Amabbi vive metamorfose em ‘Crisálida’, seu segundo álbum de estúdio
Projeto costura R&B e Rap em uma narrativa sobre transformação

Amabbi (Divulgação)
Nesta quinta-feira (12), Amabbi apresenta ao público “Crisálida”, seu segundo álbum de estúdio e o trabalho mais profundo da sua trajetória até aqui. Depois de aquecer o público com os singles “Deu Fuga” e “Old School”, lançados no final de 2025, a artista entrega um projeto com 13 faixas que transitam entre R&B e rap, consolidando 2026 como o ano central da sua nova fase.
Se em “Versos e Voos”, álbum de estreia da artista em 2024, Amabbi explorava um olhar mais lúdico e inspirado em referências externas, agora ela assume as rédeas da própria narrativa. “Crisálida” nasce como um livro aberto — mas não com um fim. É sobre o processo.
A metáfora da metamorfose da borboleta traduz o momento no qual a artista atravessa: um estágio de transição, autoconhecimento e transformação.
“O álbum marca uma transformação muito grande para mim. Eu quero cada vez mais escrever, saber sobre assuntos que rodeiam a feminilidade da mulher, coisas que toda mulher pode se identificar. Acaba sendo um pouco lúdico, mas na lucidez de você parar e escutar as músicas e saber onde cada uma se posiciona no lugar certo”, diz.
O disco constrói um equilíbrio entre o R&B (mais emocional, interno, sensível) e o Rap (direto, cru, estrutural). Para Amabbi, o rap é o casco da crisálida. Essa dinâmica ganha forma nas 13 faixas do projeto, que conta com participações de Clara Lima, YOÙN, Freeda, Cynthia Luz, DAY LIMNS, Elana Dara e Clau, além de produções assinadas por GvsnoBeat, Modestto e Los Brasileros.
A escolha dos feats não foi por acaso — cada participação ocupa um lugar específico dentro do universo emocional do disco. Com YOÙN, em “Do Que é Feito o Amor?”, Amabbi buscou o R&B “puríssimo” que tanto admira. A faixa, que assume papel central na narrativa do disco, é construída como uma pergunta, não uma afirmação. “Não é uma afirmação, é uma pergunta mesmo pro YOÙN: do que é feito o amor? Eles me explicam da forma deles”, explica.
O álbum também atravessa dores e conflitos internos: traição, ghosting, luto, desilusão amorosa e ambição. Em “Alô? É Você?”, parceria com Elana Dara, a perda ganha contornos emocionais intensos. “Eu quis me colocar em um ponto de que perdi alguém, eu estou tentando ligar para essa pessoa e a pessoa não me atende”, contextualiza. Já em faixas como “Goodbye” e “Old School”, a força vem da raiva transformada em posicionamento: “Eu quis ir para o estúdio quando eu tava com muita raiva”.
Ao longo do álbum, Amabbi assume que não tem todas as respostas e que essa é justamente a força do projeto. “Eu não sei o que eu vou ser em 2027. Talvez eu não saiba nem o que eu vou comer amanhã”. Essa honestidade atravessa como um fio condutor: não é sobre estar pronta, é sobre estar em processo. Não é sobre certezas absolutas, mas sobre viver as rachaduras que formam o casco antes do voo. A artista dedica o álbum a quem sempre esteve no centro de sua construção artística: as mulheres. “Quero desejar esse álbum especificamente para todas as mulheres do Brasil. Acredito que a gente vai conseguir se conectar muito em algumas situações”, conclui.
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