Lolla BR 2026: Entre rimas e o samba, 2ZDinizz leva seu rap ao Coke Studio

2ZDinizz no Coke Studio (Tati Silvestroni)
Criado entre as rimas e o samba, 2ZDinizz lançou um dos grandes discos do rap brasileiro em 2024, com “Patrono”. O trabalho que o alçou a voos mais altos o levou também ao Coke Studio, no domingo (22), dentro do Lollapalooza Brasil 2026, em São Paulo. O rapper de 31 anos é uma das revelações que o Billboard Descobre levou ao palco da iniciativa da Coca-Cola no Autódromo de Interlagos, onde mostrou suas crônicas boêmias em formato de música.
2ZDinizz — lê-se Dois Z Diniz — é o nome artístico de Diniz, um gaúcho que saiu ainda criança de Porto Alegre e foi criado em Niterói. Lá, absorveu a música desde cedo e construiu a vivência que mais tarde se transformaria em composições e letras profundas, que reverberam na voz grave do rapper.
O artista chamou atenção no Coke Studio principalmente com músicas de “Patrono”, uma das estreias mais marcantes do rap. A capa do álbum traz de um lado uma guia de Exu, que simboliza sua fé, e do outro um livro dos Racionais MC’s, indicando sua formação no rap e na periferia. “Essas duas figuras são a minha cruz e a minha espada”, disse ele em 2025 .
2ZDinizz mostrou presença de palco, trocando energia com o público e esbanjando carisma. Além de “Patrono”, o rapper também ganhou alcance com singles lançados em 2025, especialmente “Beatriz” e “Pensando em Mim”, em parceria com Matchola.
Quem é ele?
O rap entrou na vida de Diniz nas rodas de freestyle, no skate e na percepção de que sua música podia contar histórias e sensibilizar as pessoas. Ele contou ao podcast S0S que foi levado ainda criança pela mãe de Porto Alegre para o Rio de Janeiro, numa tentativa de afastá-lo de um ambiente mais instável com o pai.
Em Niterói, tudo se misturou: rua e praia, samba e espiritualidade. A música já estava dentro de casa, ouvindo gente como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho.
Mais tarde, passou a andar de skate, onde conheceu amigos que o apresentaram ao rap. Black Alien, uma influência evidente em sua voz, foi o primeiro nome que ouviu. 2ZDinizz foi para o freestyle e logo também passou a escrever suas letras.
Na adolescência, formou o grupo Card Principal, sua “faculdade” na música, mas o projeto não foi pra frente. Ele precisou trabalhar fora da sua paixão e foi até operador de telemarketing.
Ele já contou que o retorno ao rap foi por uma necessidade: o fim de um relacionamento o fez voltar a escrever. Seu rap virou com “Maré”, uma música que escreveu, mas demorou a lançar. Quando ela saiu, furou a bolha local de Niterói e permitiu que ele apostasse novamente no seu talento.
Ainda houve um tempo até ele achar sua sonoridade, mas ela veio forte em “Patrono”, que traz o peso do rap de grupos como Racionais, mas a musicalidade de estilos como o samba e a espiritualidade nas letras.
“Patrono” mostrou a dura realidade que formou 2ZDinizz. “Beatriz” o trouxe vulnerável. E agora, depois de estrear no Coke Studio, em pleno Lolla BR 2026, o gaúcho mais niteroiense do rap escancarou as portas para crescer forte na cena do rap nacional.
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