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Como foi o encontro épico entre Caetano Veloso e BaianaSystem em Salvador

Veja tudo que rolou no primeiro dia de shows no Camarote Salvador 2026

Caetano Veloso e Russo Passapusso no Camarote Salvador 2026

Caetano Veloso e Russo Passapusso no Camarote Salvador 2026 (Reprodução YouTube)

O Camarote Salvador abriu sua temporada de 2026 reafirmando por que é considerado um dos espaços mais intensos do Carnaval baiano. Em uma mistura audaciosa de ritmos, o primeiro dia de festa entregou desde o fervor do piseiro até a força ancestral do samba-reggae, culminando em um encontro histórico que elevou o nível cultural do Circuito Barra-Ondina.

“Trios da Billboard”

Uma das novidades da folia foi a parada de trios elétricos em frente ao Camarote Salvador para falar rapidamente com a Billboard Brasil, parceira do evento. Passaram pelo local para responder perguntas ou cantar um hit especial de Carnaval: Léo Santana, Parangolé, Psirico, Pedro Sampaio, Ludmilla, Carlinhos Brown e O Kanalha.

Os tambores do Olodum

Quando os tambores do Olodum ecoaram, a atmosfera do espaço mudou. A banda, que é um dos maiores símbolos da resistência e da cultura negra da Bahia, trouxe o peso e a maestria do samba-reggae. É impossível ficar indiferente ao som percussivo que vibra no peito. No setlist, clássicos imortais como “Faraó Divindade do Egito” e “Revolta Olodum” fizeram o público do camarote reverenciar a tradição. O grupo não apenas entregou um show, mas um manifesto rítmico que lembrou a todos a origem e a força do Carnaval de Salvador.

A grande festa com BaianaSystem, Caetano Veloso, Lazzo Matumbi e Vandal

O ápice da noite, no entanto, foi o encontro promovido pelo BaianaSystem. O grupo é conhecido por transformar apresentações em verdadeiros rituais urbanos. Liderado por Russo Passapusso, a banda elevou a temperatura com faixas de álbuns como “Duas Cidades” e “O Futuro Não Demora”.

A noite ganhou contornos lendários com a entrada dos convidados. Caetano Veloso, a personificação da Tropicália, trouxe uma elegância transcendental ao caos organizado do Baiana, emocionando a todos com sua voz inconfundível. 

Ao lado dele, Lazzo Matumbi emprestou sua potência vocal e ancestralidade, enquanto o rapper Vandal trouxe a urgência e o peso do “drill” e do “grime” periférico, criando um contraste fascinante. Foi um momento de pura catarse, onde o Camarote Salvador deixou de ser apenas um espaço de entretenimento para se tornar o palco de um dos encontros artísticos mais relevantes da folia.

A energia e os hits de Nattan

O cearense Nattan foi o responsável por injetar uma dose massiva de energia logo no início da noite. Com seu carisma característico e presença de palco magnética, o cantor transformou o camarote em um grande coro de piseiro e forró estilizado. O repertório, focado em sucessos como “Love Gostosinho” e “Tem Cabaré Essa Noite”, serviu como o combustível ideal para o público que chegava ávido por celebração. A apresentação de “Nattanzinho”, como é carinhosamente chamado, provou que o Nordeste se conecta de forma visceral no Carnaval, unindo o balanço do Ceará com a batida soteropolitana.