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Blue conquista público do Coke Studio com seu pop sujo e surpresinhas

Blue no Coke Studio (Leca Novo)

Blue no Coke Studio (Leca Novo)

Blue, em inglês, não é só azul. Também quer dizer melancolia. Além disso, azul é a parte mais quente do fogo. Foi essa junção de significados que fez de Isabela a cantora Blue, que ganhou seu maior palco nesta sexta (20), como um dos destaques do Coke Studio, no Lollapalooza Brasil 2026, apresentada pela plataforma Billboard Descobre

A carioca de 28 anos trouxe ao autódromo de Interlagos músicas de seus EPs, “Amor e Caos” (2019) e “Dona das Piores Decisões” (2025), e duas surpresinhas para os fãs do Lolla BR e de Coca: um cover de Sabrina Carpenter, uma das principais atrações do festival, e uma versão roqueira para “Você Me Vira a Cabeça”, clássico de Alcione, surpreendendo o público.

“Como eu sou muito fã da Alcione, canto músicas dela sempre, pensei: ‘Nada melhor do que trazer uma música dela, mas dentro da minha linguagem’. E a escolha da Sabrina foi porque ela é o show mais esperado desse ano, então achei legal encaixar em um set que eu queria que fosse bem autoral, pra galera conhecer meu som”, disse Blue, que elegeu Sabrina, Doechii e Deftones como os shows mais empolgantes desde Lolla.

“Garoto Suburbano”, último single da cantora, foi outra das escolhas. “Eu estava extremamente animada e ansiosa por esse momento. Eu sempre ficava pensando assim: ‘Será que nunca vai chegar a minha vez?’. Então, quando eu descobri que eu ia tocar no Lola, eu fiquei tipo: ‘Chegou o meu momento’”, emocionou-se a carioca, que se disse agradecida pelo convite e a oportunidade de mostrar seu som para um novo público e ainda “beber muita Coca-Cola gelada”.

Quem é Blue? Da igreja para o rock, das vendas no shopping ao Lolla

Cria de Realengo, no subúrbio do Rio de Janeiro, Blue diz que já nasceu cantora. Um dos brinquedos mais queridos era um karaokê que tinha em casa. Seu pai cresceu cantando sertanejo no norte de Minas Gerais e, quando via Isabela entusiasmada com o microfone em casa, sugeriu: “Bom, já que você vai ficar cantando desafinado pros vizinhos ouvirem, eu vou todo dia te ensinar”. Ela ensaiava durante a semana e passou a cantar em igrejas aos domingos. 

Aos 14, o filho do pastor chegou com um disco de rock. Ou melhor, metalcore cristão: a banda americana Underoath. Foi o suficiente para ela abrir a mente para outros sons. Virou fã de The Pretty Reckless, grupo dos EUA com uma mulher no vocal, e entrou em suas primeiras bandas de rock, “para desespero da minha mãe”. 

Blue sempre foi eclética. Em casa tinha o gospel. Os vizinhos ouviam pagode. A garotada da rua curtia funk. E ela foi transicionando do rock para o pop. “Tive um período na adolescência em que eu só ouvia rock. Depois, fiquei obcecada por Ariana Grande, Demi Lovato, Miley Cyrus… Toda essa galera pop. Acho que o meu som vem dessa mistura. Meu som é um resumo dessa grande loucura que foi a minha vida toda.”

O primeiro EP, “Amor e Caos”, misturava trap com rock, mas depois dele veio um hiato. Nestes tempos, a cantora fez de tudo e trabalhou em shopping. Vendeu de chinelos a óculos de sol. 

Retomar a carreira veio com uma pergunta para si mesma no metrô: “Que música eu gostaria de ouvir para me confortar agora?”. Assim nasceu seu novo estilo e o “Dona das Piores Decisões”, um EP que fala sobre reconhecer as decisões erradas que tomamos. Uma das faixas, Acho Que Errei De Novo, canta sobre não ser definido pelos próprios erros: “A gente tá aí na vida pra errar, aceitar e aprender”. 

Recentemente, Blue lançou o single “Garoto Suburbano”, que traz a atmosfera do Rio de Janeiro e um ritmo de “bossa estranha”, como ela e sua banda definem.

Além de cantora, Blue pode ter entrado nos seus fones de outra forma, como compositora. Ela já escreveu músicas e letras para Glória Groove, como “Fogo no Barraco”, pagodes de Luquinhas e ainda tem três funks proibidões compostos para MC Rebeca que ainda vão ser ganhar o mundo.