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Conheça as selecionadas do Pitch WME 2025

Premiação acontece em 17 de dezembro

Akila, Dandarona e Djuena

Akila, Dandarona e Djuena (Divulgação)

O Women’s Music Event (WME) vai além de premiar e homenagear mulheres da música brasileira. O festival também tem o compromisso de apresentar ao público novos sons, artistas e culturas.

Uma das iniciativas é o Pitch oficial, que abre espaço para cantoras em início de carreira apresentarem seus trabalhos a uma bancada de profissionais do mercado. Em 2026, as selecionadas são Akila, Dandarona e Djuena Tikuna.

Conheça as selecionadas do Pitch WME 2025

Akila

Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, Camila Alda assumiu o nome Akila para comandar as picapes e se lançar como DJ. Ela já coleciona sets com festas como Boiler Room, Brasil Grime Show e a Rinse FM, que acontece no Reino Unido e França.

Seu trabalho artístico também já chegou nos bastidores da música, quando ela atuava como fotógrafa e designer. O desejo de começar a discotecar surgiu em 2018, quando ela se aprofundou em gêneros como UK garage, grime e drill.

Em conversa com a Billboard Brasil, ela fala sobre a importância de participar do Pitch.

“Acho que é a confirmação de um trabalho bem-feito. Admiro muito o que as mulheres do WME fazem e sei o quão importante é curar e destacar novas mulheres na música e dar espaço.Enviei minha inscrição para o pitch muito confiante e, confesso, ver as outras e outres artistas no pitch foi algo mágico. Me sinto muito honrada por ter sido selecionada como uma das apostas deste ano, em meio a tantos talentos.”

Ouça Akila no Boiler Room

Dandarona

Dandara Luz, conhecida como Dandarona, nasceu em Olinda e mora em Natal. Ela já marcou presença em grandes festivais da região, como MADA, Rec-Beat, além de festas relevantes do cenário da música eletrônica, como Mamba Negra.

“Participar do pitch do WME chega em um momento muito simbólico para mim. Acabei de lançar meu primeiro EP, ‘LASTRO‘, que marca uma nova fase na minha trajetória como produtora musical e artista. Estar entre as finalistas do pitching reforça a sensação de que esse novo ciclo está se abrindo de forma potente, com reconhecimento e espaço para minhas ideias crescerem. Mais do que uma oportunidade de apresentar projetos, é uma validação do caminho que venho construindo ao longo desse tempo, unindo minha pesquisa sonora, a pista e a criação de novos espaços para que outras artistas também se fortaleçam”, celebra ela.

Ela atua como DJ e produtora musical e assina sets que misturam diversos estilos musicais, como techno, funk e club music. Dandarona lançou seu primeiro single em 2024, chamado “Bate So Much”. No início de novembro, colocou no ar seu EP de estreia, “LASTRO”.

Ouça “LASTRO”, de Dandarona

Djuena Tikuna

Djuena tem uma trajetória de 15 anos no mundo artístico sendo, representando sua língua materna, o tikuna. Seu trabalho tem levado o território e a luta pelos direitos indígenas para o centro dos palcos no país inteiro. É a primeira jornalista indígena formada no Amazonas e atua também como documentarista.

Além de jornalista, ela é cantora, produtora cultural e ativista. O  seu interesse pela música começou com a sua família. A mãe e a avó tiveram influência direta nos gostos de Dijuena porque a mãe foi cantora do tradicional grupo musical indígena Wotchimaücü.

“Estar em um espaço que reúne lideranças, profissionais e mulheres que transformam o mercado musical significa ocupar um lugar de resistência e, ao mesmo tempo, contribuímos para abrir caminho para que outras artistas indígenas possam chegar também. Somos a continuidade daquelas que cantaram antes de nós”, celebra Djuena.

Djuena foi a primeira indígena a produzir e protagonizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas, em 2017. Além disso, ela foi uma das pioneiras em interpretar o Hino Nacional Brasileiro em língua materna, apresentando-se nos Jogos Olímpicos do Rio e no Congresso Nacional.

A sua carreira musical tem vários marcos importantes.  Lançou o álbum “Tchautchiüāne” (indicado ao Indigenous Music Awards) , “Wiyaegü (2019) e o projeto multidisciplinar “Torü Wiyaegü (2022). As suas canções “Maraka’anandê” e “Tetchi Arü N’güi” integram as trilhas sonoras da novela “Terra e Paixão e do reality “No Limite – Amazônia”.

Ouça “Jungle Beat”, de Marcelo Nakamura e Djuena Tikuna