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Coachella 2026 terá 68% de artistas independentes

Levantamento também mostra crescimento do pop e do rock

Coachella 2025

Coachella 2025 (USA TODAY Network via Reuters Connect)

O Coachella 2026, marcado para os dias 10, 11, 12, 17, 18 e 19 de abril, terá o maior número de artistas independentes em uma década. De acordo com um levantamento feito pela ROSTR, 68% dos artistas do line-up são indies. A leitura da empresa americana especializada no mercado da música aponta para um festival cada vez mais sustentado por essa base. No entanto, o topo do cartaz ainda segue concentrado em nomes ligados às grandes estruturas da indústria, como Justin Bieber e Sabrina Carpenter

Os artistas independentes, como The XX e David Byrne, ocupam principalmente as faixas intermediárias e inferiores, garantindo diversidade estética e renovação de público. Já os headliners continuam, em sua maioria, vinculados às majors, mantendo uma divisão clara entre base e topo. O resultado é um modelo híbrido: um festival que depende da cena independente para funcionar, mas ainda se ancora em grandes nomes para sustentar sua escala. 

No recorte de gêneros, o festival mantém um padrão já observado em edições recentes. Apesar do equilíbrio entre homens e mulheres entre os headliners, o lineup completo segue majoritariamente masculino, com cerca de dois terços dos artistas sendo homens. Mulheres representam 28% e grupos com múltiplos gêneros, 6%, um cenário que reflete não apenas a curadoria do festival, mas a própria composição da indústria. 

Indie, rock e alternativo aumentam presença no Coachella

A distribuição por ritmos indica outra mudança relevante. A música eletrônica segue como o eixo principal do festival, mas o crescimento mais expressivo vem de indie, rock e alternativo, que aumentam sua participação em relação a 2025. O pop também avança, enquanto hip hop, latin e R&B perderam espaço. O movimento aponta para uma programação mais apoiada em bandas e formatos de performance ao vivo, além da presença constante de DJs ao longo do dia. 

No nível do agenciamento, porém, a concentração continua evidente. Quatro grandes empresas respondem por cerca de 75% dos artistas do festival, com liderança da Wasserman Music, que sozinha reúne 32% do lineup. A UTA aparece na sequência, com 14%, seguida por outras estruturas que operam principalmente nos níveis mais altos do cartaz. Depois de um período de maior fragmentação no pós-pandemia, o Coachella volta a refletir um mercado mais concentrado nesse ponto da cadeia. 

Coachella: desigualdade de gênero segue e reflete indústria

O recorte das gravadoras reforça essa divisão. Universal Music Group e Sony Music aparecem com participação semelhante no total de artistas, enquanto a Warner fica um pouco atrás. Ainda assim, os principais nomes do festival estão ligados às majors, o que evidencia uma presença estratégica no topo do lineup, mesmo com a maioria dos artistas atuando de forma independente nas demais posições.