Vídeo: Curador do Lollapalooza revela bastidores do festival no Brasil
Marcelo Beraldo foi bancário, abriu restaurante japonês e viajou o mundo

Marcelo Beraldo e Monique Dardenne (Marcos Bacon)
No quinto episódio do videocast “Música Que Não Toca Por Aí”, o diretor e curador musical do Lollapalooza Brasil, Marcelo Beraldo, deu detalhes sobre os bastidores do festival. No bate-papo com Monique Dardenne, ele falou sobre sua relação com a música, desde as memórias mais antigas ao lado do pai até a descoberta de que a paternidade redefine tudo.
A trajetória de Beraldo até o posto de curador do Lollapalooza é pouco convencional. Aos 22 anos, trabalhou no mercado financeiro, inspirado pelo filme “Wall Street”. Após uma bem-sucedida passagem por um banco no setor de investimentos, pediu demissão e embarcou em um sabático de três anos e meio que incluiu Austrália, Indonésia, Havaí e África do Sul. “Um dos momentos mais importantes da minha vida, de auto-conhecimento”, relembra.
De volta ao Brasil, abriu o restaurante japonês JAM, que completa 24 anos, e onde a música ao vivo sempre foi protagonista. Foi ali, na convivência com os músicos, que o negócio tomou forma. Ele fundou a Barong, produtora artística, e aplicou a visão de profissionalização aprendida nos bancos. Um de seus ensinamentos é pragmático: em cursos de music business, ele diz para os alunos começarem pela planilha. “Esquece a música num primeiro momento. Se a planilha não estiver bem feita, não vai ter música. Se a planilha parar de pé, a música vai vir.”
Convidado para ser diretor da Geo (empresa da Globo) em 2010, Marcelo participou ativamente das negociações que trouxeram o Lollapalooza ao Brasil em 2012. Ele revelou como a aliança com Colômbia e Chile criou uma “rota sul-americana” que otimiza a vinda de artistas, que conseguem fazer de 4 a 6 shows em 10 ou 15 dias.
Sobre a montagem do line-up, explicou que o processo começa com 2 ou 3 anos de antecedência, analisando disponibilidade, turnês e orçamento. Um diferencial é a força da C3, empresa parceira que possui aproximadamente 40 festivais nos EUA, funcionando como uma vitrine para identificar artistas com potencial para estourar no futuro.
“Os headliners internacionais são quem paga a conta e vende o ingresso, e a gente assumiu isso”, afirma, com transparência. No entanto, isso não abafa o papel do festival como vitrine. Beraldo tem autonomia total sobre o line-up nacional e faz questão de usar esses espaços para fomentar talentos brasileiros: “Abrir espaço para bandas menores e dar um segundo ou terceiro passo na carreira delas é um compromisso.”
Sobre o line-up de 2026, que gerou grande impacto no mercado, ele admite: “Não tinha certeza se ia acontecer dessa forma. Foi um choque positivo, mas que traz a responsabilidade de manter o nível, e não é fácil.”
Assista ao ‘Música Que Não Toca Por Aí’ com Marcelo Beraldo
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