Como a camisa do Brasil da Copa 1966 foi escolhida por Bad Bunny no show em SP
Peça utilizada pelo artista porto-riquenho foi 'garimpada' por brasileiro

Bad Bunny durante show em SP (Clayton Felizardo/Brazil News)
A escolha da camisa retrô da seleção brasileira da Copa de 1966 por Bad Bunny, durante sua apresentação em São Paulo no último sábado (21), foi o resultado de uma articulação logística entre profissionais brasileiros e a equipe de estilo do artista. Pelas redes sociais, o produtor cultural Gabriel Lira detalhou como uma conversa iniciada em um listening bar paulista e continuada em um Uber a caminho de uma festa funk deu origem ao processo.

Tudo começou com uma interação entre Caco e Marvin, o stylist oficial de Bad Bunny. Na ocasião, a equipe do cantor manifestou interesse em adquirir peças específicas do vestuário esportivo nacional para as performances programadas. A viabilização do item contou com a colaboração de Dan Moreira, profissional do setor de moda, que realizou a curadoria e a busca por exemplares históricos.
A pesquisa levou o grupo até Cássio Brandão, reconhecido pelo “Guinness World Records” como o proprietário da maior coleção de camisas de futebol do mundo. Brandão, que mantém um acervo com milhares de itens, recebeu a equipe para uma seleção técnica de peças que se adequassem à proposta visual do show.
Durante a análise no acervo, surgiram limitações logísticas devido ao estado de conservação de algumas raridades. Camisas autografadas por Pelé, por exemplo, foram descartadas para uso no palco devido ao risco de danos causados por suor ou chuva. Após avaliar diversas opções, incluindo uniformes das Olimpíadas de 1988, o colecionador liberou modelos em formato de empréstimo para a produção.
A confirmação da escolha ocorreu apenas no momento em que o cantor subiu ao palco do Allianz Parque, vestindo a versão retrô de manga longa nas cores tradicionais da seleção. Além da indumentária esportiva, Brandão também foi o responsável pelo empréstimo de um conjunto utilizado anteriormente pelo piloto Lewis Hamilton em sua passagem pelo Brasil.
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Bad Bunny: como foi o show do cantor no Brasil
Bad Bunny é um dos maiores nomes da música global atualmente. O cantor porto-riquenho acaba de ser a atração principal do show do intervalo do Super Bowl, uma semana depois de vencer o prêmio principal do Grammy Awards. Nessa toada, ele passou por outro momento inédito: apresentar-se no Brasil diante de uma multidão ávida e cheia de vontade.
O cantor, que já foi até alvo de críticas de alguns brasileiros por “ignorar” o país em outras turnês, confessou que sempre sonhou em visitar o Brasil. No palco do Allianz Parque, na noite desta sexta-feira (20), ele disse que estava realizando um grande sonho — e essa emoção era nítida na forma como ele interagia com o público.

A cereja do bolo foi quando Bad Bunny foi para a tradicional “casita”, um palco secundário que simula as tradicionais casas de Porto Rico. Ali é o momento “perreo” do show, quando ele coloca as músicas mais dançantes de seu repertório para fazer a plateia explodir.
Para esse momento da casita, o cantor se vestiu totalmente de verde e amarelo e foi até o meio do povo para olhar de perto quem estava a anos aguardando sua vinda. Ali, ele disse que, a partir daquele momento, se tornava brasileiro, e o público se transformava em porto-riquenho.
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