Coachella 2026: veja destaques do 3º dia com BIGBANG, Twigs, Major Lazer e mais
Neste domingo (12), festival teve shows históricos na programação

Coachella 2026 (YouTube/Reprodução)
O terceiro e último dia (12 de abril) do festival Coachella, nos Estados Unidos, deste ano pode ter sido o mais diversificado, principalmente entre seus dois palcos principais. As duas áreas de apresentação passaram a parte final da noite alternando entre EDM, alt-pop, hip-hop, jazz, reggaeton e K-pop — uma variedade de gêneros que foi até mesmo comentada por Laufey durante sua penúltima apresentação da noite no Palco Outdoor.
Encerrando o Palco Coachella logo em seguida, estava, é claro, a atração principal de domingo, Karol G, que subiu ao palco com meia hora de atraso, mas fez a espera valer a pena com um show de encerramento triunfante, repleto de fogos de artifício, tanto figurativa quanto literalmente. Ela também trouxe ao palco diversos convidados, incluindo Mariah Angeliq, Becky G e Wisin, que apresentou vários sucessos de Wisin y Yandel. (O BIGBANG, reunido, também se apresentou simultaneamente no palco ao ar livre.)
De modo geral, foi de longe o dia mais ameno dos três dias do festival, com uma leve garoa que chegou a aparecer brevemente à tarde. Mas os artistas continuaram a incendiar o palco, com ainda mais grandes estreias e reuniões no Coachella, e até mesmo uma mini-apresentação de lendas do punk rock no início da noite. E uma das maiores decepções do início do fim de semana foi compensada quando o set da DJ/produtora Anyma na sexta-feira (10) — que havia sido cancelado devido à previsão do tempo — foi remarcado para o DoLab no domingo à noite.
Para completar um fim de semana incrível, repleto de grandes apresentações e momentos memoráveis, aqui estão os 10 momentos favoritos da nossa equipe no domingo.
Clipse reivindica o título de Álbum do Ano
Anunciados no palco Outdoor pelo DJ Yoo Q como vencedores do Grammy pela primeira vez, a dupla de irmãos do hip-hop Pusha T e Malice apresentou um impressionante show de comemoração após seus muitos triunfos em 2025. Embora a apresentação tenha incluído três músicas favoritas do aclamado álbum de 2006, “Hell Hath No Fury” (e uma versão estrondosa do single de sucesso de 2002, “Grindin'”), o foco principal foi em “Let God Sort Em Out”, lançado no ano passado, que já se consolidou como um clássico e perfeito para festivais. Push encerrou o show proclamando “Let God” como “ainda o álbum do ano… até lançarmos outro”. Difícil discordar. — Andrew Unterebrger
Wet Let vai até o fim
A apresentação no palco principal no final da tarde de domingo (12) é um horário privilegiado, sem a enorme pressão de um show noturno, mas que serve como espaço para artistas já consagrados mostrarem ainda mais seu talento. Começando pontualmente às 16h45, a queridinha do rock alternativo inglês, Wet Leg, fez exatamente isso, abrindo o show com tudo com “Catch These Fists”. Vestindo uma regata branca rasgada coberta de glitter prateado, calcinha amarela estampada com a palavra “lucky” (sorte) e botas pretas de cano alto, a vocalista e guitarrista Rhian Teasdale esbanjava carisma de frontwoman, com muita energia e movimentos sensuais.
Enquanto isso, a guitarrista Hester Chambers marcou presença principalmente com a energia contagiante de sua banda. Juntamente com o baixista Ellis Durand, o baterista Henry Holmes e o guitarrista Joshua Mobaraki, eles tocaram com energia os álbuns “Angelica” e “Chaise Longue” (de 2022) e material inédito de “Moisturizer” (de 2025) — incluindo o single “CPR”, durante o qual a produtora alemã de música eletrônica Horsegiirl subiu ao palco e dançou com Teasdale. Após alguns anos de relativa ausência, o rock teve uma presença mais forte no Coachella este ano, com artistas consagrados como Iggy Pop, Jack White, Nine Inch Noize e The Strokes, além de nomes mais recentes como Geese. Com sua apresentação confiante, o Wet Leg se consolidou como um membro crucial desse ecossistema. — Katie Bain
Retorno do Major Lazer
Para quem viveu a explosão da música eletrônica dos anos 2010, os hits do Major Lazer são praticamente canônicos. A vibe na plateia no domingo à noite era, portanto, uma mistura de nostalgia e muita dança, enquanto o grupo se apresentava no festival pela primeira vez como um quarteto. A integrante mais nova do Major Lazer, America Foster, trouxe não só atitude, mas também feminilidade, um ótimo complemento para o grupo formado por Diplo, Walshy Fire e Ape Drums.
Os quatro artistas e um grupo de dançarinos arrasaram com hits como “Lean On” (2015), “Watch Out for This (Bumaye)” (2013) e “Pon de Floor” (2009), com a plateia especialmente enlouquecida na execução de “Gasolina”, do Daddy’s Yankee, e depois com “Paper Planes”, o clássico de 2008 produzido por Diplo e que também contou com a participação de M.I.A. Ela mesma apareceu para fazer as entregas, como caminhões da UPS. (“Ela me trouxe ao Coachella pela primeira vez”, Diplo disse à plateia sobre M.I.A. depois que a música terminou.) O show terminou com uma versão editada de “Get Free”, que 14 anos após seu lançamento ainda funciona como uma espécie de hino do mundo da música eletrônica. “Tudo bem chorar!”, disse Walshy Fire à plateia enquanto abraçava Foster, que também estava com os olhos marejados quando o show terminou. Ela não foi a única. — K.B.
Major Lazer brought out M.I.A. to Coachella #Coachella pic.twitter.com/GQ4VPwhtGA
— 713 📌 (@713Xjose) April 13, 2026
Cobrah transforma tenda Gobi em pista de dança
Um pequeno problema com o figurino não foi suficiente para abalar a energia de Cobrah, que dominou o palco do Gobi com um show eletrizante à tarde. A artista sueca de dance-pop começou sua apresentação com “Hit Girl”, do seu novo álbum Torn, quando, coincidentemente, seu corpete nude rasgou. Cobrah lidou com o incidente como uma campeã, saindo correndo do palco, pedindo ao público que não postasse fotos de seus seios nus e vestindo uma camiseta larga antes de continuar o show como se nada tivesse acontecido. A partir daí, a apresentação de Cobrah foi impecável, com a cantora apresentando um sucesso dançante atrás do outro de seu novo disco. Um pouco depois da metade do show, Cobrah trouxe ao palco a também estrela do eletropop Grimes para uma estreia surpresa ao vivo da nova música delas, “Sign from God”. — Annie Harrigan
Iggy Pop ainda traz a força bruta
Embora seja um ícone do rock há mais de meio século, as performances de Iggy Pop sem camisa e com movimentos sensuais só se tornaram mais punk com o passar dos anos. Aos 78 anos, ele não é tão ágil fisicamente quanto antes, mas ainda carrega a mesma magia visceral como artista — igualmente capaz de cativar com seu corpo e sua voz, alternadamente sedutor e avassalador. Tudo isso ficou evidente no domingo, quando ele se entregou completamente a clássicos do rock como “Lust for Life” e “I Wanna Be Your Dog”, com uma poderosa banda de apoio garantindo que as músicas ainda impactassem com a mesma força de décadas atrás. “Poder bruto, pessoal”, ele prometeu e cumpriu — afinal, ele é um punk rocker, sim, ele é. — A.U.
Young Thug e Camila levam todos para Havana
“Tem alguém aqui de Cuba?” Young Thug perguntou para a multidão no palco lotado do Coachella no meio de seu show na noite de domingo. Caso algum fã estivesse se perguntando por que ele estava perguntando, o piano de abertura de “Havana”, de Camila Cabello, sucesso que chegou ao topo da Hot 100 e conta com um verso memorável de Thugger, surgiu para responder às suas dúvidas. Mas, caso ainda fosse necessária alguma explicação, a própria Cabello apareceu para cantar o hit de 2018 para a multidão empolgada. “Te amo, Jeffrey!” ela gritou para o rapper após a música, fazendo referência ao alter ego que ele estava começando a usar na época. Bons tempos, né? — A.U.
Twigs faz tudo por nós
Com engolidores de espadas, pole dance e voguing merecedores de notas máximas em todos os quesitos, FKA Twigs presenteou a tenda Mojave com uma performance digna do palco principal. Do momento em que começou, deitada em um colchão e cantando “Meta Angel”, até o momento em que encerrou o show na mesma cama com “Cellophane”, a cantora inglesa cativou a plateia com seus vocais impecáveis, coreografia impressionante e controle respiratório de outro mundo. Em apenas 75 minutos, ela conseguiu levar o público a uma jornada espiritual enquanto cantava músicas de seu repertório, que abrange os álbuns “Magdalene”, “Caprisongs” e “Eusexua”.
A performance de Twigs foi uma verdadeira aula de narrativa. Seja cantando sozinha no palco para a plateia ou fazendo um espacate enquanto girava em um pole dance com um dançarino, sempre havia um elemento novo e empolgante para absorver em cada momento de sua apresentação. Ela também demonstrou reverência pela comunidade queer, que compõe grande parte de sua base de fãs. Sua apresentação incluiu participações especiais das estrelas do ballroom Mike Q e Dashaun Wesley, além de performances de voguing de seus dançarinos incrivelmente talentosos. A rapper queer de Atlanta, Izzy Spears, também apareceu no palco diversas vezes para animar a plateia e se juntar a Twigs nas performances de “Honda” e “Schadenfreude”.
Após ter que cancelar sua turnê pelos EUA no ano passado devido a problemas com o visto, Twigs subiu ao palco como se tivesse algo a provar. E provou mesmo — quando cantou as notas perdidas de “Cellophane”, vários membros da plateia estavam visivelmente emocionados. — A.H.
FKA TWIGS OPENING HER COACHELLA SET WITH META ANGEL AND DELIVERING AN AMAZING PERFORMANCE.. OH MOTHER pic.twitter.com/91Q4fp6M4J
— $an (@dieforyous) April 13, 2026
Fatboy Slim transforma tudo em festa
A lenda britânica Fatboy Slim vem nos mostrando como se faz nas cabines de DJ há décadas, com a pura alegria e concentração que ele exala enquanto toca, como ficou evidente em seu set de domingo à noite no palco Quasar. Desde que foi adicionado ao Coachella há três anos, o Quasar se tornou essencialmente uma área do tamanho de um palco ao ar livre dedicada exclusivamente à música eletrônica, dando ao gênero espaço para respirar com os sets estendidos apresentados ali. O show de duas horas de Fatboy Slim foi tipicamente envolvente, com uma mistura de salsa e um remix de “Everything in Its Right Place”, do Radiohead, uma escolha apropriada, visto que a instalação do bunker da banda estava à vista do Quasar. No geral, foi o tipo de festa descontraída e animada pela qual ele é conhecido há tempos. — K.B.
BIGBANG ainda repercute após 20 anos
G-Dragon, Taeyang e Daesung, do BIGBANG, celebraram um marco importante esta noite no Outdoor Theatre do Coachella. O grupo masculino completou 20 anos de carreira no K-Pop, uma grande conquista para um grupo veterano do gênero. O grupo começou com cinco integrantes e agora é composto por três, o que garante um grande impacto visual sempre que se apresenta. Como fã da primeira geração, nunca imaginei que veria o grupo ao vivo, já que eles não faziam turnês com os cinco integrantes desde 2016. Apesar disso, sua popularidade e influência no complexo mundo do K-Pop continuam tão fortes quanto sempre, como evidenciado pela multidão de fãs ansiosos que se aglomeraram no palco para reviver os bons tempos do gênero.
O grupo masculino da YG Entertainment foi um dos dois artistas de K-Pop a se apresentar no Coachella este ano, juntamente com Taemin, do SHINee, que subiu ao palco no sábado. O grupo iniciou seu tão aguardado show com “Bang Bang Bang”, que deu lugar a sucessos como “Fantastic Baby”, “Haru Haru”, “Lies”, “Still Life” e “A Fool of Tears”. O grupo continuou com uma sequência de músicas nostálgicas, transportando os fãs de volta a um período que pode ser considerado a era de ouro do K-pop. Houve até momentos solo ou em dupla dos membros, principalmente “Ringa Linga” de Taeyang, “Good Boy” de G-Dragon e Taeyang, e uma extravagância inspirada no trot à la Daesung com o clássico “Look At Me, Gwisoon”. — Aminda Ayoud
bigbang performing fantastic baby at coachella
20 years into their career and never once did they lose their spark while performing live 😭 pic.twitter.com/n9Jjg61okj
— ᵕ̈ (@pinksbabymon) April 13, 2026
Karol G defende a comunidade latina
Por mais musicalmente satisfatória e teatralmente deslumbrante que tenha sido a apresentação de Karol G como atração principal, foi o propósito por trás dela que a tornou verdadeiramente transcendente. Esse propósito ficou claro pouco mais de uma hora após o início do show, quando Karol fez uma pausa para mencionar que era a primeira mulher latina a ser atração principal do Coachella — merecidamente recebendo uma ovação estrondosa e prolongada pela conquista. Mas, ressaltou ela, não era apenas uma conquista individual — era uma que ela compartilhava com os artistas que a precederam e com toda a sua comunidade latina.
“Antes de mim, houve tantos grandes artistas latinos, artistas latinos lendários, que me deram a oportunidade de estar aqui esta noite”, explicou ela. “Então, não se trata apenas de mim. Trata-se da minha comunidade latina, trata-se do meu povo. E, ao mesmo tempo, trata-se dos meus latinos que têm enfrentado dificuldades neste país ultimamente. Nós os representamos, eu represento a minha comunidade latina e, ao mesmo tempo, estou muito orgulhosa porque isso revela o melhor de nós: união, resiliência, um espírito forte…
“Não fazemos isso porque queremos excluir todos”, concluiu ela. “Fazemos isso porque queremos que todos se sintam acolhidos em nossa cultura, em nossas raízes, em nossa música. Então, eu só quero que todos se sintam orgulhosos de suas origens, por favor.” — A.U.

[Este conteúdos foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui]
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