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Em feito raro no pop, Dua Lipa assume postura anti-Israel após demitir agente

Michael Eavis enviou mensagem ao festival Glastonbury com exigências políticas

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A cantora Dua Lipa (Reprodução)

A cantora Dua Lipa dispensou seu agente David Levy, da agência WME, depois que ele assinou uma carta pedindo a exclusão da banda de rap irlandesa Kneecap do Festival de Glastonbury, em julho deste ano. O documento, enviado de forma privada ao fundador do festival, Michael Eavis, foi subscrito por artistas e profissionais da indústria musical, mas acabou vazando e gerou forte reação no meio artístico.

De acordo com o Mail on Sunday, a decisão de Dua Lipa está ligada à sua postura pública em defesa da Palestina, vista como incompatível com a posição de Levy. “Ela o considera um apoiador da guerra de Israel em Gaza e do tratamento dado aos palestinos, algo que ficou claro pela carta enviada a Michael Eavis”, afirmou uma fonte da indústria ao jornal britânico.

Apesar da pressão, o Kneecap manteve sua participação no festival. O grupo, que nega apoiar organizações como Hezbollah e Hamas, enfrenta processos no Reino Unido — um de seus integrantes, Liam Og O hAnnaidh (Mo Chara), foi acusado de exibir uma bandeira do Hezbollah em 2023. O caso segue em tramitação. Recentemente, o trio também foi barrado de entrar no Canadá sob acusação de apoiar violência política, decisão que os músicos classificaram como “falsa e maliciosa”, com ameaça de ação judicial.

O episódio ocorre em meio à mobilização crescente de artistas pró-Palestina. Na última sexta-feira (19), mais de 400 músicos e gravadoras aderiram à iniciativa “No Music for Genocide”, que retira seus catálogos de Israel em protesto contra a guerra em Gaza e o que chamam de “limpeza étnica na Cisjordânia ocupada”.

A WME, agência que representava Dua Lipa, ainda não se pronunciou sobre o caso.