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A capa simples que virou símbolo do pop latino com Bad Bunny

‘Debí Tirar Más Fotos’ teve várias indicações ao Grammy, incluindo Melhor Capa

Bad Bunny

Bad Bunny virá ao Brasil pela primeira vez em 2026 (Divulgação)

O ano de 2025 foi de Bad Bunny. Com o álbum “Debí Tirar Más Fotos”, o cantor porto-riquenho se consagrou com maior nome da música pop global atual. Ele esgotou dezenas de shows ao redor do mundo, foi o artista mais ouvido em diversas plataformas de streaming e alavancou a popularidade global da música latina.

Lançado em janeiro, o disco trouxe hits como “Nuevayol”, “Baile Inolvidable” e “DTMF”, alcançando o primeiro lugar da Billboard 200. O projeto rendeu seis indicações do Coelhão para o 68º Grammy, incluindo Melhor Capa de Álbum – tema desta reportagem. A imagem traz duas cadeiras brancas de plástico em meio a uma plantação de bananeiras e rapidamente se tornou um símbolo da latinidade.

“A capa fala de uma estética da simplicidade. Temos um dos maiores astros pop do planeta fazendo algo supersimples. Ele consegue se comunicar até com o público brasileiro. É uma imagem forte”, explica o músico e etnomusicólogo Meno Del Picchia.

“É como ela se falasse: ‘Somos latino-americanos, a gente não precisa ostentar e se espelhar nos americanos, na Europa. Nós temos nossos próprios símbolos e representatividade’. É uma capa forte, política e muito simples.”

Ouça ‘Debí Tirar Más Fotos’, de Bad Bunny

Del Picchia observa que, embora o artista já tivesse um enorme sucesso – com discos anteriores bem-sucedidos “Nadie Sabes Lo Que Va a Pasar Mañana” (2023) e “Un Verano Sin Ti” (2022) –, a capa com as cadeiras ajudou a tornar o trabalho mais interessante para quem normalmente não consome pop mainstream.

Mas para além da música, Bad Bunny personifica a força de artistas latino-americanos vindos de países do chamado Sul Global – termo político e econômico usado para se referir a um conjunto de países em desenvolvimento da América Latina, África e Ásia. Esses países visam maior representatividade em uma ordem internacional liderada pelos Estados Unidos e aliados.

“Ele mostra, especialmente para o Norte, como Estados Unidos e Europa, que a gente tem música de qualidade e que nessa tecnologia de fazer música, a gente é muito bom. Estamos em um padrão de igualdade nesse aspecto, porque em várias questões econômicas, de justiça social, educação, a gente sabe que o Sul Global sofre com a desigualdade. Bad Bunny clama por isso e a música está nesse papel político”, explica Del Picchia.

Bad Bunny
Bad Bunny no Grammy Latino 2025 (Divulgação/Latin Grammy)

Na sonoridade, o músico ressalta a habilidade de Bad Bunny em juntar estética modernas (reggaeton, trap e timbres digitais) com as mais tradicionais (salsa e ritmos caribenhos ancestrais). “Ele está conseguindo misturar muito bem e nesse disco isso está evidente. Existe essa influência latino-americana, musical e ancestral”.

Para a Billboard, Bad Bunny contou que o álbum nasceu como uma carta de amor à sua terra natal. Ele reuniu lembranças de infância, estilos tradicionais e emoções que vinham se acumulando nos últimos anos. O artista afirma que queria criar algo guiado pelo que sentia naquele momento. Para ele, a intenção nunca foi perseguir grandes números, mas manter sinceridade e profundidade artística

Em 2026, Bad Bunny vai trazer a turnê de “Debí Tirar Más Fotos” ao Brasil em fevereiro do próximo ano, com shows nos dias 20 e 21 de fevereiro no Allianz Parque. Ainda há ingressos disponíveis para ambas as datas no site da Ticketmaster Brasil. Nos vemos lá!

Bad Bunny
Bad Bunny domina indicações ao Grammy (Reprodução)