GenZ elege o pagode como a trilha sonora oficial do verão

Instrumentos do samba (divulgação)
O verão da Geração Z tem som, ritmo e identidade própria. Uma pesquisa realizada pelo InstitutoZ, núcleo de pesquisa da Trope-se, mostra que 58% dos jovens dessa geração apontam o pagode como a principal trilha sonora da estação. O dado evidencia um movimento de identificação no repertório musical que ganha força nos meses mais quentes do ano, mais ligado ao comportamento e às experiências vividas do que a uma preferência exclusiva por um gênero, e reforça o papel da música como elemento cultural capaz de traduzir encontros, celebrações e vivências coletivas do verão.
Ao analisar os estilos musicais que mais têm cara de verão, o pagode aparece em primeiro lugar para esta geração, seguido de perto pelo samba, citado por 53% dos respondentes. Esses dois ritmos, profundamente enraizados na cultura brasileira, ocupam espaço importante na forma como a GenZ vivencia a estação, seja em encontros com amigos, festas ou eventos ao ar livre. Funk e MPB empatam na terceira posição, ambos com 44%, mostrando que a geração também valoriza ritmos contemporâneos e clássicos, capazes de acompanhar diferentes momentos do verão, da diversão coletiva à apreciação mais introspectiva.
O pop nacional, com 38%, aparece logo em seguida, reforçando a diversidade de gostos e a valorização de músicas que combinam com o clima leve e festivo da estação. Além disso, ritmos latinos e populares marcam presença significativa: reggaeton é lembrado por 27%, brega e brega funk por 23%, axé por 21% e forró por 18%. Esses números mostram que a trilha sonora do verão da GenZ vai além do tradicional, incorporando influências urbanas e internacionais que dialogam com festas, encontros ao ar livre e celebração coletiva.
Cada porcentagem revela mais do que preferência musical: indica também um movimento cultural. O pagode lidera não apenas pelo gosto sonoro, mas por sua capacidade de envolver grupos, criar momentos de sociabilidade e acompanhar atividades coletivas típicas da estação de maneira intergeracional e com resgate ao que foi passado de uma geração à outra. O samba, tradicional e reconhecível, segue o mesmo caminho, trazendo consigo o simbolismo de festividades e rituais coletivos ligados à cultura brasileira. Funk e reggaeton, por sua vez, demonstram como a geração incorpora tendências globais e sonoridades urbanas, aproximando experiências locais e internacionais em playlists, festas e encontros.
Os ritmos como axé e forró, mesmo com menor porcentagem, reforçam a diversidade e o vínculo com a cultura popular brasileira, lembrando que o verão da GenZ combina tradição e contemporaneidade. Já o brega e o brega funk, com 23%, mostram a capacidade da geração de abraçar gêneros menos mainstream, mas que têm forte presença nas redes sociais e na vida noturna, ocupando um espaço simbólico importante na identidade musical da estação.
Em síntese, o estudo evidencia que a música do verão para a Geração Z é plural, conectada à coletividade e fortemente ligada à experiência cultural. O pagode, seguido de samba, funk, MPB, pop nacional e ritmos populares, compõe uma trilha sonora que não se organiza por hierarquia, mas pela convivência entre estilos. Esse consumo musical híbrido reflete um comportamento marcado pela diversidade, pela autoexpressão e pela abertura à experimentação, especialmente em um contexto de maior presença fora de casa, em que a música funciona como elo de socialização e descoberta. O verão, portanto, não é apenas uma estação do ano para a GenZ: é um território cultural definido pela mistura de ritmos, pela intensidade dos encontros coletivos e pela busca constante por novas experiências.
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Luiz Menezes, 26 anos, 30under30 do Meio&Mensagem e Linkedin Top Voice. Atua como creator, empresário e apresentador. Em 2021 criou a Trope-se, consultoria de novas gerações que conecta marcas à GenZ e Gen Alpha por meio de insights antropológicos, ajudando empresas a se tornarem relevantes na cultura digital. A empresa atua como o braço da Geração Z das marcas e conta com o InstitutoZ, núcleo pioneiro de pesquisa sobre comportamento e consumo dessas gerações, atendendo clientes como Meta, Google, Itaú, BRF, Mondelez, P&G e Oi, também fundado por ele.
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