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Entrevista: JOOHONEY fala sobre dor, instinto e loucura em novo álbum, ‘INSANITY’

Integrante do MONSTA X se declara para os fãs do Brasil em bate-papo

Joohoney, do MONSTA X

JOOHONEY, do MONSTA X (Starship Entertainment/Divulgação)

Exibindo versatilidade artística, JOOHONEY deu mais um passo na carreira como solista. O rapper, que é integrante do MONSTA X, lançou o segundo álbum solo, “INSANITY”, no início do mês. O projeto conta com sete faixas e o artista contribuiu para a composição e escrita de todas as músicas do disco.

“Assumir o controle criativo total significou carregar toda a responsabilidade sozinho. Em um grupo, ideias e decisões são compartilhadas, mas trabalhar sozinha significava que cada escolha, desde as letras e melodias até a direção emocional, recaía inteiramente sobre mim”, diz JOOHONEY em entrevista para a Billboard Brasil.

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“Às vezes, essa responsabilidade parecia assustadora, mas também me impulsionou a ser completamente honesto comigo mesmo. Enfrentar esse desafio permitiu que o álbum se tornasse o reflexo mais autêntico de quem eu sou agora, tanto emocional quanto criativamente”.

“Acima de tudo, espero que essa honestidade e dedicação alcancem os fãs que ouvem o álbum, permitindo que eles sintam o coração e o esforço por trás de cada faixa”.

O single “Bite” tem um toque brasileiro: o duo Tropkillaz, formado por Laudz e Zegon, assinam a composição da música. JOOHONEY também colaborou com Rei, do IVE, em “Push”, que ganhou um clipe. O rapper também trouxe a voz de Muhammad Ali em “Sting” e colaborou com Tiger JK para “Touch the Sky”.

JOOHONEY, do MONSTA X
JOOHONEY, do MONSTA X (Starship Entertainment/Divulgação)

“Admiro o trabalho do Tropkillaz há muito tempo, então colaborar com eles foi uma grande honra. Eles são produtores incrivelmente talentosos, e trabalhar juntos foi inspirador e empolgante. Adoraria colaborar com eles novamente em outro projeto algum dia”, elogia JOOHONEY.

O rapper está com data marcada para voltar ao Brasil. O MONSTA X traz a turnê “NEXUS” para São Paulo no dia 9 de junho. Informações sobre os preços dos ingressos ainda não foram divulgados.

Leia a entrevista com JOOHONEY, do MONSTA X

Billboard Brasil: Você retorna ao Brasil em 2026 com o MONSTA X. O que podemos esperar desse show e quais memórias do Brasil você tem de visitas anteriores?
JOOHONEY: O Brasil sempre me marcou profundamente. Os fãs de lá são apaixonados, sinceros e emocionalmente abertos, e essa energia permanece conosco muito tempo depois do show. Me lembro de visitas anteriores como a plateia é barulhenta e calorosa, e como eles se conectam profundamente com a nossa música. Quando o MONSTA X retornar em 2026, os fãs podem esperar não apenas uma performance poderosa, mas também uma repleta de energia genuína e momentos que nos permitirão compartilhar nossa música e nossa gratidão com eles. O Brasil sempre nos inspira e mal podemos esperar para sentir essa conexão novamente.

Uma vez, em um programa de rádio, você disse que uma das coisas mais difíceis para um artista é não ver um fã que costumava frequentar seus shows. Quando isso acontece, o que passa pela sua cabeça?
Quando enfrento momentos como esse, meu primeiro pensamento costuma ser: “Talvez eu não tenha feito o suficiente…”, ou me pergunto por que isso aconteceu. Pode ser doloroso, claro, mas também me lembra de me concentrar no que posso fazer; de dar tudo de mim como cantor para os fãs que continuam aqui, me apoiando agora. São esses momentos que me motivam a trabalhar mais e demonstrar minha gratidão, não apenas em palavras, mas através da minha música e das minhas apresentações. É uma forma de me conectar com eles, mesmo quando nem sempre podem estar na minha frente.

Você também disse sobre uma época em que viu um fã segurando o lightstick de outro artista e ficou muito abalado. Como você lida com esse tipo de sentimento hoje em dia, especialmente em uma indústria tão competitiva quanto o K-pop?
Honestamente, esses sentimentos podem ser muito difíceis e dolorosos. Existem tantos artistas incríveis por aí, e as tendências mudam constantemente, o que às vezes pode fazer você se sentir sozinho ou questionar a si enquanto tenta crescer. Já tive momentos em que até me perguntei se deveria continuar. Mas saber que existem pessoas que me amam, mesmo que seja apenas uma pessoa, me lembra por que faço isso. No momento, meu foco está nelas acima de tudo, e vivo cada dia determinado a dar o meu melhor para os fãs que permaneceram comigo. O apoio deles é o que me mantém firme, e é o que levo para cada apresentação e cada música.

“INSANITY” parte da ideia de que “só enlouquecendo é possível brilhar”. O que significa “enlouquecer” para você?
Para mim, “enlouquecer” não significa perder o controle, mas sim entregar tudo. Emocional e pessoalmente, significa superar desafios e estar totalmente presente, em vez de me conter. Artisticamente, significa correr riscos, confiar nos meus instintos e expressar minhas paixões sem reservas. É assim que eu realmente brilho, me dedicando completamente e me entregando de corpo e alma a tudo o que crio. É nesses momentos de imersão total que me sinto mais vivo, e espero que essa energia chegue aos fãs que vivenciam minha música e minhas apresentações.

Em que momento você percebeu que precisava cruzar a linha entre instinto e controle para continuar crescendo como artista?
Sempre acreditei que instinto e controle caminham juntos na arte. Mas o momento em que percebi que precisava cruzar essa linha foi no palco. Foi durante um período em que eu havia feito uma pausa devido a problemas de saúde mental e depois retornei. Ao voltar com essa mentalidade, entendi que, para realmente crescer, eu precisava confiar nos meus instintos, guiando-os com controle… Me permitindo sentir e me expressar plenamente no momento. Essas experiências me ensinaram muito e continuam a moldar a maneira como me conecto com a minha música e com os fãs que me apoiaram ao longo do caminho. A presença e o incentivo deles tornaram cada passo dessa jornada possível.

Quais foram os desafios de assumir o controle criativo total (escrevendo e compondo todas as faixas) em comparação com o trabalho em grupo?
Assumir o controle criativo total significou carregar toda a responsabilidade sozinha. Em um grupo, as ideias e decisões são compartilhadas, mas trabalhar sozinho significava que cada escolha, desde as letras e melodias até a direção emocional, recaía inteiramente sobre mim. Às vezes, essa responsabilidade parecia assustadora, mas também me impulsionou a ser completamente honesto comigo mesmo. Enfrentar esse desafio permitiu que o álbum se tornasse o reflexo mais autêntico de quem eu sou agora, tanto emocional quanto criativamente. Acima de tudo, espero que essa honestidade e dedicação alcancem os fãs que ouvem o álbum, permitindo que eles sintam o coração e o esforço por trás de cada faixa.

JOOHONEY, do MONSTA X
JOOHONEY, do MONSTA X (Starship Entertainment/Divulgação)

“STING” usa a dor como prova de existência. Hoje, você vê a dor mais como uma ferida ou como evidência de que está vivo e em movimento?
Vejo a dor como evidência de que estou vivo e seguindo em frente. A dor mostra que corri riscos, me desafiei e saí da minha zona de conforto. Em “STING”, ela representa existência, movimento e consciência. Em vez de algo a ser evitado, a dor se tornou um sinal de que estou crescendo, vivendo plenamente e aprendendo. Espero que essa perspectiva também alcance os fãs, para que eles possam ver suas próprias lutas como prova de sua força e movimento na vida.

Músicas como “Fear”, “Bite” e “NO BRAIN NO PAIN” abordam temas emocionais. Teve alguma faixa que foi particularmente difícil de escrever ou gravar por tocar em algo muito pessoal?
Acho que a música que foi particularmente difícil foi “NO BRAIN NO PAIN”. Enquanto escrevia a letra, sentia como se cada palavra estivesse perfurando meu peito. Foi como se eu estivesse escrevendo uma carta para o meu eu do passado, dizendo: “Você passou por muita coisa, não é? Está tudo bem”. Naquele momento, eu me vi me confortando e me encorajando, e isso também me lembrou dos nossos fãs, os MONBEBE, que estiveram comigo em todos os momentos. Cada verso foi gravado com esse sentimento genuíno em mente, então o processo foi especialmente desafiador porque as emoções eram muito pessoais.

Você sente que este álbum fecha um ciclo ou abre um novo capítulo, ainda mais intenso?
Vejo como a abertura de um novo capítulo, ainda mais intenso. Este álbum dá continuidade à visão de mundo do meu primeiro álbum, “LIGHTS”, onde a luz simboliza que “quanto mais profunda a escuridão, mais forte a luz se torna”. Neste segundo álbum, esse conceito evolui para Gwang (光), uma palavra que carrega os significados de “luz” e “loucura”. Através dela, quis mostrar que às vezes é preciso abraçar um pouco de loucura para brilhar de verdade. O álbum começa com a pergunta: “Como todos podem encontrar forças para brilhar intensamente em um mundo sombrio?” e reflete minha jornada contínua de compreensão da luz através das minhas próprias experiências. Espero que essa jornada também possa ressoar com os fãs.

A dupla brasileira Tropkillaz é creditada em “Bite”. Como foi trabalhar com eles?
Eu admiro o trabalho do Tropkillaz há muito tempo, então colaborar com eles em “Bite” foi uma grande honra. Eles são produtores incrivelmente talentosos, e trabalhar juntos foi inspirador e empolgante. Adoraria colaborar com eles novamente em outro projeto algum dia.

MONSTA X
MONSTA X vem ao Brasil em 2026 (Divulgação)