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Após polêmica em Glastonbury, Bob Vylan defende protesto e nega discurso de ódio

Banda britânica teve visto norte-americano cancelado

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O duo Bob Vylan durante apresentação no Glastonbury (Reprodução)

A dupla britânica Bob Vylan se manifestou novamente após a repercussão de sua apresentação no Glastonbury Festival, no último sábado (28), que gerou polêmica por incluir críticas políticas e manifestações públicas de apoio à Palestina. Em novo comunicado, os músicos negam qualquer incitação à violência e afirmam que não defendem “a morte de judeus, árabes ou qualquer outro povo”.

O show aconteceu no palco West Holts, antes da apresentação do grupo Kneecap, e incluiu frases projetadas no telão como “Free Palestine – As Nações Unidas chamam de genocídio – A BBC chama de ‘conflito’”.

Em determinado momento, o grupo liderou o público em gritos de “Free, free Palestine” e “Death, death to the IDF” (sigla em inglês para Forças de Defesa de Israel).

Após a apresentação, o Subsecretário de Estado norte-americano Christopher Landau classificou a ação como um “discurso de ódio” e confirmou que os vistos da banda para os Estados Unidos foram revogados.

O vocalista Bobby Vylan já havia se pronunciado no domingo (29), defendendo a importância de ensinar as novas gerações a se posicionar diante de injustiças. No comunicado mais recente, publicado nesta segunda (1º), ele afirma:

“Não somos a favor da morte de judeus, árabes ou qualquer grupo. Somos a favor da desmontagem de uma máquina militar violenta.”

No texto, a banda reforça que o foco deve permanecer no sofrimento da população palestina e critica a tentativa de desviar o debate para os artistas.

“Quanto mais falam de Bob Vylan, menos respondem pela sua inação criminosa”, diz a nota. “Estamos sendo alvos por falar. Não somos os primeiros. E não seremos os últimos.”