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‘Astroworld’: como Travis Scott reinventou o trap com esse baita àlbum

Disco tem sonoridade experimental, estética cinematográfica e números históricos

Astroworld, festival de Travis Scott (Divulgação Netflix)

Astroworld, festival de Travis Scott (Divulgação Netflix)

O impacto de “Astroworld” na cena trap foi significativo tanto em som quanto em ambição artística. Com suas batidas carregadas de auto-tune e filtros psicodélicos, o álbum de Travis Scott ajudou a popularizar ainda mais o trap, pavimentando o caminho para que outros artistas incorporassem atmosferas experimentais em seus projetos. A abordagem de Travis influenciou uma geração: artistas emergentes como Don Toliver e Juice WRLD passaram a explorar sonoridades mais etéreas e melodias sombrias, ecos da estética de Travis.

Impacto de ‘Astroworld’ de Travis Scott no trap

Lançado em agosto de 2018, “Astroworld” rapidamente se destacou por sua produção ousada e atmosférica. Travis Scott levou o trap a territórios psicodélicos, criando faixas dinâmicas com múltiplas partes e mudanças de beat inesperadas. A faixa de abertura “Stargazing”, por exemplo, inicia com sintetizadores etéreos sobre batidas de trap e depois troca completamente de ritmo e atmosfera na segunda metade. “Astroworld” funde o trap com elementos de psicodelia e até referências do rock alternativo, graças a contribuições de artistas como Kevin Parker (do Tame Impala) e Thundercat.

Além do som, “Astroworld” apresentou uma forte identidade estética. O álbum leva o nome de um parque de diversões desativado em Houston (Six Flags Astroworld), que marcou a infância de Travis. Ele concebeu o disco como uma espécie de parque temático musical, nas palavras do próprio artista. Travis criou todo um universo em torno do álbum: instalou réplicas infláveis gigantes de sua cabeça em cidades pelo mundo, e promoveu festas de audição em parques de diversões reais.

Influência na cena trap após ‘Astroworld’

Essa fusão de música e conceito visual se estendeu aos shows na turnê “Astroworld: Wish You Were Here”. O palco virou um parque de diversões completo, com montanha-russa e roda-gigante funcionando. Travis chegava a performar de cabeça para baixo em um loop de montanha-russa e levava fãs para dar uma volta durante o show. Essa abordagem inovadora de espetáculo consolidou Travis Scott como referência em unir som e visual, inspirando outros artistas de hip-hop a elevarem o nível de criatividade em cenografia de shows e identidade conceitual de álbuns. 

Além disso, o sucesso massivo de “Sicko Mode” atingiu o topo da Billboard Hot 100. Depois de “Astroworld”, tornou-se mais comum ver faixas de trap nas rádios pop e artistas do gênero investindo em álbuns conceituais e experiências imersivas para os fãs. “Astroworld” estreou em primeiro na parada de álbuns Billboard 200, tornando-se o segundo maior debut de 2018 em vendas. Mundialmente, o álbum teve impacto similar: alcançou o primeiro lugar em pelo menos 7 países e ficou no top 3 no Reino Unido, França e outros grandes mercados. 

Travis Scott no The Town

Um ano após sua última apresentação no Brasil, o rapper Travis Scott está de volta ao país, desta vez como atração principal do The Town 2025. O artista se apresentará neste sábado, 6 de setembro, dia dedicado ao trap e ao hip hop.

Programação do The Town no sábado (6)

Palco SKYLINE

  • 15h50: Filipe Ret
  • 18h10: Burna Boy
  • 20h30: Don Toliver
  • 23h15: Travis Scott

Palco THE ONE

  • 14h40: Karol Conká convida Ajuliacosta e Ebony
  • 17h: MC Cabelinho
  • 19h20: Matuê
  • 21h55: Lauryn Hill com YG Marley e Zion Marley

Factory

  • 13h: Budah
  • 14h45: Borges
  • 17h05: Wiu
  • 19h25: Teto

Palco Quebrada

Palco São Paulo Square

  • 14h: SP Square Big Band
  • 17h10: SP Square Big Band com Tony Gordon
  • 19h30: Joabe Reis
  • 22h05: Stacey Ryan

The Tower

  • 1h05: Victor Lou & GBR