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Lolla BR 2026: Após cantar ‘escondido’, Ana Morais leva MPB ao Coke Studio

Ana Morais no Coke Studio (Tati Silvestroni)

Ana Morais no Coke Studio (Tati Silvestroni)

Ana Morais cresceu numa família bem conhecida para os brasileiros, mas seu primeiro impulso artístico veio de forma discreta: ela começou a cantar quase em segredo. Tímida, esperava a família sair de casa para se sentar ao piano de cauda da sala e praticar. As primeiras gravações também ficaram guardadas — até o dia em que decidiu enviar um áudio cantando e tocando para os pais. A reação surpresa abriu caminho uma jornada que ganhou um capítulo especial, no Lollapalooza Brasil 2026.

A carioca de 25 anos subiu ao palco do Coke Studio neste sábado (21), como uma das revelações apresentadas pelo Billboard Descobre. A iniciativa da Billboard Brasil selecionou três artistas da nova geração para se apresentar no espaço da Coca-Cola dentro do festival.

“É um momento muito emocionante ser reconhecida e poder tocar em um festival desse tamanho. É uma experiência muito importante para a minha carreira”, diz Ana Morais.

No show do Coke Studio, Ana apresentou três músicas autorais e quatro releituras que revelam suas referências, indo de “Folhetim”, de Gal Costa, a algo mais quente, com “Sai Pra Ver o Mar”, de Marina Sena.

“Meus shows têm muito essa diversidade da música brasileira. Tem coisas mais atuais e também artistas que sempre escutei e amo.”

Os pais famosos

Ana é filha da atriz Glória Pires e do cantor Orlando Morais. Como o pai, que começou a tocar piano sozinho, ela também começou como autodidata. A carioca conta que tem memórias de já acordar com o pai ao piano, mas se sentia acanhada de explorar as teclas e a própria voz.

“Pegava vídeo no YouTube e aprendia as músicas que eu queria. Cantava também, mas sempre fui muito tímida. Uma vez eu tive coragem de mandar um áudio pros meus pais. Eles me ligaram na hora: ‘Minha filha, quem é?’. Eu falei: ‘Sou eu’. Meu pai espalhou esse áudio pra todo mundo”, ri. 

Apesar de ser filha da consagrada Glória Pires, Ana nunca pensou em ser atriz. “Sempre foi a música. Eu até participei de uma minissérie com a minha mãe, ‘As Brasileiras’. Eu tinha 11 ou 12 anos. Foi uma experiência maravilhosa. Mas a música sempre foi um lugar muito mais forte no meu coração.”

Com 12 anos, começou a postar vídeos no Instagram cantando músicas de cantoras como Lana Del Rey. Foi só quase uma década depois que ela se aprofundou na música brasileira, já no processo de criação de seu primeiro álbum, encontrando sua própria identidade.

“Pensei em Esquecer o Amanhã” (2022) tem composições próprias e produção independente e foi gravado de forma quase artesanal. “Todas as vozes foram gravadas dentro do meu closet, com meu microfone (risos). Eu falei: ‘Não quero ir pra estúdio’. Era mais que uma vontade, era uma necessidade de lançar alguma coisa que tivesse a minha cara naquele momento, de botar tudo que eu queria pra fora.”

Ana Morais traz uma MPB contemporânea, com letras guiadas por histórias e reflexões do amor. “Eu sou muito romântica, romantizo muito a vida”, diz.

Desde então, ela vem vem amadurecendo sua sonoridade. Nos singles mais recentes, passou a trabalhar com a compositora Sophi Moraese e a explorar novos caminhos dentro da MPB contemporânea. Lançou singles como “Cítrico” e “Mente Pra Mim”, essa em um feat com o talentoso rapper Pelé MilFlows.

Glória Pires e Orlando Morais na plateia do Coke Studio (Tati Silvestroni)
Glória Pires e Orlando Morais na plateia do Coke Studio (Tati Silvestroni)

Para a apresentação no festival, Ana teve o apoio especial da família na plateia. Quando contou aos pais sobre o convite do Coke Studio, a reação foi imediata. “Eles ficaram muito emocionados e já começaram a organizar tudo para estar aqui. Eu até fiquei surpresa de eles conseguirem. Ter o apoio deles é muito importante para mim”, afirma a carioca, que elegeu Tyler, the Creator e Lorde como seus artistas preferidos do Lolla deste ano.

Com o palco do Coke Studio voltado justamente para descobertas e novos talentos, o momento também simboliza um passo importante em sua caminhada artística, agora sem precisar se esconder de ninguém.