiar, que pra gente é super especial. É uma composição do Narcizinho, e ter ele, não só na composição, mas também cantando com a gente, é uma forma de agradecimento por tudo que a gente tem conquistado”, diz João.
Em ambas as músicas, José foi responsável pela produção e fala um pouco sobre a evolução sonora das faixas.
“A gente quis buscar esse lugar de dar um passo à frente, mas sem perder a gênese do que era os Gilsons. Para que as pessoas que a gente já conquistou se identifiquem, e que as novas também se identifiquem com essa nova fase.”
A gente continua apostando na união das coisas gravadas acusticamente no estúdio, os violões, os baixos, os tambores afro-baianos, mas com os beats eletrônicos, que ficaram muito na minha responsabilidade de trazer esse molho dos beats, da concepção, de somar as batidas, de entender a concepção rítmica e pensar esses arranjos de percussão e tudo mais. A gente espera que o pessoal se identifique e a gente tá amarradão e feliz”, explica.

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