Chappell Roan no Lollapalooza: o pop drag que herda o brilho de Cyndi Lauper

Chappell Roan no Rock en Seine (Iwi Onodera/Billboard Brasil)
O público do Lollapalooza Brasil 2026 testemunha as cores vibrantes e a estética drag de Chappell Roan, neste sábado (21). O combo queer encanta multidões ao redor do mundo e é curioso notar que essa liberdade visual e lírica possui raízes na década de 1980. Antes da ascensão meteórica da novata, Cyndi Lauper já desafiava padrões conservadores com cabelos coloridos e atitude punk. A veterana pavimentou a estrada para que o pop queer pudesse florescer.
Em 2025, Chappell Roan homenageou Cyndi Lauper durante sua introdução ao Hall da Fama do Rock. Roan descreveu a veterana como uma artista corajosa que incentiva a autenticidade em seus fãs. Na ocasião, a jovem cantora revelou que sua conexão com Lauper é antiga: aos 13 anos, ela tentou uma vaga no America’s Got Talent cantando o clássico “True Colors”.
+Leia mais – Cyndi Lauper entra para grupo seletos do Hall da Fama do Rock e Roll
A ascensão meteórica da Midwest Princess
Chappell Roan chega ao Brasil coroada como Artista Revelação no Grammy 2025. Seu disco de estreia, “The Rise and Fall of a Midwest Princess”, completou 100 semanas na Billboard 200. O trabalho transformou faixas como “Pink Pony Club” e “Hot To Go!” em hinos mundiais.
Além disso, a cantora expandiu seu repertório com singles potentes em 2025. As músicas “The Giver” e “The Subway” mostram uma evolução artística mais madura e emocional. No palco do Lollapalooza, ela mistura esses novos sucessos ao megahit “Good Luck, Babe!”.
Cyndi Lauper: A arquiteta da rebeldia colorida
Para entender mais profundamente Roan, é preciso olhar para o perfil de Cyndi Lauper. No início dos anos 1980, ela surgiu com o álbum “She’s So Unusual”. Com voz poderosa e figurinos excêntricos, Lauper provou que o pop poderia ser artístico e político.
A cantora sempre defendeu os direitos civis e fundou a True Colors United. Suas músicas, como “Girls Just Want to Have Fun”, tornaram-se hinos de libertação feminina. Ela trouxe o lúdico e o estranhamento para o centro do mainstream mundial.

Um legado de autenticidade e cores
A influência de Lauper sobre Roan é visível na coragem de abraçar o espalhafatoso e o grandioso. Ambas utilizam a moda como uma extensão de suas narrativas políticas e pessoais.
Ao ver o brilho de Chappell Roan, o fã estará celebrando também o pioneirismo de Lauper. A estética camp e a sonoridade oitentista da novata são tributos diretos à sua antecessora.
O pop colorido de hoje é fruto dessa linhagem rebelde.
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