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Do sul para o topo: Meno K consolida o funk gaúcho nas paradas nacionais

MC Meno K

MC Meno K (Divulgação)

Se alguém ainda duvida da força do funk feito fora do eixo Rio-São Paulo, os números de Meno K entre o final de 2025 e o começo de 2026 encerram qualquer debate. O artista, natural do Rio Grande do Sul, se colocou nas paradas de sucesso, cravando nada menos que 11 músicas no Billboard Brasil Hot 100. O desempenho é puxado pelo fenômeno “Jetski”, que ocupa a liderança do ranking, seguido de perto por faixas como “Posso Até Não Te Dar Flores” (2º) e “Amo Minha Favela” (3º).

A lista de sucessos do gaúcho no chart é extensa e variada:

  • “Gauchinha” (6º)
  • “Diário de um Cafajeste” (10º)
  • “Set do DJ Japa NK 2.0” (17º)
  • “Lembrei de Tu” (21º)
  • “Semi Nua” (40º)
  • “Famosinha” (52º)
  • “Set do DJ Yuri Pedrada” (78º)
  • “A Firma Segue Lucrando” (95º)

A visão de longo prazo e o MC influenciador

Para além do talento vocal e da escolha de batidas viciantes, Meno K demonstra uma visão de mercado que prioriza a longevidade. O artista entende que, no cenário atual, a barreira entre o palco e a tela do celular é inexistente. Para ele, a carreira de um MC de sucesso em 2026 exige uma postura que vai além da gravação em estúdio: é necessário assumir o papel de influenciador digital para manter a conexão com a base de fãs.

Meno K analisa que o comportamento do público de funk é distinto de outros nichos da música urbana, como o trap, onde o mistério e a escassez de informações costumam ser ferramentas de marketing. No funk, a demanda é pela hiperatividade e pela proximidade constante.

“Hoje, eu acho que o artista não tem que só saber cantar, ele tem que ser um artista influenciador. Está com trabalho novo? Tem que encher de stories, de reels. É isso que o público do funk espera também”, explicou o cantor à Billboard Brasil. Ele reforça que essa exposição é o combustível do gênero: “Eu vejo que em outros gêneros, como trap, é ao contrário. O artista trabalha mais nessa coisa do segredo, do pouco. No funk, o ritmo é outro”.