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AC/DC eletriza mar de ‘chifrudos’ no MorumBis

Veja como foi o 1º show da "Power Up Tour" do AC/DC no Brasil

AC/DC no Brasil - MorumBIS, SP [24/02] (crédito: Rafael Cusato - Brazil News)

AC/DC no Brasil - MorumBIS, SP [24/02] (crédito: Rafael Cusato - Brazil News)

O AC/DC mostrou mais uma vez por que é uma lenda do rock no show realizado no estádio do MorumBis, em São Paulo, nesta terça-feira (24). Foram 2h15 de som alto, riffs clássicos e um setlist enérgico, sem trégua. O roteiro foi até previsível, mas mostrou-se insuperável para os cerca de 70 mil fãs que presenciaram cada música e cada ato teatral da banda australiana ao vivo.

Mesmo com canhões, palco flutuante com papel picado para os intermináveis solos de Angus Young e um telão de LED generoso, o show do AC/DC é um grande espetáculo pelo puro fator rock and roll. É uma banda com hits que, mesmo para quem não gosta do gênero, fazem o corpo mexer imediatamente ao ouvir. Essa fidelidade à sua simplicidade e crueza é fundamental para explicar a legião de fãs fervorosos do AC/DC por tantas décadas.

Antes de detalhar a performance da banda principal, é importante destacar o grande show de abertura do The Pretty Reckless. Liderada pela voz potente e agressiva da ex-atriz Taylor Momsen, a banda fez os fãs sacudirem a cabeça com sua mistura de hard rock, post-grunge e blues rock. No setlist, não faltaram sucessos como “Make Me Wanna Die” e “Death By Rock And Roll”.

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Como foi o primeiro show do AC/DC com “Power Up Tour” em São Paulo

A energia do guitarrista e fundador do grupo, Angus Young, a cada solo e ao executar o “duckwalk” (o andar de pato) tal qual Chuck Berry, é comparável à de qualquer bandleader dos trios elétricos do Carnaval brasileiro.

AC/DC no Brasil - MorumBIS, SP [24/02] (crédito: Rafael Cusato - Brazil News)
AC/DC no Brasil – MorumBIS, SP [24/02] (crédito: Rafael Cusato – Brazil News)

Aliás, o estádio fez jus à folia nacional por conta das tiaras de “chifres de diabo” com luzinhas, acessório oficial da “Power Up Tour” e vendida por R$ 20 pelos ambulantes. A peça cria um efeito bonito e, digamos, “peculiar” ao iluminar a cabeça do público de diferentes gerações.

Mar de chifres no show do AC/DC (Alexandre de Melo)
Mar de chifres no show do AC/DC (Alexandre de Melo)

A banda não ficou atrás da energia de Angus, apesar do evidente protagonismo do guitarrista. O vocalista Brian Johnson compensa com técnica, carisma e o coro da plateia alguns agudos que já não alcança com a mesma eficiência de antes. Após superar problemas severos de audição, é emocionante vê-lo em ação.

Stevie Young, sobrinho do falecido Malcolm Young, conduz a guitarra rítmica com competência. A formação atual é completada por Chris Chaney no baixo (substituindo Cliff Williams) e Matt Laug na bateria (ocupando o posto de Phil Rudd).

AC/DC no MorumBIs (Rafael Cusato/Brazil News)
AC/DC no MorumBIs (Rafael Cusato/Brazil News)

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As duas primeiras músicas, “If You Want Blood (You’ve Got It)” (1979) e “Back in Black” (1980), deixam a plateia eufórica com seus riffs de guitarra em alto e bom som.

Cerca de 11 das 21 músicas do show são da fase do vocalista Bon Scott, que morreu em 1980, vítima de asfixia acidental após consumo excessivo de álcool. Entre as faixas dessa era, o AC/DC tocou em São Paulo “Whole Lotta Rosie”, “Let There Be Rock”, “High Voltage”, “Riff Raff” e “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, entre outras.

AC/DC no Brasil - MorumBIS, SP [24/02] (crédito: Rafael Cusato - Brazil News)
AC/DC no Brasil – MorumBIS, SP [24/02] (Rafael Cusato/Brazil News)

A entrada do sino gigante no palco para “Hells Bells” continua sendo um dos efeitos visuais mais icônicos da história do rock. Porém, nesta turnê, o elemento surge de forma mais contida: o sino apenas desce sobre o palco, sem grandes pirotecnias ou interações.

Durante “Whole Lotta Rosie”, no lugar da antiga boneca inflável gigante, os telões mostravam a personagem Rosie, inspirada em um relacionamento de Bon Scott com uma mulher na Tasmânia.

O bis veio com “T.N.T.” e “For Those About to Rock (We Salute You)”, esta última com os tradicionais canhões no palco. As explosões sincronizadas com a música e o show de fogos final garantiram que ninguém saísse do MorumBIS sem a sensação de ter presenciado um dos grandes shows da vida.

Afinal, o AC/DC entrega o bom e velho rock e, como eles mesmos dizem: “Para aqueles que curtem o rock, nós saudamos vocês”.