7 coisas que aprendemos com o documentário ‘O Reencontro’ do BTS
Produção chegou ao catálogo da Netflix nesta sexta-feira (27)

BTS (Netflix)
Foi uma longa jornada, mas o BTS finalmente está de volta. E no novo documentário da Netflix, “BTS: O Reencontro”, que estreia nesta sexta-feira (27), os astros do K-pop oferecem aos fãs um olhar íntimo sobre a criação de “ARIRANG”, o primeiro álbum do grupo em quase quatro anos.
Durante as filmagens, o diretor Bao Nguyen refletiu bastante sobre “a mitologia de alguém que parte”, contou à Billboard, sugerindo que o retorno triunfal da banda tem muito em comum com a história de Ulisses voltando para casa e encontrando Penélope.
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Uma comparação bastante ambiciosa, embora o filme em si adote uma visão muito mais realista da maior boy band do mundo enquanto eles estabelecem sua era “2.0”. Nele, as sessões de estúdio do álbum — realizadas ao longo de dois meses em Los Angeles (EUA) e depois continuadas em Seul — são capturadas com uma transparência surpreendente, oferecendo um vislumbre direto do processo artístico enquanto o BTS enfrenta exaustão, bloqueios criativos e desentendimentos entre si e com a gravadora.
“Sinto que tudo em nós mudou, pelo menos um pouco”, diz V em certo momento. E embora possa haver verdade nessa afirmação — especialmente considerando que os membros cumpriram o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul e lançaram trabalhos solo nesse período —, por meio de conversas perspicazes dentro de carros e imagens granuladas em primeira pessoa captadas por câmeras de vídeo, o documentário serve como um lembrete direto do porquê o mundo se apaixonou por esses sete rapazes em primeiro lugar.
Das constantes lutas com a fama às muitas conversas difíceis que ocorreram durante a produção de ARIRANG, aqui estão sete pontos-chave de “BTS: O Reencontro”.
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1. O álbum foi feito em um prazo apertado
As sessões de gravação do álbum, que duraram dois meses em Los Angeles, começaram em julho, logo após Suga receber alta do serviço militar no final de junho. O documentário começa quando Jin chega em agosto, voando direto para se juntar a eles após concluir sua turnê solo. Assim, o trabalho no projeto já estava bastante avançado.
A “estrutura” estava completa naquele momento, diz RM, mas eles continuaram as sessões na esperança de “se inspirarem e criarem músicas novas e melhores”. Como revelado posteriormente, o grupo produziu cerca de 100 faixas durante esse período, algo que j-hope descreve aqui como “operar como uma fábrica”.
“Queríamos evitar uma longa pausa após a baixa”, diz Jimin durante um jantar com os outros membros sobre o estresse que estavam sofrendo para terminar até março. “Então agora estamos correndo contra o tempo, sendo que é um projeto especial.”
2. O título e o conceito surgiram tarde no processo
Enquanto buscavam as duas músicas finais, o BTS se deparou com um impasse, sem ter certeza do panorama geral que estavam perseguindo. O grupo não conseguia enxergar a floresta por causa das árvores, diz RM, acrescentando: “Não tenho uma noção real do que este álbum deveria ser.”
É aí que entra a gravadora, que apresenta o título e o conceito de “ARIRANG”. O documentário mostra o diretor criativo executivo da Big Hit, Boyoung Lee, apresentando aos membros a história dos sete homens coreanos que visitaram a Universidade Howard em 1896, três dos quais emprestaram suas vozes à primeira gravação conhecida de “Arirang”.
Lee também observa que a canção folclórica pode se conectar aos sentimentos de saudade que o BTS sentiu enquanto estava longe da música e dos fãs. Embora os membros, em geral, concordassem com a ideia, RM hesitou um pouco ao ser comparado a “heróis e lendas”.
A equipe da HYBE também apresentou ao grupo painéis de inspiração visual e musical. Entre as referências? As capas dos álbuns “Brat”, da Charli XCX, “Astroworld”, do Travis Scott, “Renaissance”, da Beyoncé, “Chromakopia”, do Tyler, the Creator, e “Yeezus”, do Kanye West. (“Eu simplesmente não consigo assimilar tudo isso agora”, diz Jimin, aparentemente emocionado. “Precisamos sentir isso por nós mesmos.”)
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3. O grupo rejeitou a duração do sample de “Arirang”
Na tela, os membros debatem intensamente sobre a extensão de “Arirang” a ser usada em “Body to Body”. j-hope elogia a versão inicial da faixa — na qual a gravação folclórica tradicional é incorporada à mixagem por trás dos vocais principais do BTS — por construir sutilmente a partir do sample, mas V e RM se preocupam que ainda seja muito direta e até mesmo distraia quando combinada com os outros elementos da música. “Talvez seja porque somos coreanos?”, questiona RM. “E é por isso que soa meio estranho?”.
Após retornarem a Seul, a equipe da HYBE traz aos rapazes uma versão com um sample mais longo — como aparece no álbum — e eles a rejeitam unanimemente.
“Pessoalmente, quanto mais longo, mais constrangido eu fico”, diz Jimin, enquanto Suga propõe reservar essa versão estendida para as apresentações ao vivo. O presidente da HYBE, Bang Si-Hyuk, finalmente intervém, pedindo-lhes que imaginem estádios lotados ao redor do mundo cantando “Arirang”, e sugerindo que o BTS tem muito mais a ganhar do que a perder ao abraçar de todo o coração o tema musical.
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4. Membros também tinham preocupações com as letras em inglês
“Acho que tem letras em inglês demais”, diz Suga durante uma reunião, afirmando que os versos de rap, em particular, poderiam ter mais coreano. RM concorda: “Precisamos de um certo nível de autenticidade aqui”. Mas, embora uma executiva da Big Hit compartilhe da mesma opinião, ela os encoraja a equilibrar o desejo por autenticidade com a necessidade de apelo global.
Como o grupo está trabalhando com pouco tempo, RM se oferece para gravar áudios para os membros verificarem a pronúncia, embora até ele expresse preocupação durante o processo de composição de que algumas frases possam soar estranhas por ele não ser falante nativo.
5. A experiência militar influenciou a composição
O tempo tem um grande peso neste álbum, enquanto os membros se readaptam ao ritmo da vida de superestrelas. Ao escrever a letra de “NORMAL”, RM menciona que não sabe o que fazer consigo mesmo quando as coisas desaceleram; no entanto, o rapper também não suporta a rotina.
“A ideia de acordar todos os dias me assusta um pouco”, reflete ele. “Não o ato de acordar em si, mas a ideia de os dias se repetirem, como no exército.” O refrão de “SWIM” é menos uma ordem do que um monólogo interior com o qual ele se familiarizou recentemente. “Como se alguém, ou eu mesmo, estivesse quase desistindo”, diz RM. “Mas não 100%.”

6. “SWIM” lembrou o BTS de “Dynamite”
O BTS sabia que “SWIM” era uma escolha arriscada para single principal. V chama isso de uma mudança na “direção oposta” do que eles tinham em mente originalmente; Jimin, apesar de gostar, pergunta se a música é realmente a escolha certa, já que é muito mais suave do que as pessoas esperavam.
Mas esse desvio da norma do BTS é exatamente o motivo pelo qual pareceu certo para a banda no final. Como Suga observa, não seria a primeira vez que eles arriscaram muito e foram recompensados. Em 2020, mais da metade dos membros era contra o lançamento de “Dynamite”, compartilha Jimin, mas a faixa em inglês acabou se tornando o primeiro hit número 1 do septeto na Billboard Hot 100.
7. Como o BTS lida com o peso da fama
No documentário, o BTS aproveita um merecido tempo livre na praia. Apesar de o grupo curtir a tarde sem interrupções, os membros explicam posteriormente o impacto significativo da fama sobre eles. Jin expressa a sensação de ser “bem-sucedido demais” para o seu próprio bem, e Jung Kook deseja poder se distanciar das constantes expectativas e do escrutínio. “Acho que uma parte de mim só quer ser cantor”, diz ele. “E nada mais.”
A forma como o grupo lida coletivamente com esse peso, explica RM, é a essência do BTS. “Mesmo separados, nenhum de nós está sozinho”, afirma. “E se nós sete pudermos continuar juntos nessa jornada, podemos nadar para onde a maré nos levar.”

[Este conteúdo foi traduzido da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui.]
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