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Billboard muda regra dos charts; YouTube contesta decisão

Plataforma contesta nova metodologia de pesos entre assinaturas

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O YouTube comunicou em uma postagem em seu blog nesta quarta-feira (17) a intenção de retirar seus dados de streaming de todos os rankings da Billboard, com efeito a partir de 16 de janeiro (para as paradas datadas de 31 de janeiro).

O anúncio ocorre após a Billboard divulgar, na terça-feira (16), uma alteração na metodologia dos charts. A mudança mantém o peso maior para streams de assinaturas em relação aos streams suportados por publicidade, visando refletir o aumento de receita e as mudanças de comportamento no setor. A nova proporção entre streams pagos e gratuitos passará de 1:3 para 1:2.5.

A partir dos rankings de 17 de janeiro — com dados de 2 a 8 de janeiro — o Billboard 200 e outros charts de álbuns passarão a considerar uma unidade de consumo como o equivalente a 2.500 streams gratuitos ou 1.000 streams pagos de áudio e vídeo sob demanda. Anteriormente, eram necessários 3.750 streams gratuitos ou 1.250 pagos. A nova proporção de 1:2.5 também será aplicada ao Billboard Hot 100 e demais listas de canções.

A inclusão do YouTube nos rankings da Billboard começou em 2013 nas paradas de músicas e em 2019 nas de álbuns, sendo a primeira publicação do mundo a adotar esses dados. Agora, a plataforma deixará de fornecer voluntariamente suas informações para todos os charts globais e dos Estados Unidos.

No blog, o chefe global de música do YouTube, Lyor Cohen, escreveu que a fórmula de pesos “não reflete como os fãs consomem música hoje e ignora o engajamento massivo de fãs que não possuem uma assinatura”. A posição da plataforma é de que ambos os tipos de streams deveriam ser contados igualmente.

Um porta-voz da Billboard afirmou que a publicação busca medir a atividade de forma apropriada, equilibrada por fatores como receita e orientação da indústria, expressando o desejo de que o YouTube reconsidere a decisão.

A Billboard começou a diferenciar o peso de streams pagos em 2018, prática também adotada por organizações internacionais como a IFPI. Na época, a publicação defendeu que atribuir valores diferentes ao engajamento e à compensação financeira reflete melhor a atividade dos usuários.

O YouTube opera tanto um serviço gratuito quanto um de assinaturas. Em outubro, Cohen anunciou no Billboard Latin Music Week que a plataforma pagou US$ 8 bilhões à indústria nos últimos 12 meses. No entanto, o serviço sofre críticas de figuras como Irving Azoff por supostos baixos pagamentos de royalties. Em coluna para a Billboard, Azoff observou que o repasse do YouTube representa cerca de 13% de sua receita, enquanto o Spotify repassa cerca de 67%.

Billboard Hot 100
Billboard Hot 100 (Arquivo/Billboard)

O que muda nos charts da Billboard?

A partir de janeiro, os rankings da Billboard atribuirão maior peso ao streaming sob demanda para refletir o aumento de receita do setor e as novas condutas de consumo. Na nova estrutura, os streams de assinaturas pagas seguirão com maior valor em relação aos suportados por anúncios, mas a proporção entre as duas categorias será reduzida de 1:3 para 1:2.5.

Atualmente, uma unidade de consumo de álbum equivale a uma venda de disco, dez faixas individuais comercializadas ou a soma de 3.750 streams gratuitos ou 1.250 streams pagos. Com a atualização, válida para o Billboard 200 e listas de gênero a partir da parada de 17 de janeiro, cada unidade passará a valer 2.500 streams com anúncios ou 1.000 streams por assinatura. As métricas de vendas e downloads permanecem inalteradas.

Na prática, a mudança significa que serão necessários 33,3% menos streams gratuitos e 20% menos streams pagos para totalizar uma unidade equivalente de álbum. O ajuste para a proporção de 1:2.5 também será aplicado ao Billboard Hot 100 e demais paradas de canções.

Este é um conteúdo traduzido/adaptado da Billboard US. Leia o original aqui.